quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ensinarás a pensar…

Ensinarás…

Ensinarás a voar…
Mas não voarão o teu voo.

Ensinarás a sonhar…
Mas não sonharão o teu sonho.

Ensinarás a viver…
Mas não viverão a tua vida.

Ensinarás a cantar…
Mas não cantarão a tua canção.

Mas não pensarão como tu.

Porém saberás
Que cada vez que voem,
Sonhem, vivam, cantam
E pensam…
Estará a semente
Do caminho
Ensinado e aprendido.

Madre Teresa de Calcutá


In folheto "Paz e Bem" Junho de 2009

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Almoço convívio - 2009

Ontem realizou-se o nosso almoço convívio 2009.
Pelas 12h00 encontrámo-nos na Igreja de Santiago em Alcácer do Sal, para podermos mais uma vez e em conjunto celebrarmos a eucaristia.



Na Quinta da Esquerda em Alcácer do Sal partilhámos momentos de convívio, sempre recordando a nossa ultima caminhada até Fátima.





























Durante o almoço as guias leram uma mensagem enviada pela Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis, expressando a sua gratidão e agradecimento a todo o grupo de peregrinos.






Pela tarde dentro e após a venda das rifas, sorteámos um quadro bordado a ponto de cruz pela nossa guia Lídia e uma sagrada família pintada à mão pela Manuela Morais.


















Já no final partimos o bolo, confeccionado e oferecido pela peregrina Cláudia Baptista.

domingo, 5 de julho de 2009

XIV Domingo do Tempo Comum


«Um profeta só é desprezado na sua terra»

O último dos Profetas foi o próprio Filho de Deus, Jesus. Mais do que Profeta, porque Ele, não só anunciou a palavra de Deus, mas Ele próprio é a Palavra do Pai, e veio a este mundo precisamente para ser a Palavra de Deus no meio dos homens. Apesar disso, os seus próprios compatriotas desprezaram-n’O. Era para eles apenas um vizinho, todos Lhe conheciam a história, e facilmente desprezamos o que só conhecemos por fora. Outros, ao longe, hão-de acreditar n’Ele, e, por Ele, chegar ao Pai.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
Jesus dirigiu-Se à sua terra
e os discípulos acom¬panharam-n’O.
Quando chegou o sábado,
começou a ensinar na sinagoga.
Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam:
«De onde Lhe vem tudo isto?
Que sabedoria é esta que Lhe foi dada
e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos?
Não é Ele o carpinteiro,
filho de Maria,
e irmão de Tiago,
de José,
de Judas e de Simão?
E não estão as suas irmãs aqui entre nós?».
E ficavam perplexos a seu respeito.
Jesus disse-lhes:
«Um profeta só é desprezado na sua terra,
entre os seus parentes e em sua casa».
E não podia ali fazer qualquer milagre;
apenas curou alguns doentes,
impondo-lhes as mãos.
Estava admirado com a falta de fé daquela gente.
E percorria as aldeias dos arredores,
ensinando.

Mc 6, 1-6




O ser humano diante de Deus conta apenas com a grandeza da sua disponibilidade para servir o Senhor. “Vou enviar-te”, diz o Senhor ao profeta e diz-nos hoje também a nós, porque a Palavra de Deus não é uma palavra como as outras, mera recordação do passado, mas palavra para mim hoje, aqui e agora. A fraqueza e a humilhação impedem que o egoísmo e o orgulho se manifestem. Deus escolhe instrumentos pobres e até inúteis aos nossos olhos para a construção do Seu Reino. É o exemplo dos santos, que não devemos ter apenas como intercessores mas como modelos de uma conduta de amor a que também nós somos chamados.

sábado, 4 de julho de 2009

S. ISABEL DE PORTUGAL



Isabel de Aragão nasceu no palácio de Aljaferia, na cidade de Saragoça, onde reinava o seu avô paterno D. Jaime I. Era filha de D. Pedro, futuro D. Pedro III, e de D. Constança de Navarra. A princesa recebeu o nome de Isabel por desejo de sua mãe em recordação de sua tia Santa Isabel da Hungria, duquesa de Turíngia. O seu nascimento veio acabar com as discórdias na corte de Aragão, pelo que o seu avô lhe chamava “rosa da casa de Aragão”. As virtudes da sua tia-avó viriam a servir-lhe de modelo e desde muito nova começou a mostrar gosto pela meditação, rezas e jejum, não a atraindo os divertimentos comuns das raparigas da sua idade. Isabel não gostava de música, passeios, nem jóias e enfeites, vestia-se sempre com simplicidade.

