sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Dia dos beatos Francisco e Jacinta Marto


Celebra-se hoje o dia dos beatos Francisco e Jacinta Marto. Francisco Marto nasceu em Aljustrel, Fátima, no dia 11 de Junho de 1908, e sua irmã Jacinta Marto nasceu na mesma localidade, no dia 11 de Março de 1910. Na sua humilde família aprenderam a conhecer e louvar a Deus e a Virgem Maria. Em 1916 viram três vezes um Anjo e em 1917 seis vezes a Santíssima Virgem que os exortavam a rezar e a fazer penitência pela remissão dos pecados, para obter a conversão dos pecadores e a paz para o mundo. Ambos quiseram imediatamente responder com todas as suas forças a estas exortações. Inflamados cada vez mais no amor a Deus e às almas, tinham uma só aspiração: rezar e sofrer de acordo com os pedidos do Anjo e da Virgem Maria. Francisco faleceu no dia 4 de Abril de 1919 e Jacinta no dia 20 de Fevereiro de 1920. O papa João Paulo II deslocou-se a Fátima no dia 13 de Maio de 2000 para beatificar as duas primeiras crianças não mártires.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Para interiorizar...

Pacíficos, de verdade, são aqueles que, seja o que for que neste mundo tenham de sofrer, sempre por amor de Nosso Senhor Jesus Cristo conserva em paz a alma e o corpo.

S. Francisco de Assis

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

"...nos nossos corações há sempre lugar para Ti."

Senhor Jesus, Pai Santo
Estamos aqui somente para Te Adorar
louvar, bendizer e glorificar.
Vimos, ó Deus Santo, à Tua presença
para Te Adorar de todo o coração!
Com humildade inclinamo-nos diante de Ti,
para reconhecer a Tua glória:
Só Tu, Senhor, és digno de receber a honra,
o louvor e a majestade, porque criaste
todas as coisas que existem por tua vontade.
Faltam-nos as palavras para Te adorar.
Possamos nós faze-lo com toda a nossa vida!
É imenso o Teu amor pelos homens e
a tua fidelidade não se extingue.
Adoramos-Te Senhor Jesus com todo o nosso ser!
Ajoelhamo-nos perante Ti Senhor Jesus.
Em todo o lugar queremos proclamar a Tua glória.
Vem Senhor Jesus habitar o nosso coração
transformar as nossas vidas.
Sem Ti nada somos contigo tudo podemos.
Senhor Jesus falta-nos às vezes a serenidade
a paz a tranquilidade e só em Ti
podemos encontrar a serenidade
para acolher a paz para viver, e a tranquilidade
para enfrentar as dificuldades do dia a dia.
Senhor nesta noite Te queremos dizer
que nos nossos corações há sempre lugar para Ti.
Porque só quando Te recebemos
no nosso coração será Natal.
Fica connosco Senhor Jesus.



Oração do Ir. José Domingos
Adoração ao Santíssimo Dez.08

In folheto "Paz e Bem" Janeiro 2009

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Folheto "Paz e Bem"

A Fraternidade dos Irmãozinhos de São Francisco de Assis - Fisfa, lançou no passado mês de Janeiro um novo folheto "Paz e Bem". O mesmo foi distribuido na Adoração de 7 de Fevereiro em Vila de Frades. Caminhar do Sul passará a transcrever parcialmente este folheto com consentimento prévio dos seus autores e responsáveis. Bem haja Fisfa!



"Paz e Bem
"No princípio era o verbo..." (Jo, 1, 1ª)

Tudo nasce!
É verdade, tudo nasce! Tudo tem um tempo para nascer e um tempo para viver. Eis chegado o momento de nascer este pequeno folheto "Paz e Bem" que tem como principal objectivo ser um elo de ligação para todas as pessoas que participaram da vida e da missão dos Irmãozinhos, mais concretamente todos aqueles que rezam com a nossa Fraternidade nas Celebrações de Adoração ao Santíssimo. Este deve ser um lugar de Oração, formação e informação de e para avida de cada uma das pessoas que participaram nas nossas actividades. O titulo: "PAZ E BEM" é a saudação Franciscana no mundo inteiro. Francisco de Assis disse, no seu Testamento: "Como saudação, revelou-me o Senhor que disséssemos: "O Senhor vos dê a paz!" Partindo deste momento e desta inspiração, é unida a esta saudação de paz a palavra "bem". Para se entender esta saudação, devemos perceber que, para Francisco de Assis, a paz era uma necessidade constante na sua vida e no mundo todo. Ele mesmo se tornou Arauto da Paz, pedindo sempre em oração que o Senhor o fizesse um instrumento de paz.

