terça-feira, 2 de junho de 2009

Agradecimentos 2009

A organização da peregrinação vem por este meio agradecer reconhecidamente a todos os que directa ou indirectamente, contribuíram para que a nossa caminhada decorresse num verdadeiro espírito de peregrino.

Sr. Padre José António - Alcácer do Sal
Sr. Padre Abílio - Alcácer do Sal
Sr. Padre Dariuzs - Alvalade do Sado
Sr. Padre Manuel António - Grândola
Sr. Padre Diamantino - Alpiarça
Sr. Padre Elias - Coruche
Sr. Padre Fernando Augusto - Riachos

Paróquia de Cortiçadas do lavre
Paróquia S. João Baptista - Coruche
CNE – Agrupamento 119 - Coruche

Irmandade do Sr. dos Mártires - Alcácer do Sal
FISFA - Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis - Beja
Instituto Missionário Pia Sociedade de São Paulo - Fátima


Santa Casa da Misericórdia de Grândola
Santa Casa da Misericórdia de Coruche
Santa Casa da Misericórdia de Almeirim
Santa Casa da Misericórdia de Torres Novas

Lar de S. José - Almeirim
AURPICAS – Alcácer do Sal
Centro Juvenil Salesiano - Vendas Novas
Casa do Povo de Vendas Novas – Vendas Novas

Câmara Municipal de Alcácer do sal
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Alcácer do Sal
Residência para Estudantes - Alcácer do Sal
Tipografia Alcacerense – Alcácer do Sal

Junta de Freguesia de Santiago - Alcácer do Sal
Junta de Freguesia da Raposa - Raposa
Junta de Freguesia da Riachos - Riachos

Centro Cultural desportivo e Recreativo de Cortiçadas do Lavre
Centro Desportivo dos Bombeiros Voluntários Chamusquenses – Chamusca
Bombeiros Voluntários da Chamusca - Chamusca

Quinta da Torre - Alpiarça
Restaurante O Bife de Perú - Grândola
Restaurante O Canto dos Sabores - Vendas Novas
Café Snack-bar “O Isidro” - Bairro
Restaurante Quinta-Nova – Vale Cavalos


Sr. Manuel António Frasco – Alcácer do Sal
Sr.ª D. Silvina Marques - Santana do Mato
Sr.ª D. Anabela Santos - Vila Chã, Cartaxo
Sr.ª D. Sandra - Chamusca
Sr. Hugo Cavalinhos – Santiago do Cacém
Sr.ª D. Maria Domingos – Cortiçadas do lavre
Sr.ª D. Maria da Graça Chainho - Grândola
Sr. José Machado da Luz – Cabrela
Sr. Samina – Montemor-o-Novo


J. Duarte Ferreira & Filhos, L.da - Grândola
Frutas Etelvino Unipessoal – Vila Nova de Santo André
Saludães – Oliveira de Azeméis
Amorim Isolamentos, S.A. – Vendas Novas

Supermercados Litoral – Alcácer do Sal
Distribuidora Alcacerense, L.da - Alcácer do Sal

Iberent - Lisboa
Lazer e Floresta – Alcácer do Sal
Alconser – Alcácer do Sal



E por fim: ao Rogério, à Noémia, ao João, ao Joaquim, à Maria Ângela, à Laura e ao Ricardo



Bem-hajam!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Sentir 2009


Dez anos , foi o tempo que eu levei a pensar nesta Peregrinação!
Mas a preocupação da minha velhinha Mãe , fez com que eu não concretizasse este meu grande desejo.
Como o Senhor Jesus a chamou para a vida eterna há 7 meses, terei que pedir-lhe desculpa pela desobediência , e fui até Fátima com o grande desejo de chegar e agradecer à Virgem o ter conseguido fazer todo o caminho a pé e também agradecer-lhe tudo o que me tem acontecido de bom e de menos bom, na minha vida.
Os aspectos positivos nesta peregrinação foram tantos que por mais que os queira explicar ...mas os momentos de oração e até os de silêncio foram preciosos, a minha alma parece que se elevou até Jesus e de Sua Mãe Maria Santíssima.
Levava algumas intenções e distribui-as por dias . Uma para cada família que os meus filhos formaram, outra pelos meus amigos , que têm grande importância na minha vida , mas a mais forte e a mais desejada intenção foi pela minha irmã que se encontra numa cadeira de rodas há dez anos.
Como foi a minha 1ª peregrinação a Fátima a pé , este encontro com Maria nossa Mãe foi diferente , muito bom!!! À noite a procissão das velas comoveu-me porque estar ali ao vivo com milhares de pessoas é diferente do que vimos na televisão. No dia 13 o abraço da Paz com os outros peregrinos foi uma grande comoção.
Que mais poderei dizer? Para o ano vou outra vez.
Sinto-me mais próximo de Jesus e de Sua Mãe Maria Santíssima!
A minha Fé aumentou!

