domingo, 14 de setembro de 2008

24º Domingo do Tempo Comum - Ano A


Festa da Exaltação da Santa Cruz

A Festa da Exaltação da Santa Cruz, convida-nos a contemplar a cruz de Jesus. Ela é a expressão suprema do amor de um Deus que veio ao nosso encontro, que aceitou partilhar a nossa humanidade, que quis fazer-se servo dos homens, que se deixou matar para que o egoísmo e o pecado fossem vencidos. Oferecendo a sua vida na cruz, em dom de amor, Jesus indicou-nos o caminho para chegar à vida plena.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos:
«Ninguém subiu ao Céu
Senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem.
Assim como Moisés elevou a serpente no deserto,
também o Filho do homem será elevado,
para que todo aquele que acredita
tenha n'Ele a vida eterna.
Deus amou tanto o mundo
que entregou o seu Filho Unigénito,
para que todo o homem que acredita n'Ele
não pereça, mas tenha a vida eterna.
Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo
para condenar o mundo,
mas para que o mundo seja salvo por Ele».

Jo 3,13-17

Neste Evangelho João recorda-nos que Deus nos amou de tal forma, que enviou o seu Filho único ao nosso encontro para nos oferecer a vida eterna. Convida-nos a olhar para a cruz de Jesus, a aprender com ele a lição do amor total, a percorrer com ele o caminho da entrega e do dom da vida. É esse o caminho da salvação, da vida plena e definitiva.

sábado, 13 de setembro de 2008

Treze de Setembro



"Dia 13 de Setembo de 1917 - Ao aproximar-se a hora, lá fui, com a Jacinta e o Francisco, entre numerosas pessoas que a custo nos deixavam andar. As estradas estavam apinhadas de gente. Todos nos queriam ver e falar. Ali não havia respeito humano. Numerosas pessoas, e até senhoras e cavalheiros, conseguindo romper por entre a multidão que à nossa volta se apinhava, vinham prostrar-se de joelhos, diante de nós, pedindo que apresentássemos a Nossa Senhora as suas necessidades. Outros, não conseguindo chegar junto de nós, chamavam de longe:
- Pelo amor de Deus! peçam a Nossa Senhora que me cure meu filho, que é aleijadinho!
Outro:
- Que me cure o meu, que é cego!
Outro:
- O meu, que é surdo!
- Que me traga meu marido...
- ... meu filho, que anda na guerra!
- Que me converta um pecador!
- Que me dê saúde, que estou tuberculosos!
Etc., etc.
Ali apareciam todas(as) misérias da pobre humanidade. E alguns gritavm até do cimo das árvores e paredes, para onde subiam, com o fim de nos ver passar. Dizendo a uns que sim, dando a mão a outros para os ajudar a levantar do pó da terra, lá fomos andando, graças a alguns cavalheiros que nos iam abrindo passagem por entre a multidão.
Quando agora leio, no Novo Testamento, essas cenas tão encantadoras da passagem de Nosso Senhor pela Palestina, recordo estas que, tão criança ainda, Nosso Senhor me fez presenciar, nesses pobres caminhos e estradas de Aljustrel a Fátima e à Cova de Iria, e dou graças a Deus, oferecendo-Lhe a fé do nosso bom povo português. E penso: se esta gente se abate assim diante de três pobres crianças, só porque a elas é concebida misericordiamente a graça de falar com (a) Mãe de Deus, que não fariam se vissem diante de si o próprio Jesus Cristo?
Bem; mas isto não era nada chamado para aqui. Foi mais uma distracção da pena que me escapou para onde eu não queria. Paciência! Mais uma coisa inútil; para não inutilizar o caderno.
Chegámos, por fim, à Cova da Iria, junto da carrasqueira e começamos a rezar o terço com o povo. Pouco depois, vimos o reflexo da luz e a seguir Nossa Senhora sobre a azinheira.
- Continuem a rezar o terço, para alcançarem o fim da guerra. Em Outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, S. José com o Menino Jesus para abençoarem o Mundo. Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda; trazei-a só durante o dia.
- Têm-me pedido para Lhe pedir muitas coisas: a cura de alguns doentes, dum surdo-mudo.
- Sim, alguns curarei; outros não. Em Outubro farei o milagre, para que todos acreditem. E começando a elevar-se, desapareceu como de costume.

In Memórias da Irmã Lúcia

sábado, 6 de setembro de 2008

"Com muito pouca coisa se pode transformar a vida a muita gente"

Caros peregrinos

No próximo mês de Outubro irei integrar com mais 11 voluntários a 5ª Missão Aventura Solidária organizada pela AMI – Associação de Médicos Internacionais, que decorrerá em Réfane, localidade situada a cerca de 130 km de Dakar, capital do Senegal.

Réfane tem uma população total de cerca de 22000 habitantes, e é constituída por várias comunidades rurais circundantes, com cerca de 3000 habitantes cada dos quais 2000 são crianças. A precariedade na qualidade de vida é uma realidade constante em Réfane.