A infanta D. Isabel tornara-se conhecida em beleza discrição e santidades. As suas virtudes levaram muitos príncipes apresentavam-se a D. Pedro como pretendentes à mão da sua admirável filha. Os pais escolheram o mais próximo, D. Dinis, herdeiro do trono de Portugal, que era também o mais dotado de qualidades. Isabel estava mais inclinada a encerrar-se num convento, no entanto, como era submissa, viu no pedido dos pais, a vontade do céu. Foram assinadas a 11 de Fevereiro de 1282 as bases do contrato de casamento, e o matrimónio realizou-se na vila de Trancoso, no dia de S. João Baptista de 1282. Nos primeiros tempos de casada acompanhava o marido nas suas deslocações pelo país e com a sua bondade conquistou a simpatia do povo. Dava dotes a raparigas pobres e educava os filhos de cavaleiros sem fortuna.

Isabel deu ao rei dois filhos: Constância, futura rainha de Castela e Afonso, herdeiro do trono de Portugal. As numerosas aventuras extraconjugais do marido humilhavam-na profundamente. Mas Isabel mostrava-se magnânima no perdão criando com os seus também os filhos ilegítimos de Dinis, aos quais reservava igual afecto. Entre seus familiares, constantemente em luta, desempenhou obra de pacificadora, merecendo justamente o apelido de anjo da paz. Desempenhou sempre o papel de medianeira entre o rei e o seu irmão D Afonso, bem como entre o rei e o príncipe herdeiro. Por sua intervenção foi assinada a paz em 1322.

A sua vida será marcada por quatro virtudes fundamentais: a piedade, a caridade, a humildade e a inquietude pela paz. Tornou-se uma mulher de grande piedade conservando em sua vida a prática da oração e a meditação da Palavra de Deus. Buscou sempre a reconciliação e a paz entre as pessoas, as famílias e até entre nações. D. Isabel costumava dizer “Deus tornou-me rainha para me dar meios de fazer esmolas.” Sempre que saía do paço era seguida por pobres e andrajosos a quem sempre ajudava.

Após a morte de seu marido, entregou-se inteiramente às obras assistenciais que havia fundado, não podendo vestir o hábito das clarissas e professar os votos no mosteiro que ela mesma havia fundado, fez-se terciária franciscana, após ter deposto a coroa real no santuário de São Tiago de Compostela e haver dado seus bens pessoais aos necessitados. Fixou residência em Coimbra, junto ao convento de Santa Clara, nos Paços de Santa Ana, de que faria doação ao convento. Mandou edificar o hospital de Coimbra junto à sua residência, o de Santarém e o de Leiria para receber enjeitados.

Viveu uma profunda caridade sendo sempre sensível às necessidades dos pobres e excluídos. Viveu o resto da vida em pobreza voluntária, dedicada aos exercícios de piedade e de mortificações. Isabel faleceu a 4 de Julho de 1336, deixando em testamento grandes legados a hospitais e conventos.

O povo criou à sua volta uma lenda de santidade, atribuindo-lhe diversos milagres e a santa foi canonizada em 1625. Foram atribuídos muitos milagres, como a cura da sua dama de companhia e de diversos leprosos. Diz-se também que fez com que uma pobre criança cega começasse a ver e que curou numa só noite os graves ferimentos de um criado. No entanto o mais conhecido é o milagre das rosas.

Reza a lenda que, durante o cerco de Lisboa, D. Isabel estava a distribuir moedas de prata para socorrer os necessitados da zona de Alvalade, quando o marido apareceu. O rei perguntou-lhe: “O que levais aí, Senhora?” Ao que ela, com receio de desgostar a D. Dinis, e, como que inspirada pelo céu respondeu: Levo rosas senhor....” E, abrindo o manto, perante o olhar atónito do rei, não se viram moedas, mas sim rosas encarnadas e frescas
Beatificada pelo Papa Leão X(breve de 15/04/1516) e em 1625 foi canonizada pelo Papa Urbano VIII. Por ordem do bispo D. Afonso de Castelo Branco abriu-se o túmulo real, verificando-se que o corpo da saudosa Rainha estava incorrupto. A canonização solene teve lugar em 1625. Quando esta notícia chegou à cidade realizaram-se grandes festejos que se prolongam até aos nossos dias.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Testemunho...