Maria Monge
Beja, Maio de 2009



A minha peregrinação foi uma das melhores experiências da minha vida, enriqueci e ainda com mais fé. Agradeço a todos pois sem eles não teria conseguido chegar a Nossa Senhora. Muito obrigada.

Zé Farinha
Grândola, Maio 09




Vou dar o meu sincero testemunho.
O ser humano é um doente, porque lhe falta Unidade. Nesta peregrinação a Fátima eu procurei essa Unidade com Deus e ao longo da caminhada, meditando, rezando e cantando, senti sempre presente a entrega, o amor e a união. Foi forte a partilha dos peregrinos, na doença, na morte, na culpa e alegrias; deixando tudo de assumir conotações negativas. VIVEMOS EM PAZ – Foi uma Glória, o Alimento recebido do Senhor.

Julita Rodrigues
Cabanas de Tavira, Maio de 2009




Desde criança que eu sentia o desejo de ir a Fátima a pé. Quando via os peregrinos na televisão, era algo que me prendia e eu pensava : ( quem me dera poder ir além para sentir o que eles sentem) e estes pensamentos foram-me sempre acompanhando durante todo o meu crescimento. Só o ano passado tive oportunidade de saber através dos irmãozinhos de São Francisco de Assis, que era possível realizar este sonho. Como estava em cima do tempo, não deu para organizar o meu trabalho de maneira que pudesse ir e resolvi começar a preparar logo para ir este ano. Digo-vos que foi um dos momentos maravilhosos que tive durante a minha vida.
Quando saí da igreja de Nossa Senhora dos Mártires em Alcácer, senti-me diferente, á medida que me ia aproximando da natureza, mais pequenina me sentia, achei que eu era tão pequenina perante a Grandeza de Deus, nunca tinha olhado a natureza com estes olhos.
Senti-me sempre em família no grupo, durante a peregrinação, rezámos, cantámos, trocávamos experiências de vida, o que eu acho que me enriqueceu muito.

Celebrávamos também a Eucaristia e tínhamos reflexões sobre São Paulo. Enfim ,achei tudo tão bom que nem me sentia cansada, eu até achei que fui sempre ao colo de Jesus até aos braços de Sua Mãe. Nunca tive dores nem cansaço. Foi sempre com tanta alegria que caminhei, que nem me custou nada, para mim não foi sacrifício, mas sim cumprir um desejo que me vinha cá de dentro do meu coração. No sábado quando caminhámos de Coruche a Almeirim, apanhámos uns bons Km de chuva e trovoada, eu só tinha a t’shirt e as calças do fato de treino, fiquei toda molhada, a D. Maria João andava distribuindo sacos para fazerem capas, eu não quis, como já estava molhada assim continuei, senti-me sempre envolvida pelo Senhor, nunca senti frio. O apoio não podia ser melhor, nunca sentimos falta de nada, a todo o instante nos ofereciam água, fruta, bolinhos, rebuçados, enfim mimaram - nos muito, sempre com um sorriso que nos contagiavam. Agradeço a todos os que caminharam comigo, pelos laços de amizade que criámos. Agradeço também á enfermeira Nazaré e ao Ricardo pelo carinho com que nos trataram, depois de longas caminhadas estavam sempre dispostos para nos servir. Á D. Maria João, á Lídia e á enfermeira Nazaré ( que foram as nossas guias) o meu muito obrigado pelo trabalho e obra que realizaram, de certeza que mais perfeito que esta organização só Deus. PARABÉNS.
Contem comigo, eu para o ano se Deus quiser, vou voltar e se possível com mais peregrinos comigo.