Nas suas orações de louvor, Francisco não se cansava de chamar a Deus de Sumo Bem, de Eterno Bem e de Todo Bem. Daí, então, podemos concluir que, para Francisco de Assis, o próprio Deus é a Paz e o Bem, é a fonte de toda a paz e de todo o bem, pela acção redentora de Jesus Cristo. E, nós franciscanos, a exemplo do "Poverello" de Assis, quando fazemos uso desta saudação, estamos a comunicar o próprio Deus presente nela, esta Paz e este Bem que devemos semear e testemunhar no mundo em que vivemos.
Queira Deus que possamos, ao dizer "Paz e Bem!", estar repletos desta Paz e deste Bem, como São Francisco de Assis. Assim, faremos acontecer o Amor, a Fraternidade, a Justiça e a igualdade no mundo tão carente que clama por tudo isto! Não esqueçamos também que, Francisco de Assis quer continuar a anunciar a paz e o bem através de nós, pois ele quer que a Paz e o Bem partam do coração de cada irmão rumo ao coração de cada ser humano e de cada criatura de Deus.
Ir. Domingos Bragadesto"

In folheto "Paz e Bem" Janeiro de 2009

domingo, 15 de fevereiro de 2009

6º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
veio ter com Jesus um leproso.
Prostrou-se de joelhos e suplicou-Lhe:
«Se quiseres, podes curar-me».
Jesus, compadecido, estendeu a mão, tocou-lhe e disse:
«Quero: fica limpo».
No mesmo instante o deixou a lepra
e ele ficou limpo.
Advertindo-o severamente, despediu-o com esta ordem:
«Não digas nada a ninguém,
mas vai mostrar-te ao sacerdote
e oferece pela tua cura o que Moisés ordenou,
para lhes servir de testemunho».
Ele, porém, logo que partiu,
começou a apregoar e a divulgar o que acontecera,
e assim, Jesus já não podia entrar abertamente
em nenhuma cidade.
Ficava fora, em lugares desertos,
e vinham ter com Ele de toda a parte.

Mc 1,40-45


“Somos hoje convidados a identificarmo-nos com o leproso do Evangelho.

Para que Jesus que transforma a nossa vida, que transforme os nossos conceitos e preconceitos, que transforme os nossos desejos e imperfeições, que transforme as nossas mazelas e deficiências, para nos tornar homens novos, vasos novos, como o oleiro que no barro imperfeito, volta a moldar para chegar à perfeição.
Que a lepra da nossa vida encontre em Jesus a perfeição e a certeza que todos precisamos.”

...Eu quero ser Jesus amado,
como o vaso nas mãos do oleiro,
rompendo a vida fazes de novo
eu quero ser um vaso novo!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Peregrino:

"O Amor... Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta"

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Fátima assinala falecimento da Ir. Lúcia



Duas iniciativas marcam este dia 13 de Fevereiro no Santuário de Fátima, por ocasião do quarto aniversário do falecimento da vidente Irmã Lúcia: a realização da Peregrinação Mensal, presidida pelo Bispo de Leiria-Fátima, e a inauguração de uma exposição de fotografia sobre João Paulo II intitulada "Karol Wojtyla, a fé, o caminho, a amizade. Excursões com os Amigos (1952-1954)".
Esta exposição fica patente ao público na sala do topo Sul da Galilé dos Apóstolos Pedro e Paulo, junto à Capela do Lausperene, no complexo da Igreja da Santíssima Trindade.

In Agência Ecclesia
13 de Fevereiro 2009

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Presença Real

Deus está aqui neste momento
Sua presença é real no meu viver
Entrega a tua vida e teus problemas
Fala com Deus, Ele vai-Te ajudar

Oh, oh, oh,
Deus te trouxe aqui
Para aliviar os teus sofrimentos
Oh, oh, oh,
É ele o autor da Fé do princípio ao fim
De todos os teus momentos

E ainda se vierem noites traiçoeiras
Se a cruz pesada for, Cristo estará contigo
E o mundo pode até
Fazer-te chorar
Mas Deus te quer sorrindo (bis)

Seja qual for o teu problema
Fala com Deus, Ele vai-te ajudar
Após a dor vem a alegria





Gravado ao vivo
Adoração ao Santíssimo Sacramento - FISFA
Vila de Frades - Fevereiro de 2009