Recebi hoje um mail de um peregrino que em Maio passado caminhou connosco a pé até à Cova da Iria.
Aqui ficam as palavras sentidas, o testemunho de coragem, de fé e de agradecimento desta caminhada que, sem dúvida, foi a responsável pelo encontro e pelo começo de uma nova vida...
Bem haja!

"Bom dia Maria João…
Este mail não é mais que um testemunho do que passei nos nossos dias de caminhada. Como gosto de ter alguns dias para reflectir sobre tudo pensei em escrever algumas coisas para ti.
É difícil sintetizar emoções, mesmo porque, pelo seu cariz subjectivo, nem sempre é possível faze-las passar para os outros. Mesmo as palavras utilizadas ficam sempre aquém do que pretendemos dizer. São tão pessoais quanto as experiências que tivemos.
Como sabes eu não ia por promessa. Ia com uma missão. Contudo acabei por encontrar mais do que procurava. Encontrei um grupo… uma comunidade com os mesmo ideais e com o mesmo modo de pensar que eu.
Principalmente encontrei-me a mim. Contudo, como todas as novas descobertas, esta está em processo de “digestão”.
Sei que há muito que posso fazer pela minha comunidade e paróquia. Muito caminho a percorrer, quase tanto quantos os quilómetros que tivemos que vencer para o Santuário da Santíssima Mãe. E os obstáculos irão ser igualmente difíceis de transpor.
Apesar disso conseguir tocar uma parte de mim que achei que estava dormente a muito tempo. O simples gesto de conseguir abraçar alguém e chorar sem medo, vergonha ou outro tipo de sentimento negativo.
Posso positivamente dizer que algo se transformou dentro de mim. E como a semente que é lançada a terra tem que ter uma terra fértil e bom alimento para que possa crescer, também eu estou a pensar em continuar a alimentar este novo sentimento de mudança de modo a que ele continue a dar frutos.
Estes dias foram um processo de descoberta e de abertura. Não quero que este pedaço de mim se volte a fechar.
Quando disseste que poderias ter problemas com o Vitor eu pensei para mim… “Era comigo que poderias ter problemas”. É mais difícil atingir-me a mim do que o Vitor. Mais anos de experiencia em ficar fechado ao exterior e aos outros. Durante muito tempo fui criando barreiras atrás de barreiras que com esta peregrinação se quebraram, culminando na situação em que estou agora.
É um resultado positivo na mesma. Sabes que existem males que vêm por bem. Foi um mal necessário ter que passar por este processo de modo a ter que quebrar as barreiras que encerravam em mim os meus medos, angustias, traumas, etc. que foram-se acumulando ao longo de anos.
Foram vocês todos em cada um dos peregrinos que ajudei, em cada rosto que buscava auxílio, que foram derrubando as barreiras que me isolavam do mundo.
João… antes de mais quero agradecer a organização, o tempo e a paciência demonstrada com todos nós. Quero estender os meus cumprimentos para toda a equipa de apoio.
De um modo especial quero agradecer a minha companheira de peregrinação a Lídia… pelas palavras e pelos ouvidos…
Ao Vitor, mais que um cunhado é um irmão, por me ter acompanhado nesta “odisseia”, por ter estado sempre presente quando necessário…
A minha mulher que “aguentou” o pós peregrinação e que mesmo assim manteve-se junto de mim. Por todo o amor que me deu e dá…
Por fim a minha mãe que insistiu sempre para que eu fosse na peregrinação.
Para ti apenas desejo que Jesus e a Sua Mãe muito amada continuem a infundir Paz, Alegria e Amor na tua vida. Possas sempre ser o instrumento de Deus na senda de recolher as suas ovelhas perdidas.
Um beijinho e um obrigado com aquilo que tenho de mais precioso para dar… o meu Amor…
"

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Pedro, o apóstolo




29 de Junho "DIA DE SÃO PEDRO"


O seu nome original não era Pedro, mas Simão. Cristo apelidou-o de Petros - Pedro, nome grego, masculino, derivado da palavra "petra", que significa "Pedra" ou "rocha".