Luisa Pôla
Alvito, Maio de 2009



Peregrinei para rezar, para fortificar a fé em Jesus e não esquecer a grandeza e o amor incondicional de Maria, a sua protecção e amparo.
Peregrinei com os peregrinos mas sem sentir nos pés as agruras da caminhada , quis estar presente, viver o ambiente fraterno de partilha, desprendimento, humildade, prestando o apoio que fosse preciso, a quem fosse preciso, não pedindo nada em troca, senão viver intensamente estes oito dias de fé e de graça.
Foi diferente de caminhar mas mesmo assim foi gratificante e intenso, acompanhar passo a passo a caminhada, socorrer os mais aflitos, saciar a sede, preparar e distribuir alimentos para o corpo em esforço, incentivar os mais abatidos, enfim, estar presente e atenta.
Bem hajam todos os que nestes dias permitiram e facilitaram esta missão e todos os que viveram a alegria de chegar ao Santuário para ajoelhar e agradecer.

Laura Miranda
Vila Nova de Santo André, Maio de 2009




Desde algum tempo que queria fazer a peregrinação a Fátima, só este ano me foi possível.
Foi gratificante para mim o conviver todos estes dias com um grupo de peregrinos maravilhosos.
Aprendi muito, encontrei umas pessoas com mais dificuldades que outras, mas todas tinham a mesma missão, chegar ao fim.
Para já mais parecíamos uma família, sentia como se já nos conhecêssemos há muito tempo.
Depois sinto que hoje nos olhamos de facto como se de uma família se tratasse.
E assim que eu sinto e acho que eles sentem o mesmo como Irmãos unidos pelo amor da Mãe Santíssima do seu divino Filho, que nos une com a sua luz.
Existe outra parte que não quero deixar de frisar, o apoio constante fruto de uma excelente organização. Um grande bem haja para todos.

Júlia Gomes
Ferreira do Alentejo, Maio de 2009




A minha peregrinação a Fátima 2009

Como todo o ser humano tenho vários objectivos na vida. Alguns deles já se concretizaram e outros estão por concretizar, os quais com a ajuda de deus, irei fazê-lo na medida do possível.
Um deles e talvez o mais importante era fazer, a peregrinação ao Santuário de Fátima. Sou devota da Nossa Senhora e a presença na Cova da Iria dá-me Paz e força para enfrentar os revezes da vida.
Decidi fazer a Peregrinação este ano e lá parti, com um grupo de peregrinos embaídos de um espírito de fé e ajuda mútua.
Sabia que iria ser difícil, mas ao ver a Alegria e Força de vontade dos outros caminhantes depressa me apercebi que iria ser empolgante e que nada me levaria a desistir.
Foram quilómetros e quilómetros, por vezes debaixo de um céu carregado e trovejante que depressa se abriu e a chuva caiu copiosamente como a querer lavar-nos a alma e a refrescar as feridas e mazelas do corpo.
Apesar de muitas pessoas acharem que não iria conseguir, isso, mais forças me deu para continuar. É certo que sofri no corpo, especialmente nas pernas, as agruras da caminhada:
Os tornozelos incharam e apareceram algumas bolhas nos pés, mas não foi nada que não suportasse, pois como peregrino, não era eu que escaparia ao ditado: o mais cansativo foi para mim, andar com a “casa a costas”: ter que fazer malas, desfazer malas, foi o mais difícil depois de um dia inteiro a caminhar; mas tudo isto era compensado com a beleza da paisagem, com o convívio e com o pensamento que estava a concretizar um objectivo ao muito imposto a mim mesmo.
Apesar de tudo isto, com a ajuda dos meus companheiros de viagem, com o apoio dado pela organização e em especial com a ajuda da Nossa Senhora Fátima, tudo correu bem e se Ela e Deus quiserem para o ano cá estarei para fazer parte do grupo de Peregrinos.