A AMI juntamente com a TAP autoriza cada voluntário a transportar para além dos 20kg de bagagem pessoal 20kg de bagagem destinada a ajuda humanitária.

Neste sentido venho solicitar a vossa solidariedade para com as crianças de Réfane através da oferta de material escolar (lápis, canetas, borrachas, afias, lápis de cor, canetas de feltro, réguas, esquadros, máquinas de calcular, cadernos, livros de pintar, etc). São também bem vindos livros em francês e T’shirt’s de todos os tamanhos.

Caso estejam interessados em colaborar nesta pequena ajuda humanitária, receberei em mãos este material até ao próximo dia 17 de Outubro. Refiro que este material será transportado por mim até Réfane e lá será entregue aos responsáveis da missão para depois ser distribuido no local.

Desde já agradeço o vosso gesto em nome das crianças de Réfane.

Bem-haja!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Recepção ao novo pároco

No próximo dia 21 de Setembro a comunidade paroquial de Alcácer do Sal vai receber com muita alegria o novo pároco Padre José António Gonçalves, que tomará posse na Igreja de Santiago pelas 12h00m.
Após a Eucaristia presidida por Sua Ex.ª Revª o Senhor Arcebispo de Évora D. José Alves, irá realizar-se um almoço convívio na Quinta da Esquerda – Ameira em Alcácer do Sal.

Os peregrinos interessados em participar nesta recepção de boas vindas, devem confirmar a sua presença entre os dias 2 e 10 de Setembro para o telefone 265 622 213 ou contactarem as guias da peregrinação.

domingo, 17 de agosto de 2008

20º Domingo do Tempo Comum - Ano A

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
Jesus retirou-Se para os lados de Tiro e Sidónia.
Então, uma mulher cananeia, vinda daqueles arredores,
começou a gritar:«Senhor, Filho de David, tem compaixão de mim.
Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio».
Mas Jesus não lhe respondeu uma palavra.
Os discípulos aproximaram-se e pediram-Lhe:
«Atende-a, porque ela vem a gritar atrás de nós».
Jesus respondeu:
«Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel».
Mas a mulher veio prostrar-se diante d’Ele, dizendo:
«Socorre-me, Senhor».

Ele respondeu:
«Não é justo que se tome o pão dos filhos
para o lançar aos cachorrinhos».

Mas ela replicou:
«É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos
comem das migalhas que caem da mesa de seus donos».
Então Jesus respondeu-lhe:
«Mulher, é grande a tua fé.
Faça-se como desejas».
E, a partir daquele momento, a sua filha ficou curada.

Mt15,21-28

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Treze de Agosto



"Dia 13 de Agosto de 1917 - Como já está dito o que neste dia se passou, não me detenho nisso e passo à aparição, a meu ver no dia 15, ao cair da tarde (Lúcia está enganada ao afirmar que a aparição tenha sido no mesmo dia em que voltaram da pisão de Vila Nova de Ourém. A aparição foi no Domingo seguinte, em 19 de Agosto.). Como ainda então não sabia contar os dias do mês, pode ser que seja eu a que esteja enganada; mas conservo a ideia que foi no mesmo dia em que chegamos de Vila Nova de Ourém.
Andando com as ovelhas, na companhia de Francisco e seu irmão João, num lugar chamado Valinhos, e sentindo que alguma coisa de sobrenatural se aproximava e nos envolvia, suspeitando que Nossa Senhora nos viesse a aparcer e tendo pena que a Jacinta ficasse sem A ver, pedimos a seu irmão João que a fosse chamar. Como ele não queria ir, ofereci-lhe, para isso, dois vinténs e lá foi a correr.
Entretanto, vi com o Francisco, o reflexo da luz a que chamávamos relâmpago; e chegada a Jacinta, um instante depois, vimos Nossa Senhora sobre a carrasqueira.
- Que é que Vossemecê me quer?
- Quero que continueis a ir à Cova da Iria no dia 13, que continueis a rezar o terço todos os dias. No último mês, farei o milagre, para que todos acreditem.
- Que é que Vossemecê quer que se faça ao dinheiro que o povo deixa na Cova da Iria?
- Façam dois andores: um, leva-o tu com Jacinta e mais duas meninas vestidas de branco; o outro o leve Francisco com mais três meninos. O dinheiro dos andores é para a ajuda duma capela que hão-de mandar fazer.
- Queria pedir-Lhe a cura dalguns doentes.
- Sim; alguns curarei durante o ano.
E tomando um aspecto mais triste:
- Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios por os pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas.
E, como de costume, começou a elevar-se em direcção ao nascente."

In Memórias de Irmã Lúcia

domingo, 10 de agosto de 2008

19º Domingo do Tempo Comum - Ano A

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Depois de ter saciado a fome à multidão,

Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco
e a esperá-l’O na outra margem,
enquanto Ele despedia a multidão.
Logo que a despediu,
subiu a um monte, para orar a sós.
Ao cair da tarde, estava ali sozinho.
O barco ia já no meio do mar,
açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário.
Na quarta vigília da noite,
Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar.
Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar,
assustaram-se, pensando que fosse um fantasma.
E gritaram cheios de medo.
Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo:
«Tende confiança. Sou Eu. Não temais».
Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor,
manda-me ir ter contigo sobre as águas».
«Vem!» – disse Jesus.
Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas,
para ir ter com Jesus.
Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se,
gritou: «Salva-me, Senhor!»
Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o.
Depois disse-lhe:«Homem de pouca fé, porque duvidaste?»
Logo que saíram para o barco, o ventou amainou.
Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus,
e disseram-Lhe:
«Tu és verdadeiramente o Filho de Deus».