Antes de se tornar um dos doze discípulos de Cristo, Simão Pedro era pescador. Teria nascido em Betsaida e morava em Cafarnaum. Segundo o relato no Evangelho de São Lucas 5:1-11, Pedro terá conhecido Jesus quando este lhe pediu que utilizasse uma das suas barcas, de forma a poder pregar a uma multidão de gente que o queria ouvir. Pedro, que estava a lavar redes com São Tiago e João, seus sócios, concedeu-lhe o lugar na barca que foi afastada um pouco da margem. No final da pregação, Jesus disse a Simão Pedro que fosse pescar de novo com as redes em águas mais profundas. Pedro diz-lhe que tentara em vão pescar durante toda a noite e nada conseguira mas, em atenção ao seu pedido, fá-lo-ia. O resultado foi uma pescaria de tal monta que as redes iam rebentando, sendo necessária a ajuda da barca dos seus dois sócios, que também quase se afundava puxando os peixes. Numa atitude de humildade e espanto Pedro prosta-se perante Jesus e diz para que se afaste dele, já que é um pecador. Jesus encoraja-o, então, a segui-lo, dizendo que o tornará "pescador de homens".

De acordo com os Evangelhos, Simão foi o primeiro dos discípulos a professar a fé de que Jesus era o filho de Deus. É esse acontecimento que leva Jesus a chamá-lo de Pedro - a pedra basilar da nova crença. Encontramos o relato do evento no Evangelho de São Mateus 16:13-23: Jesus terá perguntado aos seus discípulos (depois de se informar do que sobre ele corria entre o povo): "E vós, quem pensais que sou eu?"; ao que Pedro respondeu "És o Cristo, Filho de Deus vivo". Jesus ter-lhe-á dito, então: "Simão, filho de Jonas, és um homem abençoado! Pois isso não te foi revelado por nenhum homem, mas pelo meu Pai, que está no céu. Por isso te digo: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e o poder da morte não poderá mais vencê-la. Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu, e o que ligares na terra será ligado no céu, e o que desligares na terra será desligado no céu". É por esta razão que São Pedro é, geralmente representado com chaves na mão e a tradição apresenta-o como porteiro do Paraíso.

domingo, 28 de junho de 2009

XIII Domingo do Tempo Comum

«Menina, Eu te ordeno: Levanta-te»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
depois de Jesus ter atravessado
de barco para a outra margem do lago,
reuniu-se uma grande multidão à sua volta,
e Ele deteve-se à beira-mar.
Chegou então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo.
Ao ver Jesus,
caiu a seus pés e suplicou-Lhe com insistência:
«A minha filha está a morrer.
Vem impor-lhe as mãos, para que se salve e viva».
Jesus foi com ele,
seguido por grande multidão,
que O apertava de todos os lados.
Ora, certa mulher que tinha um fluxo de sangue havia doze anos,
que sofrera muito nas mãos de vários médicos
e gastara todos os seus bens,
sem ter obtido qualquer resultado,
antes piorava cada vez mais,
tendo ouvido falar de Jesus,
veio por entre a multidão
e tocou-Lhe por detrás no manto, dizendo consigo:
«Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada».
No mesmo instante estancou o fluxo de sangue
e sentiu no seu corpo que estava curada da doença.
Jesus notou logo que saíra uma força de Si mesmo.
Voltou-Se para a multidão e perguntou:
«Quem tocou nas minhas vestes?».
Os discípulos responderam-Lhe:
«Vês a multidão que Te aperta e perguntas:
«‘Quem Me tocou?’».
Mas Jesus olhou em volta, para ver quem O tinha tocado.
A mulher, assustada e a tremer,
por saber o que lhe tinha acontecido,
veio prostrar-se diante de Jesus e disse-Lhe a verdade.
Jesus respondeu-lhe:
«Minha filha, a tua fé te salvou».
Ainda Ele falava,
quando vieram dizer da casa do chefe da sinagoga:
«A tua filha morreu. Porque estás ainda a importunar o Mestre?».
Mas Jesus, ouvindo estas palavras,
disse ao chefe da sinagoga:
«Não temas; basta que tenhas fé».
E não deixou que ninguém O acompanhasse,
a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.
Quando chegaram a casa do chefe da sinagoga,
Jesus encontrou grande alvoroço,
com gente que chorava e gritava.
Ao entrar, perguntou-lhes:
«Porquê todo este alarido e tantas lamentações?
A menina não morreu; está a dormir». Riram-se d’Ele.
Jesus, depois de os ter mandado sair a todos,
levando consigo apenas o pai da menina
e os que vinham com Ele,
entrou no local onde jazia a menina,
pegou-lhe na mão e disse:
«Talita Kum», que significa:
«Menina, Eu te ordeno: Levanta-te».
Ela ergueu-se imediatamente e começou a andar,
pois já tinha doze anos.
Ficaram todos muito maravilhados.
Jesus recomendou-lhes insistentemente
que ninguém soubesse do caso
e mandou dar de comer à menina.