Vitória Gomes
Alcácer do Sal, 21 Maio de 2009




Desde a primeira vez que a Maria João me pediu ajuda na peregrinação que lhe dispensei aquilo que estava à minha mão. Todos os anos via passar o grupo de peregrinos e perguntava a mim mesmo quando é que seria a minha hora. Aguardei sempre que Ele me chamasse, que eu ouvisse a Sua voz no meu coração. E este ano chegou, rapidamente e sem aviso. Algo me disse que tinha chegado a minha vez, que era necessário deixar tudo para trás e seguir esse apelo. E, em menos de uma semana, estava a caminhar em grupo para Fátima. Senti necessidade de fazer esta caminhada por mim, pela minha família, pelos outros. O meu eu estava a necessitar de se encontrar, de fazer um momento de introspecção, necessitava de me encontrar com Jesus, com Deus, e fi-lo através de Maria.
Como em tudo na vida, não foi fácil.
Contudo, cada passada, cada dificuldade, representaram uma vitória, representaram uma conquista, representaram um degrau na longa escada para Deus. Não me queixei, como sempre o fiz na minha vida. Aceitei tudo porque Deus é que decide. A nós cumpre-nos aceitar. Caminhei lado a lado com desconhecidos que reconheci como irmãos. Não julguei, antes escutei o irmão que caminhava comigo. Falei com todos os que pude, dei a mão quando me pediriam, estive atento a ajudar aquele que não pediu nada, compartilhei com todos as minhas orações, elevei em cântico as nossas preces, rezei em silêncio quando os outros iam em silêncio, dispus na mesa os meus dons para que todos usufruíssem. Aguentei o sol e a chuva como a dádiva divina que tudo destrói e gera. Senti que em mim se ia a pouco e pouco gerando um outro eu e destruindo-se um homem velho. Busquei Deus e encontrei-O no fim da caminhada, depois da subida, ao fundo da estrada: encontrei-O em Maria, encontrei-O no irmão peregrino a quem dei um abraço, encontrei-O na lágrima que compartilhei com todos, encontrei-O no perdão, encontrei-O na paz interior que me invadiu.
Hoje, pedem-me que dê um testemunho da caminhada, mas quase que me apetece dizer que não posso, porque é impossível aos homens verem como o meu coração está pleno de paz interior, como o meu espírito consolidou a figura Divina, como o meu corpo se alimentou dum alimento não visível. Sinto que neste momento estou saciado, mas voltarei a ter necessidade outra vez desse alimento, e, nessa altura não me restará outra opção senão voltar a deixar tudo o que tenho e seguir o Seu chamado. Nesse dia espero encontrar os irmãos com quem caminhei, e, se não os encontrar fisicamente, levá-los-ei no meu espírito.
Obrigado companheiros de viagem.

João C.P. Martins
Cortiçadas do lavre, Maio de 2009




“Vivemos todos com o objectivo de sermos felizes; as nossas vidas são tão diferentes e, no entanto, são tão iguais”. Anne Frank

A peregrinação é uma viagem solitária ao interior de nós mesmos, sem data de partida e de chegada.
Da mesma, retirei uma lição de humildade e de coragem, percebi que, o Amor do ser humano pelo Autor da Vida fornece força na fragilidade, aquieta o pensamento, apazigua as emoções e, inconscientemente, liberta-nos do medo de falhar, dos sentimentos de autopunição e, até mesmo, da pretensão de sermos, permanentemente, intelectualmente extraordinários.
Acredito com veemência que “ o que fica para trás de nós e o que nos espera são questões insignificantes comparadas com o que temos dentro de nós”.
O amor eleva a todos a quem toca e, sentindo a estrada debaixo dos meus pés, ora quente, ora molhada, vencia suavemente, com cada passo, a caminhada, com a serenidade e firmeza, que me alentaram o sonho de chegar ao fim.
Sinto, ainda, a tranquilidade e a paz que me presentearam nos momentos de reflexão, longe da “razão”, quase sempre, tão solitários e infinitos que me transvazaram a alma, revelando na mudez, aquilo que cala a ciência.

