segunda-feira, 29 de junho de 2009

Pedro, o apóstolo




29 de Junho "DIA DE SÃO PEDRO"


O seu nome original não era Pedro, mas Simão. Cristo apelidou-o de Petros - Pedro, nome grego, masculino, derivado da palavra "petra", que significa "Pedra" ou "rocha".

Antes de se tornar um dos doze discípulos de Cristo, Simão Pedro era pescador. Teria nascido em Betsaida e morava em Cafarnaum. Segundo o relato no Evangelho de São Lucas 5:1-11, Pedro terá conhecido Jesus quando este lhe pediu que utilizasse uma das suas barcas, de forma a poder pregar a uma multidão de gente que o queria ouvir. Pedro, que estava a lavar redes com São Tiago e João, seus sócios, concedeu-lhe o lugar na barca que foi afastada um pouco da margem. No final da pregação, Jesus disse a Simão Pedro que fosse pescar de novo com as redes em águas mais profundas. Pedro diz-lhe que tentara em vão pescar durante toda a noite e nada conseguira mas, em atenção ao seu pedido, fá-lo-ia. O resultado foi uma pescaria de tal monta que as redes iam rebentando, sendo necessária a ajuda da barca dos seus dois sócios, que também quase se afundava puxando os peixes. Numa atitude de humildade e espanto Pedro prosta-se perante Jesus e diz para que se afaste dele, já que é um pecador. Jesus encoraja-o, então, a segui-lo, dizendo que o tornará "pescador de homens".

De acordo com os Evangelhos, Simão foi o primeiro dos discípulos a professar a fé de que Jesus era o filho de Deus. É esse acontecimento que leva Jesus a chamá-lo de Pedro - a pedra basilar da nova crença. Encontramos o relato do evento no Evangelho de São Mateus 16:13-23: Jesus terá perguntado aos seus discípulos (depois de se informar do que sobre ele corria entre o povo): "E vós, quem pensais que sou eu?"; ao que Pedro respondeu "És o Cristo, Filho de Deus vivo". Jesus ter-lhe-á dito, então: "Simão, filho de Jonas, és um homem abençoado! Pois isso não te foi revelado por nenhum homem, mas pelo meu Pai, que está no céu. Por isso te digo: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e o poder da morte não poderá mais vencê-la. Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu, e o que ligares na terra será ligado no céu, e o que desligares na terra será desligado no céu". É por esta razão que São Pedro é, geralmente representado com chaves na mão e a tradição apresenta-o como porteiro do Paraíso.

domingo, 28 de junho de 2009

XIII Domingo do Tempo Comum

«Menina, Eu te ordeno: Levanta-te»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
depois de Jesus ter atravessado
de barco para a outra margem do lago,
reuniu-se uma grande multidão à sua volta,
e Ele deteve-se à beira-mar.
Chegou então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo.
Ao ver Jesus,
caiu a seus pés e suplicou-Lhe com insistência:
«A minha filha está a morrer.
Vem impor-lhe as mãos, para que se salve e viva».
Jesus foi com ele,
seguido por grande multidão,
que O apertava de todos os lados.
Ora, certa mulher que tinha um fluxo de sangue havia doze anos,
que sofrera muito nas mãos de vários médicos
e gastara todos os seus bens,
sem ter obtido qualquer resultado,
antes piorava cada vez mais,
tendo ouvido falar de Jesus,
veio por entre a multidão
e tocou-Lhe por detrás no manto, dizendo consigo:
«Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada».
No mesmo instante estancou o fluxo de sangue
e sentiu no seu corpo que estava curada da doença.
Jesus notou logo que saíra uma força de Si mesmo.
Voltou-Se para a multidão e perguntou:
«Quem tocou nas minhas vestes?».
Os discípulos responderam-Lhe:
«Vês a multidão que Te aperta e perguntas:
«‘Quem Me tocou?’».
Mas Jesus olhou em volta, para ver quem O tinha tocado.
A mulher, assustada e a tremer,
por saber o que lhe tinha acontecido,
veio prostrar-se diante de Jesus e disse-Lhe a verdade.
Jesus respondeu-lhe:
«Minha filha, a tua fé te salvou».
Ainda Ele falava,
quando vieram dizer da casa do chefe da sinagoga:
«A tua filha morreu. Porque estás ainda a importunar o Mestre?».
Mas Jesus, ouvindo estas palavras,
disse ao chefe da sinagoga:
«Não temas; basta que tenhas fé».
E não deixou que ninguém O acompanhasse,
a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.
Quando chegaram a casa do chefe da sinagoga,
Jesus encontrou grande alvoroço,
com gente que chorava e gritava.
Ao entrar, perguntou-lhes:
«Porquê todo este alarido e tantas lamentações?
A menina não morreu; está a dormir». Riram-se d’Ele.
Jesus, depois de os ter mandado sair a todos,
levando consigo apenas o pai da menina
e os que vinham com Ele,
entrou no local onde jazia a menina,
pegou-lhe na mão e disse:
«Talita Kum», que significa:
«Menina, Eu te ordeno: Levanta-te».
Ela ergueu-se imediatamente e começou a andar,
pois já tinha doze anos.
Ficaram todos muito maravilhados.
Jesus recomendou-lhes insistentemente
que ninguém soubesse do caso
e mandou dar de comer à menina.

