domingo, 12 de julho de 2009

XV Domingo do Tempo Comum


«Começou a enviá-los»

A missão dos Apóstolos é puro dom do Senhor; Ele escolhe os que quer, e envia-os a anunciar uma mensagem de salvação que vem d’Ele, o Salvador. E de tal maneira eles anunciam uma mensagem que não é sua, mas de Jesus, que não deverão ir apoiados em seguranças humanas, mas somente no dom do Senhor que os envia.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
Jesus chamou os doze Apóstolos
e começou a enviá-los dois a dois.
Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros
e ordenou-lhes que nada levassem para o caminho,
a não ser o bastão:
nem pão, nem alforge, nem dinheiro;
que fossem calçados com sandálias,
e não levassem duas túnicas.
Disse-lhes também:
«Quando entrardes em alguma casa,
ficai nela até partirdes dali.
E se não fordes recebidos em alguma localidade,
se os habitantes não vos ouvirem,
ao sair de lá,
sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles».
Os Apóstolos partiram
e pregaram o arrependimento,
expulsaram muitos demónios,
ungiram com óleo muitos doentes e curaram-nos.


Mc 6, 7-13






Não tendo sido aceite na sua terra, Jesus tenta mais uma vez a conversão dos seus con-terrâneos, enviando-lhes os seus discípulos, recomendando-lhes humildade, pobreza e desprendimento, para que o anúncio adquira verdadeira eficácia.

sábado, 11 de julho de 2009

80º Aniversário

Ontem dia 10 de Julho, a nossa peregrina Maria Ângela completou 80 anos de vida.
"Caminhar do Sul" deseja as maiores felicidades e espera continuar a peregrinar na sua companhia, escutando as suas palavras de fé, de oração, as suas histórias de vida e de sabedoria, que nos dão a força e a coragem necessárias para o nosso caminhar.


Recordando...

2004

2005

2006

2007

2008

2009

Bem haja Maria Ângela por todos estes momentos!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ensinarás a pensar…

Ensinarás…

Ensinarás a voar…
Mas não voarão o teu voo.

Ensinarás a sonhar…
Mas não sonharão o teu sonho.

Ensinarás a viver…
Mas não viverão a tua vida.

Ensinarás a cantar…
Mas não cantarão a tua canção.

Mas não pensarão como tu.

Porém saberás
Que cada vez que voem,
Sonhem, vivam, cantam
E pensam…
Estará a semente
Do caminho
Ensinado e aprendido.

Madre Teresa de Calcutá


In folheto "Paz e Bem" Junho de 2009

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Almoço convívio - 2009

Ontem realizou-se o nosso almoço convívio 2009.
Pelas 12h00 encontrámo-nos na Igreja de Santiago em Alcácer do Sal, para podermos mais uma vez e em conjunto celebrarmos a eucaristia.



Na Quinta da Esquerda em Alcácer do Sal partilhámos momentos de convívio, sempre recordando a nossa ultima caminhada até Fátima.





























Durante o almoço as guias leram uma mensagem enviada pela Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis, expressando a sua gratidão e agradecimento a todo o grupo de peregrinos.






Pela tarde dentro e após a venda das rifas, sorteámos um quadro bordado a ponto de cruz pela nossa guia Lídia e uma sagrada família pintada à mão pela Manuela Morais.


















Já no final partimos o bolo, confeccionado e oferecido pela peregrina Cláudia Baptista.

domingo, 5 de julho de 2009

XIV Domingo do Tempo Comum


«Um profeta só é desprezado na sua terra»

O último dos Profetas foi o próprio Filho de Deus, Jesus. Mais do que Profeta, porque Ele, não só anunciou a palavra de Deus, mas Ele próprio é a Palavra do Pai, e veio a este mundo precisamente para ser a Palavra de Deus no meio dos homens. Apesar disso, os seus próprios compatriotas desprezaram-n’O. Era para eles apenas um vizinho, todos Lhe conheciam a história, e facilmente desprezamos o que só conhecemos por fora. Outros, ao longe, hão-de acreditar n’Ele, e, por Ele, chegar ao Pai.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
Jesus dirigiu-Se à sua terra
e os discípulos acom¬panharam-n’O.
Quando chegou o sábado,
começou a ensinar na sinagoga.
Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam:
«De onde Lhe vem tudo isto?
Que sabedoria é esta que Lhe foi dada
e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos?
Não é Ele o carpinteiro,
filho de Maria,
e irmão de Tiago,
de José,
de Judas e de Simão?
E não estão as suas irmãs aqui entre nós?».
E ficavam perplexos a seu respeito.
Jesus disse-lhes:
«Um profeta só é desprezado na sua terra,
entre os seus parentes e em sua casa».
E não podia ali fazer qualquer milagre;
apenas curou alguns doentes,
impondo-lhes as mãos.
Estava admirado com a falta de fé daquela gente.
E percorria as aldeias dos arredores,
ensinando.