“Preencham a vossa vida com todos os momentos e sentimentos de alegria e paixão humanamente possíveis. Comecem com uma experiência e, depois, acrescentem - na”.
A felicidade depende de nós e, com ela, recordo e beijo, com saudade, cada rosto suado, sofrido, solidário e generoso dos peregrinos, que me acompanharam e fazem acreditar, profundamente, que a fé transcende a “lógica” e afastando a “razão” aproxima-nos da perfeição.

“Sê tu a mudança que queres ver no Mundo” Gandhi

Manuela Ferreira
Sines, Maio de 2009




Deixem-me contar-vos uma história...

É uma história pequena, que começa como todas as histórias.
Era uma vez... O meu nome é Vítor e fiz uma peregrinação até Fátima...fui a pé.

Para muitos dos jovens da minha idade ir numa peregrinação a pé pode parecer uma ideia maluca...mas eu estava a precisar de ir.

Quando me falaram desta peregrinação, disse imediatamente...”EU VOU”.
Mas porque é que eu tinha de ir numa peregrinação...o que é que me fazia andar 330 quilómetros desde a minha casa até ao Santuário da Sagrada Mãe?

Para muitos dos meus companheiros de caminhada foi pagar uma promessa. Para outros era apenas ir novamente. Para mim era uma necessidade.
Sabem, eu estive perdido dentro de mim durante muito tempo. Procurei muitas vezes as respostas às minhas perguntas. Perguntas essas que me fizeram revoltar contra tudo e contra todos.
Diversos acontecimentos na minha vida levaram-me a revoltar-me, inclusive, com Deus.
Afastei-me de tudo o que tinha a ver com a igreja. Se Deus era tão poderoso e nos amava tanto porque não me tinha ajudado? Por que é que não tinha ajudado os meus irmãos, a minha mãe... por que é que eu tinha de sofrer tanto?
Estas perguntas foram marcando a minha vida. Tive que ir trabalhar sozinho para a Suíça, deixando para trás a minha família e os meus amigos. Deixei tudo. Até a mim próprio.

A peregrinação pareceu-me uma boa forma de me tentar encontrar. De encontrar uma explicação para as coisas que me tinham acontecido. Explicaram-me que teria momentos de reflexão... de encontro com Deus. Talvez eu conseguisse falar com Ele... Talvez Ele me respondesse.

Assim comecei a andar. Saí de Odemira com um grupo pequeno de peregrinos. Cada um com intenções próprias. Eu apenas tinha algo na mente. Encontrar um sentido para tudo.

O que encontrei foi muito mais do que pedi. Mais do que estava à espera.
Encontrei uma comunidade...um grupo ao qual eu podia fazer parte. Encontrei em cada pessoa um amigo. Encontrei Graça e a Bondade. Em suma, encontrei-me e encontrei os outros. Todos aqueles que durante tanto tempo eu tinha afastado, principalmente DEUS.

Depois desta peregrinação percebi que eu tinha desistido dele... Mas ele não tinha desistido de mim. Esteve sempre comigo. Protegeu-me quando eu andei perdido.

Percebi que cada uma das pessoas na peregrinação eram um instrumento do seu poder. Algo que eu ultrapassava e completava.

Assim, e como não podia deixar de ser, quero agradecer a todos companheiros de peregrinação. Pelo apoio, palavras e incentivo, mas especialmente estou perante vocês para agradecer a Deus. Por nunca me ter deixado. Por nunca desistir de mim.
Para o ano que vem...há mais. E eu vou estar lá.

O um nome é Vítor. Tenho 20 anos. E sou peregrino de Fátima.

Vítor Valente
Odemira, Maio de 2009

domingo, 31 de maio de 2009

Domingo de Pentecostes


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Na tarde daquele dia,
o primeiro da semana,
estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam,
com medo dos judeus, veio Jesus,
apresentou-Se no meio deles e disse-lhes:
«A paz esteja convosco».
Dito isto,
mostrou-lhes as mãos e o lado.
Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor.
Jesus disse-lhes de novo:
«A paz esteja convosco.
Assim como o Pai Me enviou,
também Eu vos envio a vós».
Dito isto,
soprou sobre eles e disse-lhes:
«Recebei o Espírito Santo:
àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados;
e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos».

