segunda-feira, 22 de junho de 2009

Frutos da Oração

Por vezes ouvimos que a oração se revela pelos seus frutos, mas sentimos que continuamos os mesmos na relação com Ele, na nossa vida, com os outros. Quando rezamos o aspecto principal é estar com o Pai, é conhecer o Pai, os seus projectos, os seus desejos, os sonhos que tem comigo e é escutá-Lo. Para nós Ele é o principal na oração e o maior fruto é estar com Ele (no entanto para Ele cada um de nós é o fundamental, é o principal). Portanto o conhecimento que vamos tendo dele é o primeiro fruto da oração. Proponho alguns critérios para reconhecer se a oração nos leva no bom caminho:

*Se existem mais semelhanças entre a nossa vida e a de Jesus

*Se a nossa vida tem cada vez mais sentido apesar de parecer mais complicada por vezes

*Se a oração é uma fonte impulsionadora de gestos e atitudes de atenção e amor ao outro

*Se os frutos são de alegria, generosidade, serenidade e não de medo ou temor

*Se me ajuda a descobrir a minha realidade de pobreza mas que com a sua ajuda posso muito mais, posso tudo o que Ele me propõe

*Se não me tira deste mundo, se não me simplifica apenas mas me faz estar com Ele como sal e levedura no mundo

*Se não me enche de palavras, de seguranças e de garantias mundanas, mas me ajuda a agarrar-me a Ele, quando surgem dificuldades na minha vida ou na de outros.


Se preferirmos podemos fazer um "check-list" das atitudes que experimentamos quando rezamos e assim o Senhor vai-nos transformando. Podemos enumerar os dons do espírito:

Amor, Alegria, Paz, Benignidade, Bondade, Fidelidade, Mansidão, Auto - domínio. (Gálatas 5)


In "Folheto Paz e Bem" Junho de 2009

domingo, 21 de junho de 2009

XII Domingo do Tempo Comum

«Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?»

Se a contemplação da obra da criação nos pode levar a reconhecer a presença de Deus junto dos homens, quanto mais a contemplação das obras realizadas por Jesus Cristo, o próprio Filho de Deus feito homem? E mais ainda do que acalmar a tempestade no lago da Galileia, o Senhor sempre presente na barca da Igreja, continua a trazer a paz e a bonança ao seu povo batido pelas vagas na travessia do mar desta vida a caminho do porto seguro da glória celeste.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele dia,
ao cair da tarde,
Jesus disse aos seus discípulos:
«Passemos à outra margem do lago».
Eles deixaram a multidão e levaram Jesus consigo
na barca em que estava sentado.
Iam com Ele outras embarcações.
Levantou-se então uma grande tormenta
e as ondas eram tão altas que enchiam a barca de água.
Jesus, à popa, dormia com a cabeça numa almofada.
Eles acordaram-n’O e disseram:
«Mestre, não Te importas que pereçamos?».
Jesus levantou-Se,
falou ao vento imperiosamente e disse ao mar:
«Cala-te e está quieto».
O vento cessou e fez-se grande bonança.
Depois disse aos discípulos:
«Porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?».
Eles ficaram cheios de temor diziam uns para os outros.
«Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?».

Mc 4, 35-41




Na história da tradição cristã, a barca é símbolo da Igreja. O Evangelho de hoje recorda aquele célebre episódio em que Jesus acalma a tempestade que se havia levantado no mar. Para desespero dos discípulos, o Senhor, aparentemente, alheara-se por completo daquela que parecia ser, sem dúvida, uma situação dramática. É nestes momentos particularmente difíceis que a fé é posta à prova. Regra geral, os nossos medos ignoram a força da fé. Mas é precisamente nessa altura que todos, sem excepção, somos chamados a remar contra ventos e marés. É o Senhor quem nos convida a não cedermos à tentação do desânimo, tal como fizera com Job, imagem do homem vencido pelo sofrimento.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ano Sacerdotal






Neste dia 19, sexta-feira, Festa do Sagrado Coração de Jesus, será o início do Ano Sacerdotal, proclamado pelo Papa Bento XVI. Bento XVI proclamou o Ano Sacerdotal - de 19 de Junho deste ano até 19 de Junho de 2010 - para celebrar os 150 anos da morte de S. João Maria Vianney.


quinta-feira, 18 de junho de 2009

Almoço convívio - 2009

No próximo dia 5 de Julho (Domingo) vai realizar-se o nosso almoço convívio.
Vamos encontrar-nos na Igreja de Santiago em Alcácer do Sal, pelas 12h00m, para mais uma vez, em conjunto, agradecermos as bençãos do Senhor.
Depois, pelas 13h30m, será servido um almoço na Quinta da Esquerda (Ameira) em Alcácer do Sal.
O preço é de 12.50€ por pessoa sem doces, pelo que será conveniente trazer uma especialidade local ou pessoal.
O convite, como já é hábito, é extensivo aos familiares. Vamos todos tentar dar uma resposta até ao dia 1 de Julho.