Mc 5, 21-24.35b-43





Deus não criou o Homem para o abandonar à morte, mas para que viva eternamente. A criação é portadora de vida. O apóstolo Paulo apresenta-nos o ideal da vida cristã não como um ideal da esmola mas da justa distribuição dos bens, por forma a que não haja opulentos de um lado e miseráveis do outro. Já no Evangelho, e depois de no Domingo passado termos ouvido como Jesus acalmou a tempestade, temos hoje um outro exemplo de como não devemos desesperar face às partidas que a vida nos reserva, mas encará-las com fé, porque Cristo está no meio de nós.

sábado, 27 de junho de 2009

A barca


Recordando a peregrinação à Terra Santa em Julho de 2008.


sexta-feira, 26 de junho de 2009

Cura d`Ars: a razão de ser do Ano Sacerdotal


Bento XVI proclamou o Ano Sacerdotal - de 19 de Junho deste ano até 19 de Junho de 2010 - para celebrar os 150 anos da morte de S. João Maria Vianney.

Em Dardilly, perto de Lyon, (França) na casa que já pertencera aos seus avós, nasceu o futuro Santo Cura d´Ars a 8 de Maio de 1786. Ainda era criança e os vizinhos já comentavam a sua precoce piedade: "Vejam o gordinho, como se entretêm com o seu Anjo". Filho de Mateus e Maria Beluze, a sua infância foi marcada pelos acontecimentos da Revolução Francesa.

Com 11 anos de idade confessou-se pela primeira vez ao Pe.Groboz que viera, clandestinamente, visitar os seus pais e atendê-los espiritualmente. O exemplo deste sacerdote marcou profundamente a vida do jovem Vianney que recordou - até ao final da vida - a primeira confissão. No último ano do século XVIII recebe a primeira comunhão clandestinamente. De sua mãe recebe a instrução religiosa.

Dos seis filhos - o quarto deles foi João Maria -, desta família de camponeses a educação religiosa era essencial. João Maria aprendeu, em simultâneo, como Jesus tinha nascido e como nasce o trigo.
Uma tarde, Maria Beluze procurava o seu filho João e foi encontrá-lo no fundo do estábulo. Ajoelhado sobre a palha, João rezava com uma estatueta da Virgem nas suas mãos.

Por causa do seu ardente desejo de ser sacerdote, enfrentou uma dura luta para ter êxito nos estudos visto que tinha dificuldade nesta área. No Entanto, o amor às vezes consegue mais do que o talento. Era enorme o seu amor pelas almas.

A 13 de Agosto de 1815, depois de enormes dificuldades, que pareciam insuperáveis por causa dos obstáculos que havia encontrado nos estudos, foi ordenado sacerdote.
Antes de ser enviado para Ars, o Pe. Vianney passou três anos como coadjutor do idoso Pe. Balley, na paróquia de Écully. Quando foi nomeado pároco de Ars, o vigário geral disse-lhe: "É uma paróquia pequena, onde não há muito amor a Deus. Deverá levá-lo para lá". A casa paroquial daquela localidade foi a residência do Pe.Vianney durante 41 anos do seu ministério.

Em 1818, João Maria tinha 32 anos e os superiores, pela escassez de sacerdotes, confiaram-lhe a paróquia de Ars, um lugar afastado, onde nenhum sacerdote havia desejado ficar. Quando chegou lá - como um bom filho de São Francisco - humildemente, a pé, como um pobre entre os pobres, tentou logo conquistar aquelas almas.