Jo 20, 19-23



Inundados pelo Espírito Santo, os apóstolos proclamaram, naquela manhã, os louvores de Deus. Cada um ouve-os falar na sua própria língua. Como nos explica S. Paulo na carta à comunidade cristã de Corinto, é desta diversidade, operada pelo Espírito Santo, que brota a verdadeira unidade. O Homem desiste do sonho de Babel e entrega-se confiado às inspirações do Espírito, numa atitude de docilidade e escuta. Depois do tempo histórico de Jesus de Nazaré, depois das aparições do Ressuscitado e da sua Ascensão aos céus, o Espírito Santo é chama acesa sobre o tempo da Igreja, esta saudade do futuro que nos aproxima de Deus e dos outros.



quarta-feira, 27 de maio de 2009

Instantâneos 2009





Um ano depois

A 12 de Maio de 2008 quando nos preparávamos para a grande subida da serra, cruzámo-nos com uma peregrina de mochila às costas e garrafa de água na mão. Odete caminhava desde muito cedo rezando e meditando só.
A alegria e a força contagiante do nosso grupo depressa fez com que Odete não conseguisse resistir ao nosso chamamento, acabando por se integrar no nosso grupo.
Já no Bairro foi convidada a almoçar e a entrar connosco no Santuário, mas Odete não tinha muito tempo e com muita pena despediu-se continuando a sua caminhada como tivera planeado.

12 de Maio de 2008


Um ano depois, no mesmo dia no mesmo local e à mesma hora, quis Nossa Senhora que Odete se voltasse a cruzar connosco. Foram momentos de satisfação de alegria por todos partilhados.


12 de Maio de 2009


Mais uma vez Odete continuou a sua caminhada só, mas antes de partir prometeu que para o ano era connosco que entraria no Santuário. Bem haja Odete!

terça-feira, 26 de maio de 2009

segunda-feira, 25 de maio de 2009

10 anos de sacerdócio


No passado dia 23 de Maio, comemorámos os dez anos de sacerdócio do senhor Padre Dariusz Jan Pestka, pároco de Alvalade, Ermidas-Sado, Vale de Santiago, Azinheira de Barros, Lousal, Viso, e dos "peregrinos" pois nestes últimos anos tem acompanhado com muita fé, empenho, dedicação e carinho as nossas caminhadas a pé para Fátima.

Que os próximos dez anos sejam apenas mais uma etapa feliz numa vida consagrada a Deus e ao próximo, e que decorram com a mesma humildade e abnegação.

Bem Haja Padre Dariusz!

domingo, 24 de maio de 2009

Solenidade da Ascensão do Senhor

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes:
«Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura.
Quem acreditar e for baptizado será salvo;
mas quem não acreditar será condenado.
Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem:
expulsarão os demónios em meu nome;
falarão novas línguas;
se pegarem em serpentes ou beberem veneno,
não sofrerão nenhum mal;
e quando impuserem as mãos sobre os doentes,
eles ficarão curados».
E assim o Senhor Jesus,
depois de ter falado com eles,
foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus.
Eles partiram a pregar por toda a parte
e o Senhor cooperava com eles,
confirmando a sua palavra
com os milagres que a acompanhavam.

Mc 16, 15-20





Revestido de poder divino, coberto de glória, Jesus manifesta-se pela última vez aos discípulos, confiando-lhes a missão de levar a Boa Nova a todos os povos. A Ascensão inaugura o tempo da Igreja, ligando céu e terra. Agora, temos ali, sentado à direita do Pai, o poderoso Intercessor, que intercede continuamente por nós e nos envia o seu Espírito de amor. Jesus é assim constituído Cabeça da Igreja e Senhor do universo. D’Ele recebemos continuamente a vida nova da graça, que nos faz desabrochar com infinita beleza no meio das tribulações do mundo.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Rezar

O que é rezar?

Em Sta. Teresa encontramos uma das mais belas definições sobre o que é rezar:

"Rezar é um diálogo de amizade
com quem sabemos que nos ama."