Mc 6, 1-6




O ser humano diante de Deus conta apenas com a grandeza da sua disponibilidade para servir o Senhor. “Vou enviar-te”, diz o Senhor ao profeta e diz-nos hoje também a nós, porque a Palavra de Deus não é uma palavra como as outras, mera recordação do passado, mas palavra para mim hoje, aqui e agora. A fraqueza e a humilhação impedem que o egoísmo e o orgulho se manifestem. Deus escolhe instrumentos pobres e até inúteis aos nossos olhos para a construção do Seu Reino. É o exemplo dos santos, que não devemos ter apenas como intercessores mas como modelos de uma conduta de amor a que também nós somos chamados.

sábado, 4 de julho de 2009

S. ISABEL DE PORTUGAL



Isabel de Aragão nasceu no palácio de Aljaferia, na cidade de Saragoça, onde reinava o seu avô paterno D. Jaime I. Era filha de D. Pedro, futuro D. Pedro III, e de D. Constança de Navarra. A princesa recebeu o nome de Isabel por desejo de sua mãe em recordação de sua tia Santa Isabel da Hungria, duquesa de Turíngia. O seu nascimento veio acabar com as discórdias na corte de Aragão, pelo que o seu avô lhe chamava “rosa da casa de Aragão”. As virtudes da sua tia-avó viriam a servir-lhe de modelo e desde muito nova começou a mostrar gosto pela meditação, rezas e jejum, não a atraindo os divertimentos comuns das raparigas da sua idade. Isabel não gostava de música, passeios, nem jóias e enfeites, vestia-se sempre com simplicidade.

A infanta D. Isabel tornara-se conhecida em beleza discrição e santidades. As suas virtudes levaram muitos príncipes apresentavam-se a D. Pedro como pretendentes à mão da sua admirável filha. Os pais escolheram o mais próximo, D. Dinis, herdeiro do trono de Portugal, que era também o mais dotado de qualidades. Isabel estava mais inclinada a encerrar-se num convento, no entanto, como era submissa, viu no pedido dos pais, a vontade do céu. Foram assinadas a 11 de Fevereiro de 1282 as bases do contrato de casamento, e o matrimónio realizou-se na vila de Trancoso, no dia de S. João Baptista de 1282. Nos primeiros tempos de casada acompanhava o marido nas suas deslocações pelo país e com a sua bondade conquistou a simpatia do povo. Dava dotes a raparigas pobres e educava os filhos de cavaleiros sem fortuna.

Isabel deu ao rei dois filhos: Constância, futura rainha de Castela e Afonso, herdeiro do trono de Portugal. As numerosas aventuras extraconjugais do marido humilhavam-na profundamente. Mas Isabel mostrava-se magnânima no perdão criando com os seus também os filhos ilegítimos de Dinis, aos quais reservava igual afecto. Entre seus familiares, constantemente em luta, desempenhou obra de pacificadora, merecendo justamente o apelido de anjo da paz. Desempenhou sempre o papel de medianeira entre o rei e o seu irmão D Afonso, bem como entre o rei e o príncipe herdeiro. Por sua intervenção foi assinada a paz em 1322.

A sua vida será marcada por quatro virtudes fundamentais: a piedade, a caridade, a humildade e a inquietude pela paz. Tornou-se uma mulher de grande piedade conservando em sua vida a prática da oração e a meditação da Palavra de Deus. Buscou sempre a reconciliação e a paz entre as pessoas, as famílias e até entre nações. D. Isabel costumava dizer “Deus tornou-me rainha para me dar meios de fazer esmolas.” Sempre que saía do paço era seguida por pobres e andrajosos a quem sempre ajudava.

Após a morte de seu marido, entregou-se inteiramente às obras assistenciais que havia fundado, não podendo vestir o hábito das clarissas e professar os votos no mosteiro que ela mesma havia fundado, fez-se terciária franciscana, após ter deposto a coroa real no santuário de São Tiago de Compostela e haver dado seus bens pessoais aos necessitados. Fixou residência em Coimbra, junto ao convento de Santa Clara, nos Paços de Santa Ana, de que faria doação ao convento. Mandou edificar o hospital de Coimbra junto à sua residência, o de Santarém e o de Leiria para receber enjeitados.

Viveu uma profunda caridade sendo sempre sensível às necessidades dos pobres e excluídos. Viveu o resto da vida em pobreza voluntária, dedicada aos exercícios de piedade e de mortificações. Isabel faleceu a 4 de Julho de 1336, deixando em testamento grandes legados a hospitais e conventos.