Catarina Lassagne, filha de camponeses, foi a principal colaboradora do cura d´Ars e directora da «Providência», um orfanato criado por João Maria Vianney. O seu depoimento no processo de canonização foi o mais amplo e detalhado, e constitui até hoje a principal fonte de dados biográficos sobre o cura d´Ars.


No seu confessionário, onde ás vezes sustentou lutas corpo a corpo com o inimigo, permanecia até 18 horas diárias, convertendo-se numa espécie de altar da misericórdia, onde começaram a acorrer pessoas de todas as partes da França e da Europa. O Santo Cura D'Ars nunca saiu ao átrio para chamar as pessoas, nem correu pelas ruas para agitar a indiferença dos paroquianos e nunca os reprovou. De joelhos diante do tabernáculo e da imagem da Virgem, permanecia longos tempos em oração, comendo apenas o necessário para viver, dormindo poucas horas durante a noite.
Ainda que distraídos e despreocupados, os paroquianos começaram a ajudar. Vendo o pároco ajoelhado, ajoelhavam-se também, e rezavam com ele. A localidade de Ars converteu-se num caminho de peregrinação de todas as partes da França e da Europa.


Os peregrinos acorriam desde o amanhecer à aquela igreja que trinta anos antes se encontrara vazia: "Diga-me onde está Ars, e eu lhe indicarei o caminho do céu", havia dito São João Maria a um pastorzinho antes de chegar à sua paróquia. João Maria Vianney morreu a 4 de Agosto de 1859, aos 73 anos.


Três anos depois, o bispo, Mons de Langalerie, deu início ao processo do Ordinário e recebeu setenta testemunhos. Em 1865, enviou-se uma cópia do processo a Roma. A 6 de Fevereiro do ano seguinte, o Papa Pio IX abriu o processo Apostólico, apesar da regra que exigia como mínimo um prazo de dez anos.


A 30 de Outubro de 1872, o Cura d´Ars foi declarado venerável e a 8 de Janeiro de 1905 foi beatificado e ficou o «patrono de todos os sacerdotes» pelo Papa Pio X que fora pároco como ele. No primeiro dia de Novembro de 1924, o Papa Pio XI canonizou-o na Praça de S. Pedro, na presença de duzentos bispos e 35 cardeais.

In "Agência Ecclesia"

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Oração para o ano Sacerdotal


















Senhor Jesus,
Vós quisestes dar a Igreja, em São João Maria Vianney,
uma imagem vivente e uma personificação da caridade pastoral.
Ajudai-nos a viver bem este Ano Sacerdotal,
em sua companhia e com o seu exemplo.
Fazei que, a exemplo do Santo Cura D’Ars,
possamos aprender como estar felizes
e com dignidade diante do Santíssimo Sacramento,
como seja simples e quotidiana a vossa Palavra que nos ensina,
como seja terno
o amor com o qual acolheu os pecadores arrependidos,
como seja consolador
o abandono confiante à vossa Santíssima Mãe Imaculada
e como seja necessária a luta vigilante e fiel contra o Maligno.
Fazei, ó Senhor Jesus
que, com o exemplo do Cura D’Ars,
os nossos jovens possam sempre mais aprender
o quanto seja necessário, humilde e glorioso,
o ministério sacerdotal que quereis confiar
àqueles que se abrem ao Vosso chamado.
Fazei que também em nossas comunidades,
tal como aconteceu em Ars,
se realizem as mesmas maravilhas de graça
que fazeis acontecer quando um sacerdote
sabe “colocar amor na sua paróquia”.
Fazei que as nossas famílias cristãs
saibam descobrir na Igreja a própria casa,
na qual os vossos ministros possam ser sempre encontrados,
e saibam fazê-la bela como uma igreja.
Fazei que a caridade dos nossos pastores
anime e acenda a caridade de todos os fiéis,
de tal modo que todos os carismas,
doados pelo Espírito Santo,
possam ser acolhidos e valorizados.
Mas, sobretudo, ó Senhor Jesus,
concedei-nos o ardor e a verdade do coração,
para que possamos dirigir-nos ao vosso Pai Celeste,
fazendo nossas as mesmas palavras de São João Maria Vianney:
Eu Vos amo, meu Deus,
e o meu único desejo é amar-Vos
até o último suspiro da minha vida.
Eu Vos amo, Deus infinitamente amável,
e prefiro morrer amando-Vos
a viver um só instante sem Vos amar.
Eu Vos amo, Senhor,
e a única graça que Vos peço é a de amar-Vos eternamente.
Eu Vos amo, meu Deus,
e desejo o céu para ter a felicidade de Vos amar perfeitamente.
Eu Vos amo, meu Deus infinitamente bom,
e temo o inferno
porque lá não haverá nunca a consolação de Vos amar.
Meu Deus,
se a minha língua não Vos pode dizer a todo o momento que Vos amo,
quero que o meu coração Vo-lo repita cada vez que respiro.
Meu Deus,
concedei-me a graça de sofrer amando-Vos
e de Vos amar sofrendo.
Eu Vos amo, meu divino Salvador,
porque fostes crucificado por mim
e porque me tendes aqui em baixo crucificado por Vós.
Meu Deus,
concedei-me a graça de morrer amando-Vos
e de saber que Vos amo.
Meu Deus,
à medida que me aproximo do meu fim,
concedei-me a graça de aumentar
e aperfeiçoar o meu amor.