Esta importante definição põe ao alcance de todos este meio de encontro com Deus. Para muitas pessoas é difícil parar, fazer silêncio interior, meditar a palavra de Deus, reflectir; no entanto, todos somos feitos para o amor, portanto, capazes de amar e ser amados. Sto. Agostinho coloca esta descoberta de uma forma muito bonita:

"O nosso coração está feito para Vós e não descansa enquanto não repousar em Vós."

A Palavra de Deus também assinala em vários momentos esta nossa natureza humana/divina. Por exemplo, S. Paulo afirma:
"Nele vivemos, nos movemos e existimos, como alguns aliás já disseram: Porque somos também de sua raça. " (Act 17, 28)
A igreja também nos diz que todo o homem está capacitado para o encontro pessoal com Deus, pois estando feitos à imagem e semelhança de Deus todos transportamos a "marca" do Senhor que nos faz capazes de nos relacionar com Ele - esta é aliás a maior dignidade e vocação humana, chegar a encontrar-se com Deus. (Concilio Vaticano II)


Esta equação ORAÇÃO/AMOR explica-nos diferentes aspectos da oração:

situa a actividade orante no coração e não no cérebro (não depende da personalidade ou das faculdades mentais de quem quer rezar, mas de atitudes de amor);

torna-a constantemente nova e renovada porque assim é a dinâmica do amor, sempre novo e transformado;

ao mesmo tempo exige actos, tempos concretos, modos de orar (porque a amizade é feita de presenças, de procuras, de encontros a sós, de diálogos), mas relativiza-os porque a oração — amizade abre-se à vida concreta e a vida é o grande espaço onde de realiza a amizade. Basta que os amigos estejam presentes para que haja amizade, o mais importante é viver a fidelidade à amizade, o acento está sobre os protagonistas e não sobre o local, os modos ou os tempos.


Passos para começar a Rezar

1. Escolher um espaço, uma postura corporal e outras condições facilitadoras (café para estar acordado).

2. Criar silêncio interior. Acalmar tudo o que está dentro de mim. Confiá-lo ao Pai, a Maria.

3. Tornar Deus presente. Tomar consciência de que está comigo agora. Acolhe-me com um abraço. Conhece-me. Ama-me. Não me acusa de nada.

4. Pedir-lhe ajuda para rezar. Este tempo de oração não depende só das minhas forças. Pedir ao Espírito Santo que conduza o nosso diálogo.

5. Pegar na Sua Palavra, nas pistas, no texto e ler, com atenção, sem pressas. Reler. Parar onde algo me chama a atenção, sublinhar... Em cada frase que leio é o Senhor que me fala. - Senhor, o que estás a tentar dizer-me?

6. A Palavra que leio tem a ver com a minha vida, com a vida dos que me rodeiam. - Querido Pai, tu conheces-me como ninguém, o que me sugeres nesta Palavra, nesta frase, nesta atitude? Como amas? Como posso amar?

7. Se estou com dificuldade em concentrar-me ou me distraio facilmente posso:

Escrever a oração dialogando

Pôr-me no lugar das personagens - Jesus, Maria, os discípulos...- imaginar os espaços, os contextos; questionar as reacções, as motivações, as intenções

Pedir ajuda, partilhar com Eles a distracção, as dificuldades, recomeçar com serenidade

Se algo me preocupa muito, dialogá-lo com Deus mas dar-lhe espaço e tempo para que
me responda. Pedir-lhe um olhar atento, uma espera confiante. A Sua resposta estará na Sua Palavra, nas palavras dos outros, nas atitudes, nos acontecimentos, ao longo do dia, da vida.


8. Contemplar. Saborear. Mergulhar no coração de Deus. Deixar-me amar, deixar que me perdoe, que me dê a conhecer os seus sonhos... Deixar-me contagiar pelo seu modo de estar.

9. Quando for hora de terminar:

Fazer um resumo da oração.

Agradecer a Sua presença, o seu amor e disponibilidade.

Permanecer na confiança apesar das dúvidas que permanecem, do que ainda não é claro, permanece árido e difícil.

Pedir o dom de crescer no amor e de levar para a vida o dialogado; o dom de permanecermos unidos na vida.



In folheto "Paz e Bem" Maio 09

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Caminhar do Sul no Mundo