O povo criou à sua volta uma lenda de santidade, atribuindo-lhe diversos milagres e a santa foi canonizada em 1625. Foram atribuídos muitos milagres, como a cura da sua dama de companhia e de diversos leprosos. Diz-se também que fez com que uma pobre criança cega começasse a ver e que curou numa só noite os graves ferimentos de um criado. No entanto o mais conhecido é o milagre das rosas.

Reza a lenda que, durante o cerco de Lisboa, D. Isabel estava a distribuir moedas de prata para socorrer os necessitados da zona de Alvalade, quando o marido apareceu. O rei perguntou-lhe: “O que levais aí, Senhora?” Ao que ela, com receio de desgostar a D. Dinis, e, como que inspirada pelo céu respondeu: Levo rosas senhor....” E, abrindo o manto, perante o olhar atónito do rei, não se viram moedas, mas sim rosas encarnadas e frescas
Beatificada pelo Papa Leão X(breve de 15/04/1516) e em 1625 foi canonizada pelo Papa Urbano VIII. Por ordem do bispo D. Afonso de Castelo Branco abriu-se o túmulo real, verificando-se que o corpo da saudosa Rainha estava incorrupto. A canonização solene teve lugar em 1625. Quando esta notícia chegou à cidade realizaram-se grandes festejos que se prolongam até aos nossos dias.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Testemunho...


Recebi hoje um mail de um peregrino que em Maio passado caminhou connosco a pé até à Cova da Iria.
Aqui ficam as palavras sentidas, o testemunho de coragem, de fé e de agradecimento desta caminhada que, sem dúvida, foi a responsável pelo encontro e pelo começo de uma nova vida...
Bem haja!

"Bom dia Maria João…
Este mail não é mais que um testemunho do que passei nos nossos dias de caminhada. Como gosto de ter alguns dias para reflectir sobre tudo pensei em escrever algumas coisas para ti.
É difícil sintetizar emoções, mesmo porque, pelo seu cariz subjectivo, nem sempre é possível faze-las passar para os outros. Mesmo as palavras utilizadas ficam sempre aquém do que pretendemos dizer. São tão pessoais quanto as experiências que tivemos.
Como sabes eu não ia por promessa. Ia com uma missão. Contudo acabei por encontrar mais do que procurava. Encontrei um grupo… uma comunidade com os mesmo ideais e com o mesmo modo de pensar que eu.
Principalmente encontrei-me a mim. Contudo, como todas as novas descobertas, esta está em processo de “digestão”.
Sei que há muito que posso fazer pela minha comunidade e paróquia. Muito caminho a percorrer, quase tanto quantos os quilómetros que tivemos que vencer para o Santuário da Santíssima Mãe. E os obstáculos irão ser igualmente difíceis de transpor.
Apesar disso conseguir tocar uma parte de mim que achei que estava dormente a muito tempo. O simples gesto de conseguir abraçar alguém e chorar sem medo, vergonha ou outro tipo de sentimento negativo.
Posso positivamente dizer que algo se transformou dentro de mim. E como a semente que é lançada a terra tem que ter uma terra fértil e bom alimento para que possa crescer, também eu estou a pensar em continuar a alimentar este novo sentimento de mudança de modo a que ele continue a dar frutos.
Estes dias foram um processo de descoberta e de abertura. Não quero que este pedaço de mim se volte a fechar.
Quando disseste que poderias ter problemas com o Vitor eu pensei para mim… “Era comigo que poderias ter problemas”. É mais difícil atingir-me a mim do que o Vitor. Mais anos de experiencia em ficar fechado ao exterior e aos outros. Durante muito tempo fui criando barreiras atrás de barreiras que com esta peregrinação se quebraram, culminando na situação em que estou agora.
É um resultado positivo na mesma. Sabes que existem males que vêm por bem. Foi um mal necessário ter que passar por este processo de modo a ter que quebrar as barreiras que encerravam em mim os meus medos, angustias, traumas, etc. que foram-se acumulando ao longo de anos.
Foram vocês todos em cada um dos peregrinos que ajudei, em cada rosto que buscava auxílio, que foram derrubando as barreiras que me isolavam do mundo.
João… antes de mais quero agradecer a organização, o tempo e a paciência demonstrada com todos nós. Quero estender os meus cumprimentos para toda a equipa de apoio.
De um modo especial quero agradecer a minha companheira de peregrinação a Lídia… pelas palavras e pelos ouvidos…
Ao Vitor, mais que um cunhado é um irmão, por me ter acompanhado nesta “odisseia”, por ter estado sempre presente quando necessário…
A minha mulher que “aguentou” o pós peregrinação e que mesmo assim manteve-se junto de mim. Por todo o amor que me deu e dá…
Por fim a minha mãe que insistiu sempre para que eu fosse na peregrinação.
Para ti apenas desejo que Jesus e a Sua Mãe muito amada continuem a infundir Paz, Alegria e Amor na tua vida. Possas sempre ser o instrumento de Deus na senda de recolher as suas ovelhas perdidas.
Um beijinho e um obrigado com aquilo que tenho de mais precioso para dar… o meu Amor…
"