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O SUAVE MILAGRE

Ora entre Enganin e Cesareia, num casebre desgarrado, sumido na prega de um cerro, vivia a esse tempo uma viúva, mais desgraçada mulher que todas as mulheres de Israel. O seu filhinho único, todo aleijado, passara do magro peito a que ele o criara para os farrapos da enxerga apodrecida, onde jazera, sete anos passados, mirrando e gemendo. Também a ela a doença a engelhara dentro dos trapos nunca mudados, mais escura e torcida que uma cepa arrancada. E, sobre ambos, espessamente a miséria cresceu como bolor sobre cacos perdidos num ermo. Até na lâmpada de barro vermelho secara há muito o azeite. Dentro da arca pintada não restava um grão ou côdea. No Estio, sem pasto, a cabra morrera. Depois, no quinteiro, secara a figueira. Tão longe do povoado, nunca esmola de pão ou mel entrava o portal. E só ervas apanhadas nas fendas das rochas, cozidas sem sal, nutriam aquelas criaturas de Deus na Terra Escolhida, onde até às aves maléficas sobrava o sustento!

Um dia um mendigo entrou no casebre, repartiu do seu farnel com a mãe amargurada, e um momento sentado na pedra da lareira, coçando as feridas das pernas, contou dessa grande esperança dos tristes, esse rabi que aparecera na Galileia, e de um pão no mesmo cesto fazia sete, e amava todas as criancinhas, e enxugava todos os prantos, e prometia aos pobres um grande e luminoso reino, de abundância maior que a corte de Salomão. A mulher escutava, com os olhos famintos. E esse doce rabi, esperança dos tristes, onde se encontrava? O mendigo suspirou. Ah esse doce rabi! quantos o desejavam, que de desesperançavam! A sua fama andava por sobre toda a Judeia, como o sol que até por qualquer velho muro se estende e se goza; mas para enxergar a claridade do seu rosto, só aqueles ditosos que o seu desejo escolhia. Obed, tão rico, mandara os servos por toda a Galileia para que procurassem Jesus, o chamassem com promessas a Enganim; Sétimo, tão soberano, destacara os seus soldados até à costa do mar, para que buscassem Jesus, o conduzissem, por seu mando, a Cesareia. Errando, esmolando por tantas estradas, ele topara os servos de Obed, depois os legionários de Sétimo. E todos voltavam, como derrotados, com as sandálias rotas, sem ter descoberto em que mata ou cidade, em que toca ou palácio, se escondia Jesus.

A tarde caía. O mendigo apanhou o seu bordão, desceu pelo duro trilho, entre a urze e a rocha. A mãe retomou o seu canto, a mãe mais vergada, mais abandonada. E então o filhinho, num murmúrio mais débil que o roçar duma asa, pediu à mãe que lhe trouxesse esse rabi que amava as criancinhas, ainda as mais pobres, sarava os males, ainda os mais antigos. A mãe apertou a cabeça engelhada:
- Oh filho! e como queres que te deixe, e me meta aos caminhos, à procura do rabi da Galileia? Obed é rico e tem servos, e debalde buscaram Jesus, por areais e colinas, desde Chorazim até ao país de Moab. Sétimo é forte e tem soldados, e debalde correram por Jesus, desde Hébron até ao mar! Como queres que te deixe? Jesus anda por muito longe e nossa dor mora connosco, dentro destas paredes e dentro delas nos prende. E mesmo que o encontrasse, como convenceria eu o rabi tão desejado, por quem ricos e fortes suspiram, a que descesse através das cidades até este ermo, para sarar um entrevadinho tão pobre, sobre enxerga tão rota?

A criança, com duas longas lágrimas na face magrinha, murmurou:
- Oh mãe! Jesus ama todos os pequeninos. E eu ainda tão pequeno, e com um mal tão pesado, e que tanto queria sarar!
E a mãe, em soluços:
- Oh meu filho como te posso deixar! Longas são as estradas da Galileia, e curta a piedade dos homens. Tão rota, tão trôpega, tão triste, até os cães me ladrariam da porta dos casais. Ninguém atenderia o meu recado, e me apontaria a morada do doce rabi. Oh filho! Talvez Jesus morresse... Nem mesmo os ricos e os fortes o encontram. O Céu o trouxe, o Céu o levou. E com ele para sempre morreu a esperança dos tristes.
De entre os negros trapos, erguendo as suas pobres mãozinhas que tremiam, a criança murmurou:
- Mãe, eu queria ver Jesus...
E logo, abrindo devagar a porta e sorrindo, Jesus disse à criança:
- Aqui estou

Conto de Eça de Queiroz

Caminhar do Sul no Mundo