Amém.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

São João




O filho de Isabel e Zacarias era primo de Jesus e a ele coube a missão de anunciar a chegada do Messias. O primeiro encontro com Jesus aconteceu ainda quando Isabel estava grávida e Maria foi visitá-la. Logo que a Virgem saudou a prima, João estremeceu em seu ventre, denotando um gesto de reconhecimento de estar diante do Senhor.

João era um homem austero, que vivia no deserto, vestia peles de camelo e alimentava-se de gafanhotos e mel. Homem de profunda oração, pregava o baptismo para a remissão dos pecados e, assim, nas águas do Rio Jordão, batizava seus seguidores aos quais conclamava à conversão.

O segundo encontro de Jesus ocorreu justamente quando o Messias procurou o primo para Ele próprio ser baptizado. O gesto de humildade do Senhor marcou o início de sua vida pública.

João, porém, pela veemência de sua pregação incomodava os poderosos, sobretudo a corte do rei Herodes à qual o Baptista denunciava por suas injustiças e devassidões. Herodes havia se casado com Herodíades, que era mulher do seu irmão e a quem João denunciava por haver abandonado o marido para unir-se ao cunhado. Durante um banquete, Herodíades mandou que sua filha Salomé, que era belíssima, dançasse para o rei. Este, extasiado com a beleza da moça, ofereceu a ela um presente, o qual ela própria poderia escolher. Tendo consultado a mãe, a moça pediu-lhe a cabeça de João Batista em uma bandeja. O rei, que havia dado a sua palavra, não teve outra escolha senão atender-lhe o pedido. E, assim, calou-se a “voz que clamava no deserto”.

A festa de São João é, além do Natal, a única celebração da natividade de um santo. Todas as demais festas são marcadas pela data da morte do santo, considerada a data que este entrou para a glória de Deus.

João, por sua importância na história do Messias, recebeu da Igreja a homenagem de ter seu nascimento também comemorado, tal qual Jesus Cristo. Seu martírio é celebrado em 29 de agosto.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Telefones de emergência

Com este título sugestivo, Telefones de Emergência, o folheto Paz e Bem , deixa-nos alguns contactos a não perder…

"Quando estiver triste, ligue para São João, capítulo 14

Quando alguém falar mal de si, ligue para
o Salmo 27

Quando se sentir criativo, ligue para São João, capítulo 15

Quando estiver nervoso, ligue para o Salmo 51

Quando estiver preocupado, ligue para São Mateus, capítulo 6; 19,34

Quando estiver em perigo, ligue para
o Salmo 91

Quando se sentir distante de Deus, ligue para
o Salmo 63

Quando precisar de reactivar mais a fé, ligue para Hebreus 11

Quando se sentir na solidão e com medo, ligue para o Salmo 23

Quando for severo e crítico, ligue para 1ª Coríntios 13

Quando quiser saber qual é o segredo da felicidade de São Paulo, ligue para Colossenses 3; 12-17

Quando quiser saber o que é o Cristianismo, ligue para 1ª Coríntios 5; 15-19

Quando se sentir triste, ligue para Romanos 8; 31-39

Quando quiser encontrar a paz e a tranquilidade, ligue para São Mateus, capítulo 11; 25-30

Quando o mundo lhe parecer maior do que Deus, ligue para o Salmo 90."