PS: Não se esqueçam dos doces

domingo, 14 de junho de 2009

XI Domingo do Tempo Comum



«A menor de todas as sementes torna-se a maior
de todas as plantas da horta»

A pregação de Jesus, ao apresentar o mistério do reino de Deus, e, depois, a pregação continuada na Igreja, é comparada a uma sementeira. O seu desenvolvimento é lento, mas constante e vigoroso, porque é forte a vitalidade da semente, que é a Palavra de Deus. É essa a vitalidade que a faz germinar, crescer, chegar à hora da colheita. A humildade dos começos não é obstáculo à grandeza que o reino de Deus há-de atingir na hora da ceifa.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
disse Jesus à multidão:
«O reino de Deus é como um homem
que lançou a semente à terra.
Dorme e levanta-se,
noite e dia,
enquanto a semente germina e cresce,
sem ele saber como.
A terra produz por si,
primeiro a planta, depois a espiga,
por fim o trigo maduro na espiga.
E quando o trigo o permite,
logo se mete a foice,
porque já chegou o tempo da colheita».
Jesus dizia ainda:
«A que havemos de comparar o reino de Deus?
Em que parábola o havemos de apresentar?
É como um grão de mostarda, que,
ao ser semeado na terra,
é a menor de todas as sementes que há sobre a terra;
mas, depois de semeado,
começa a crescer e torna-se a maior de todas as plantas da horta,
estendendo de tal forma os seus ramos
que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra».
Jesus pregava-lhes a palavra de Deus
com muitas parábolas como estas,
conforme eram capazes de entender.
E não lhes falava senão em parábolas;
mas, em particular, tudo explicava aos seus discípulos.

Mc 4, 26-34




O Reino de Deus anunciado por Cristo não aparece, em toda a sua plenitude, da noite para o dia. O seu crescimento é lento, mas seguro e progressivo, como o de uma árvore frondosa. Pela imagem dum cedro que morre e depois renasce, fala-nos o Senhor Deus da queda do povo judaico e do renascimento do maravilhoso reino messiânico. O cristão deve ser o homem da esperança, que fundamenta em Cristo. A Ele deve confiar a sua vida, certo de que a seu tempo será recompensado.

sábado, 13 de junho de 2009

Santo António de Lisboa



Santo António era português, nasceu em Lisboa em 15 de Agosto de 1195 e seu nome de baptismo era Fernando de Bulhões. Filho de Maria Teresa de Taveiro e Martinho de Bulhões conheceu a Fé Cristã na casa rica e nobre, em que morava. Fernando estudou na Escola dos Cónegos da Catedral de Lisboa, onde teve uma profunda educação religiosa. Aos 15 anos decidiu ser padre e depois dessa decisão, teve 10 anos de estudos. Em Coimbra estudou teologia, foi ordenado Sacerdote (Congregação dos Agostinianos) e especializou -se, mais tarde, nas Sagradas Escrituras, de que tanto gostava.

Um certo dia o então Padre Fernando vê bater à porta de seu convento cinco frades franciscanos que estavam se preparando na oração e na penitência para uma acção missionária em Marrocos. Durante esse tempo, manteve com eles uma relação de amizade e admiração. Quando os frades resolveram viajar para a África, despediram-se do Padre Fernando alegres e partiram com os pés descalços, que retratavam a vida pobre e singela, alegre e cheia de simplicidade e fé que levavam. Fernando de Bulhões viu então o quanto a sua vida era diferente daquela. Mediocridade, comodismo e distância dos problemas do povo cristão e não cristãos foram os principais problemas percebidos por ele.
Em 1220, recebeu a notícia de que os cinco missionários franciscanos que tinham ido a África, estavam de regresso... mortos!
Após cruéis sofrimentos, tinham sido assassinados por pregarem o Evangelho em terras da África. Ao ver o exemplo dos cinco missionários, decidiu então tornar-se frei. Vestiu o hábito franciscano, deixou o nome de Fernando e adoptou o de António.
Após uma frustada tentativa de viajar a Marrocos, em companhia do Frei Filipino, foi forçado a aportar na Sicília, em 1221. Pensa-se que no mesmo ano, encontrou São Francisco em Assis, no famoso Capítulo
das Esteiras.
Santo António morreu em 13 de junho de 1231, em Pádua, aos 36 anos de idade e com uma vida de intensa pregação da Palavra de Deus por toda a Itália. Foi sepultado na igrejinha do Convento de Santa Maria de Torricelle. Um mês depois, os habitantes de Pádua pediram ao Papa Gregório IX que elevasse António às honras do altar. Reconhecidas a doutrina e a Santidade de António de Pádua, foi canonizado antes de completar-se 1 ano de sua morte (11 meses). Em 16 de janeiro de 1946, o Papa Pio XII proclama Santo António, Doutor da Igreja, com o título de Doutor Evangélico.


O povo cristão gosta de invocar Santo António como advogado das coisas perdidas. Quando quer encontrar alguma coisa frequentemente invoca o Santo rezando-lhe o conhecido responso:

Se milagres desejais,
Recorrei a Santo Antônio;
Vereis fugir o demônio
E as tentações infernais.