Mc 5, 21-24.35b-43





Deus não criou o Homem para o abandonar à morte, mas para que viva eternamente. A criação é portadora de vida. O apóstolo Paulo apresenta-nos o ideal da vida cristã não como um ideal da esmola mas da justa distribuição dos bens, por forma a que não haja opulentos de um lado e miseráveis do outro. Já no Evangelho, e depois de no Domingo passado termos ouvido como Jesus acalmou a tempestade, temos hoje um outro exemplo de como não devemos desesperar face às partidas que a vida nos reserva, mas encará-las com fé, porque Cristo está no meio de nós.

sábado, 27 de junho de 2009

A barca


Recordando a peregrinação à Terra Santa em Julho de 2008.


sexta-feira, 26 de junho de 2009

Cura d`Ars: a razão de ser do Ano Sacerdotal


Bento XVI proclamou o Ano Sacerdotal - de 19 de Junho deste ano até 19 de Junho de 2010 - para celebrar os 150 anos da morte de S. João Maria Vianney.

Em Dardilly, perto de Lyon, (França) na casa que já pertencera aos seus avós, nasceu o futuro Santo Cura d´Ars a 8 de Maio de 1786. Ainda era criança e os vizinhos já comentavam a sua precoce piedade: "Vejam o gordinho, como se entretêm com o seu Anjo". Filho de Mateus e Maria Beluze, a sua infância foi marcada pelos acontecimentos da Revolução Francesa.

Com 11 anos de idade confessou-se pela primeira vez ao Pe.Groboz que viera, clandestinamente, visitar os seus pais e atendê-los espiritualmente. O exemplo deste sacerdote marcou profundamente a vida do jovem Vianney que recordou - até ao final da vida - a primeira confissão. No último ano do século XVIII recebe a primeira comunhão clandestinamente. De sua mãe recebe a instrução religiosa.

Dos seis filhos - o quarto deles foi João Maria -, desta família de camponeses a educação religiosa era essencial. João Maria aprendeu, em simultâneo, como Jesus tinha nascido e como nasce o trigo.
Uma tarde, Maria Beluze procurava o seu filho João e foi encontrá-lo no fundo do estábulo. Ajoelhado sobre a palha, João rezava com uma estatueta da Virgem nas suas mãos.

Por causa do seu ardente desejo de ser sacerdote, enfrentou uma dura luta para ter êxito nos estudos visto que tinha dificuldade nesta área. No Entanto, o amor às vezes consegue mais do que o talento. Era enorme o seu amor pelas almas.

A 13 de Agosto de 1815, depois de enormes dificuldades, que pareciam insuperáveis por causa dos obstáculos que havia encontrado nos estudos, foi ordenado sacerdote.
Antes de ser enviado para Ars, o Pe. Vianney passou três anos como coadjutor do idoso Pe. Balley, na paróquia de Écully. Quando foi nomeado pároco de Ars, o vigário geral disse-lhe: "É uma paróquia pequena, onde não há muito amor a Deus. Deverá levá-lo para lá". A casa paroquial daquela localidade foi a residência do Pe.Vianney durante 41 anos do seu ministério.

Em 1818, João Maria tinha 32 anos e os superiores, pela escassez de sacerdotes, confiaram-lhe a paróquia de Ars, um lugar afastado, onde nenhum sacerdote havia desejado ficar. Quando chegou lá - como um bom filho de São Francisco - humildemente, a pé, como um pobre entre os pobres, tentou logo conquistar aquelas almas.


Catarina Lassagne, filha de camponeses, foi a principal colaboradora do cura d´Ars e directora da «Providência», um orfanato criado por João Maria Vianney. O seu depoimento no processo de canonização foi o mais amplo e detalhado, e constitui até hoje a principal fonte de dados biográficos sobre o cura d´Ars.


No seu confessionário, onde ás vezes sustentou lutas corpo a corpo com o inimigo, permanecia até 18 horas diárias, convertendo-se numa espécie de altar da misericórdia, onde começaram a acorrer pessoas de todas as partes da França e da Europa. O Santo Cura D'Ars nunca saiu ao átrio para chamar as pessoas, nem correu pelas ruas para agitar a indiferença dos paroquianos e nunca os reprovou. De joelhos diante do tabernáculo e da imagem da Virgem, permanecia longos tempos em oração, comendo apenas o necessário para viver, dormindo poucas horas durante a noite.
Ainda que distraídos e despreocupados, os paroquianos começaram a ajudar. Vendo o pároco ajoelhado, ajoelhavam-se também, e rezavam com ele. A localidade de Ars converteu-se num caminho de peregrinação de todas as partes da França e da Europa.