In folheto "Paz e Bem" Junho de 2009


segunda-feira, 22 de junho de 2009

Frutos da Oração

Por vezes ouvimos que a oração se revela pelos seus frutos, mas sentimos que continuamos os mesmos na relação com Ele, na nossa vida, com os outros. Quando rezamos o aspecto principal é estar com o Pai, é conhecer o Pai, os seus projectos, os seus desejos, os sonhos que tem comigo e é escutá-Lo. Para nós Ele é o principal na oração e o maior fruto é estar com Ele (no entanto para Ele cada um de nós é o fundamental, é o principal). Portanto o conhecimento que vamos tendo dele é o primeiro fruto da oração. Proponho alguns critérios para reconhecer se a oração nos leva no bom caminho:

*Se existem mais semelhanças entre a nossa vida e a de Jesus

*Se a nossa vida tem cada vez mais sentido apesar de parecer mais complicada por vezes

*Se a oração é uma fonte impulsionadora de gestos e atitudes de atenção e amor ao outro

*Se os frutos são de alegria, generosidade, serenidade e não de medo ou temor

*Se me ajuda a descobrir a minha realidade de pobreza mas que com a sua ajuda posso muito mais, posso tudo o que Ele me propõe

*Se não me tira deste mundo, se não me simplifica apenas mas me faz estar com Ele como sal e levedura no mundo

*Se não me enche de palavras, de seguranças e de garantias mundanas, mas me ajuda a agarrar-me a Ele, quando surgem dificuldades na minha vida ou na de outros.


Se preferirmos podemos fazer um "check-list" das atitudes que experimentamos quando rezamos e assim o Senhor vai-nos transformando. Podemos enumerar os dons do espírito:

Amor, Alegria, Paz, Benignidade, Bondade, Fidelidade, Mansidão, Auto - domínio. (Gálatas 5)


In "Folheto Paz e Bem" Junho de 2009

domingo, 21 de junho de 2009

XII Domingo do Tempo Comum

«Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?»

Se a contemplação da obra da criação nos pode levar a reconhecer a presença de Deus junto dos homens, quanto mais a contemplação das obras realizadas por Jesus Cristo, o próprio Filho de Deus feito homem? E mais ainda do que acalmar a tempestade no lago da Galileia, o Senhor sempre presente na barca da Igreja, continua a trazer a paz e a bonança ao seu povo batido pelas vagas na travessia do mar desta vida a caminho do porto seguro da glória celeste.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele dia,
ao cair da tarde,
Jesus disse aos seus discípulos:
«Passemos à outra margem do lago».
Eles deixaram a multidão e levaram Jesus consigo
na barca em que estava sentado.
Iam com Ele outras embarcações.
Levantou-se então uma grande tormenta
e as ondas eram tão altas que enchiam a barca de água.
Jesus, à popa, dormia com a cabeça numa almofada.
Eles acordaram-n’O e disseram:
«Mestre, não Te importas que pereçamos?».
Jesus levantou-Se,
falou ao vento imperiosamente e disse ao mar:
«Cala-te e está quieto».
O vento cessou e fez-se grande bonança.
Depois disse aos discípulos:
«Porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?».
Eles ficaram cheios de temor diziam uns para os outros.
«Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?».

Mc 4, 35-41




Na história da tradição cristã, a barca é símbolo da Igreja. O Evangelho de hoje recorda aquele célebre episódio em que Jesus acalma a tempestade que se havia levantado no mar. Para desespero dos discípulos, o Senhor, aparentemente, alheara-se por completo daquela que parecia ser, sem dúvida, uma situação dramática. É nestes momentos particularmente difíceis que a fé é posta à prova. Regra geral, os nossos medos ignoram a força da fé. Mas é precisamente nessa altura que todos, sem excepção, somos chamados a remar contra ventos e marés. É o Senhor quem nos convida a não cedermos à tentação do desânimo, tal como fizera com Job, imagem do homem vencido pelo sofrimento.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ano Sacerdotal






Neste dia 19, sexta-feira, Festa do Sagrado Coração de Jesus, será o início do Ano Sacerdotal, proclamado pelo Papa Bento XVI. Bento XVI proclamou o Ano Sacerdotal - de 19 de Junho deste ano até 19 de Junho de 2010 - para celebrar os 150 anos da morte de S. João Maria Vianney.


Caminhar do Sul no Mundo