Recupera-se o perdido,
Rompe-se a dura prisão
E no auge do furacão
Cede o mar embravecido.

Todos os males humanos
Se moderam, se retiram,
Digam-no aqueles que o viram,
E digam-no os paduanos.

Recupera-se o perdido...
Pela sua intercessão
Foge a peste, o erro, a morte,
O fraco torna-se forte
E torna-se o enfermo são.

(Repete-se):
Recupera-se o perdido...

Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo

(Repete-se):
Recupera-se o perdido...

V: Rogai por nós, bem-aventurado Antônio.
R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

OREMOS
Ó Deus, nós vos suplicamos, que alegre à Vossa Igreja a solenidade votiva do bem-aventurado António, vosso Confessor e Doutor, para que, fortalecida sempre com os espirituais auxílios, mereça gozar os prazeres eternos.
Por Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Amém.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO


«Isto é o meu Corpo. Este é o meu Sangue»

No sacramento do seu Corpo e Sangue, Jesus deixou-nos o memorial do seu sacrifício para que o celebrássemos em memória d’Ele, até que Ele venha no fim dos tempos. Por isso, sempre que celebramos a Eucaristia, proclamamos a morte do Senhor e renovamos a Aliança com Deus, que, na sua morte, Cristo selou em nosso favor.



Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

No primeiro dia dos Ázimos,
em que se imolava o cordeiro pascal,
os discípulos perguntaram a Jesus:
«Onde queres que façamos
os preparativos para comer a Páscoa?».
Jesus enviou dois discípulos e disse-lhes:
«Ide à cidade.
Virá ao vosso encontro um homem
com uma bilha de água.
Segui-o e, onde ele entrar,
dizei ao dono da casa:
«O Mestre pergunta:
Onde está a sala, em que hei-de comer
a Páscoa com os meus discípulos?».
Ele vos mostrará uma grande sala
no andar superior, alcatifada e pronta.
Preparai-nos lá o que é preciso».
Os discípulos partiram e foram à cidade.
Encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito
e prepararam a Páscoa.
Enquanto comiam, Jesus tomou o pão,
recitou a bênção e partiu-o,
deu-o aos discípulos e disse:
«Tomai: isto é o meu Corpo».
Depois tomou um cálice, deu graças e entregou-lho.
E todos beberam dele. Disse Jesus:
«Este é o meu Sangue, o Sangue da nova aliança,
derramado pela multidão dos homens.
Em verdade vos digo:
Não voltarei a beber do fruto da videira,
até ao dia em que beberei do
vinho novo no reino de Deus».
Cantaram os salmos e saíram
para o monte das Oliveiras.

Mc 14, 12-16.22-26

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Adoração ao Santíssimo Sacramento


Deus precisa de nós,
porque o Mundo precisa de Deus





Sé de Beja - Junho de 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

"Degrau de Silêncio"


"Degrau de Silêncio" é o nome do novo blogue da responsabilidade da nossa amiga peregrina Dulce. Espaço leve, fresco, carinhoso, sensível, prometedor.

Sigam as suas pegadas em http://www.degraudesilencio.blogspot.com/

domingo, 7 de junho de 2009

Solenidade da Santíssima Trindade

«Baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo»
Antes de voltar para o Pai, Cristo Ressuscitado transmite à Sua Igreja, representada pelos Apóstolos, os Seus mesmos poderes tornando-a assim continuadora da Sua missão.
Enviados para todos os povos do mundo, os Apóstolos anunciarão, por toda a parte, que Jesus continua vivo e deseja que todos os homens participem da vida do Pai, do Filho e do Espírito Santo, mediante a fé e o Baptismo. Assistidos por Jesus, presente na Sua Igreja, ao longo da história, ensinarão os homens a amar a Deus e os irmãos, mostrando-se, desse modo, discípulos de Jesus.



Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
os Onze discípulos
partiram para a Galileia,
em direcção ao monte
que Jesus lhes indicara.
Quando O viram, adoraram-n’O;
mas alguns ainda duvidaram.
Jesus aproximou-Se e disse-lhes:
«Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra.
Ide e ensinai todas as nações,
baptizando-as em nome do Pai
e do Filho e do Espírito Santo,
ensinando-as a cumprir
tudo o que vos mandei.
Eu estou sempre convosco
até ao fim dos tempos».

Mt 28, 16-20




O Evangelho de hoje contém a fórmula com que nas primitivas comunidades cristãs eram baptizados os cristãos, imersos três vezes na água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A obra dos apóstolos consiste em introduzir o Homem todo e todos os Homens na família de Deus. Essa família, a Trindade, está sempre aberta para acolher novos filhos. Pois bem, também nós somos encarregados de levar a salvação a todos os Homens. Estaremos conscientes da missão que nos foi confiada? Desempenhamo-la sozinhos ou em comunidade? E de que forma?

Caminhar do Sul no Mundo