Os peregrinos acorriam desde o amanhecer à aquela igreja que trinta anos antes se encontrara vazia: "Diga-me onde está Ars, e eu lhe indicarei o caminho do céu", havia dito São João Maria a um pastorzinho antes de chegar à sua paróquia. João Maria Vianney morreu a 4 de Agosto de 1859, aos 73 anos.


Três anos depois, o bispo, Mons de Langalerie, deu início ao processo do Ordinário e recebeu setenta testemunhos. Em 1865, enviou-se uma cópia do processo a Roma. A 6 de Fevereiro do ano seguinte, o Papa Pio IX abriu o processo Apostólico, apesar da regra que exigia como mínimo um prazo de dez anos.


A 30 de Outubro de 1872, o Cura d´Ars foi declarado venerável e a 8 de Janeiro de 1905 foi beatificado e ficou o «patrono de todos os sacerdotes» pelo Papa Pio X que fora pároco como ele. No primeiro dia de Novembro de 1924, o Papa Pio XI canonizou-o na Praça de S. Pedro, na presença de duzentos bispos e 35 cardeais.

In "Agência Ecclesia"

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Oração para o ano Sacerdotal


















Senhor Jesus,
Vós quisestes dar a Igreja, em São João Maria Vianney,
uma imagem vivente e uma personificação da caridade pastoral.
Ajudai-nos a viver bem este Ano Sacerdotal,
em sua companhia e com o seu exemplo.
Fazei que, a exemplo do Santo Cura D’Ars,
possamos aprender como estar felizes
e com dignidade diante do Santíssimo Sacramento,
como seja simples e quotidiana a vossa Palavra que nos ensina,
como seja terno
o amor com o qual acolheu os pecadores arrependidos,
como seja consolador
o abandono confiante à vossa Santíssima Mãe Imaculada
e como seja necessária a luta vigilante e fiel contra o Maligno.
Fazei, ó Senhor Jesus
que, com o exemplo do Cura D’Ars,
os nossos jovens possam sempre mais aprender
o quanto seja necessário, humilde e glorioso,
o ministério sacerdotal que quereis confiar
àqueles que se abrem ao Vosso chamado.
Fazei que também em nossas comunidades,
tal como aconteceu em Ars,
se realizem as mesmas maravilhas de graça
que fazeis acontecer quando um sacerdote
sabe “colocar amor na sua paróquia”.
Fazei que as nossas famílias cristãs
saibam descobrir na Igreja a própria casa,
na qual os vossos ministros possam ser sempre encontrados,
e saibam fazê-la bela como uma igreja.
Fazei que a caridade dos nossos pastores
anime e acenda a caridade de todos os fiéis,
de tal modo que todos os carismas,
doados pelo Espírito Santo,
possam ser acolhidos e valorizados.
Mas, sobretudo, ó Senhor Jesus,
concedei-nos o ardor e a verdade do coração,
para que possamos dirigir-nos ao vosso Pai Celeste,
fazendo nossas as mesmas palavras de São João Maria Vianney:
Eu Vos amo, meu Deus,
e o meu único desejo é amar-Vos
até o último suspiro da minha vida.
Eu Vos amo, Deus infinitamente amável,
e prefiro morrer amando-Vos
a viver um só instante sem Vos amar.
Eu Vos amo, Senhor,
e a única graça que Vos peço é a de amar-Vos eternamente.
Eu Vos amo, meu Deus,
e desejo o céu para ter a felicidade de Vos amar perfeitamente.
Eu Vos amo, meu Deus infinitamente bom,
e temo o inferno
porque lá não haverá nunca a consolação de Vos amar.
Meu Deus,
se a minha língua não Vos pode dizer a todo o momento que Vos amo,
quero que o meu coração Vo-lo repita cada vez que respiro.
Meu Deus,
concedei-me a graça de sofrer amando-Vos
e de Vos amar sofrendo.
Eu Vos amo, meu divino Salvador,
porque fostes crucificado por mim
e porque me tendes aqui em baixo crucificado por Vós.
Meu Deus,
concedei-me a graça de morrer amando-Vos
e de saber que Vos amo.
Meu Deus,
à medida que me aproximo do meu fim,
concedei-me a graça de aumentar
e aperfeiçoar o meu amor.

Amém.

Caminhar do Sul no Mundo