Mt 14, 22-23

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ir com Deus para férias...

Chegaram, finalmente, as tão apetitosas e desejadas férias. Chegou o tempo de paragem; paragem de quê? Do corre-corre do quotidiano, da vida, do frenesim em que tantas vezes nos deixamos enredar.

Parar? Porquê?
Porque é urgente aproveitar as férias do verão para escutar o essencial que muitas vezes não temos tempo devido à obsessão materialista da vida.
Porque não aproveitar, pois, as férias do verão, diante do mar sem fim ou sob o rumor das árvores ou do cantar dos pássaros, para reflectir e analisar semelhante insensatez?
Porque não pensar no mar sem fim ou no patamar ilimitado da felicidade divina que nos aguarda e para onde devemos caminhar, sem ceder ao fascínio das felicidades parcelares que procuram entreter-nos e desviar-nos por atalhos enganosos e traiçoeiros?

Eis uma boa reflexão para tempo de férias, para não regressarmos delas ou retomarmos o andamento da vida, fisicamente recauchutados mas espiritualmente debilitados.

Férias são na verdade um tempo para Deus, uma vez que é durante as férias que muitas vezes temos mais tempo para parar, escutar e olhar. É neste tempo que podemos colocar a leitura espiritual em dia. È neste tempo que temos mais oportunidades para meditarmos na vocação a que o Senhor nos chamou e como poderemos dar testemunho vivo de cristãos comprometidos e empenhados através de gestos concretos e de oração.

Pode-se ter como ideal perder algumas coisas durante as férias tais como as preocupações ou excesso de gorduras. Mas há coisas que de modo algum se podem perder: não se pode perder a vergonha, a felicidade, a dignidade humana, a graça de Deus, a paz de consciência. As férias podem proporcionar relações humanas, o que pode ser salutar. Mas seria triste perder ou distanciar, durante elas, as relações com Deus.

Ir com Deus para férias, não O esquecer durante elas e com ELE de novo regressar, eis um requisito indispensável para serem bem passadas.
Férias é tempo de descobrir a Paz e o Bem, de descobrir que Jesus tem que ser amado em tudo e todos...

Ir. José Domingos /fisfa

domingo, 13 de julho de 2008

Treze de Julho



"Dia 13 de Julho de 1917 - Momentos depois de termos chegado à Cova da Iria, junto da carrasqueira, entre numerosa multidão de povo, estando a rezar o terço, vimos o reflexo da costumada luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira.
- Vossemecê que me quer? - perguntei.
- Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vem, que continuem a rezar o terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para Obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer.
- Queria pedir-lhe para nos dizer quem é, para fazer um milagre com que todos acreditem que vossemecê nos aparece.
- Continuem a vir aqui todos os meses. Em Outubro direi Quem sou, o que quero e farei um milagre que todos hão-de ver, para acreditar.
Aqui, fiz alguns pedidos que não recordo bem quais foram. O que me lembro é que Nossa Senhora disse que era preciso rezarem o terço para alcançarem as graças durante o ano. E continuou:
-Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.

Ao dizer estas últimas palavras, abriu de novo as mãos, como nos dois meses passados.
O reflexo pareceu penetrar a terra e vimos como que um mar de fogo. Mergulhados em esse fogo, os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas em os grandes (incêndios), sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor (deveu ser ao deparar-me com esta vista que dei esse ai! que dizem ter-me ouvido). Os demónios distinguiam-se por formas horriveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa. Assustados e como que a pedir socorro, levantámos a vista para Nossa Senhora que nos disse, com bondade e tristeza:
-Vistes o inferno, para onde vão as almas pobres pecadoras; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas alamas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida (trata-se da aurora boreal, na noite de 25 de Janeiro de 1938, que foi um fenómeno extraordinário e que Lúcia sempre considerou como o sinal prometido do Céu), sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre.

Para impedir, virei pedir a consagração da Rússia a Meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar- Me -á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé, etc. Isto não o digais a ninguém. Ao Francisco, sim, podeis dizê-lo.

Quando rezais o terço, dizei, depois de cada mistério: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno; levai as alminhas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem.
Seguiu-se um instante de silêncio e perguntei:
- Vossemecê não me quer mais nada?
- Não. Hoje não te quero mais nada.
E, como de costume, começou a elevar-se em direcção ao nascente até desaparecer na imensa distãncia do firmamento."

In Memórias da Irmã Lúcia

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Para guardar na memória e no coração

"Felizes os construtores da paz, porque serão chamados filhos de Deus"
(Mt 5,9)

Caminhar do Sul no Mundo