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Pedro, o apóstolo




29 de Junho "DIA DE SÃO PEDRO"


O seu nome original não era Pedro, mas Simão. Cristo apelidou-o de Petros - Pedro, nome grego, masculino, derivado da palavra "petra", que significa "Pedra" ou "rocha".

Antes de se tornar um dos doze discípulos de Cristo, Simão Pedro era pescador. Teria nascido em Betsaida e morava em Cafarnaum. Segundo o relato no Evangelho de São Lucas 5:1-11, Pedro terá conhecido Jesus quando este lhe pediu que utilizasse uma das suas barcas, de forma a poder pregar a uma multidão de gente que o queria ouvir. Pedro, que estava a lavar redes com São Tiago e João, seus sócios, concedeu-lhe o lugar na barca que foi afastada um pouco da margem. No final da pregação, Jesus disse a Simão Pedro que fosse pescar de novo com as redes em águas mais profundas. Pedro diz-lhe que tentara em vão pescar durante toda a noite e nada conseguira mas, em atenção ao seu pedido, fá-lo-ia. O resultado foi uma pescaria de tal monta que as redes iam rebentando, sendo necessária a ajuda da barca dos seus dois sócios, que também quase se afundava puxando os peixes. Numa atitude de humildade e espanto Pedro prosta-se perante Jesus e diz para que se afaste dele, já que é um pecador. Jesus encoraja-o, então, a segui-lo, dizendo que o tornará "pescador de homens".

De acordo com os Evangelhos, Simão foi o primeiro dos discípulos a professar a fé de que Jesus era o filho de Deus. É esse acontecimento que leva Jesus a chamá-lo de Pedro - a pedra basilar da nova crença. Encontramos o relato do evento no Evangelho de São Mateus 16:13-23: Jesus terá perguntado aos seus discípulos (depois de se informar do que sobre ele corria entre o povo): "E vós, quem pensais que sou eu?"; ao que Pedro respondeu "És o Cristo, Filho de Deus vivo". Jesus ter-lhe-á dito, então: "Simão, filho de Jonas, és um homem abençoado! Pois isso não te foi revelado por nenhum homem, mas pelo meu Pai, que está no céu. Por isso te digo: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e o poder da morte não poderá mais vencê-la. Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu, e o que ligares na terra será ligado no céu, e o que desligares na terra será desligado no céu". É por esta razão que São Pedro é, geralmente representado com chaves na mão e a tradição apresenta-o como porteiro do Paraíso.

domingo, 28 de junho de 2009

XIII Domingo do Tempo Comum

«Menina, Eu te ordeno: Levanta-te»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
depois de Jesus ter atravessado
de barco para a outra margem do lago,
reuniu-se uma grande multidão à sua volta,
e Ele deteve-se à beira-mar.
Chegou então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo.
Ao ver Jesus,
caiu a seus pés e suplicou-Lhe com insistência:
«A minha filha está a morrer.
Vem impor-lhe as mãos, para que se salve e viva».
Jesus foi com ele,
seguido por grande multidão,
que O apertava de todos os lados.
Ora, certa mulher que tinha um fluxo de sangue havia doze anos,
que sofrera muito nas mãos de vários médicos
e gastara todos os seus bens,
sem ter obtido qualquer resultado,
antes piorava cada vez mais,
tendo ouvido falar de Jesus,
veio por entre a multidão
e tocou-Lhe por detrás no manto, dizendo consigo:
«Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada».
No mesmo instante estancou o fluxo de sangue
e sentiu no seu corpo que estava curada da doença.
Jesus notou logo que saíra uma força de Si mesmo.
Voltou-Se para a multidão e perguntou:
«Quem tocou nas minhas vestes?».
Os discípulos responderam-Lhe:
«Vês a multidão que Te aperta e perguntas:
«‘Quem Me tocou?’».
Mas Jesus olhou em volta, para ver quem O tinha tocado.
A mulher, assustada e a tremer,
por saber o que lhe tinha acontecido,
veio prostrar-se diante de Jesus e disse-Lhe a verdade.
Jesus respondeu-lhe:
«Minha filha, a tua fé te salvou».
Ainda Ele falava,
quando vieram dizer da casa do chefe da sinagoga:
«A tua filha morreu. Porque estás ainda a importunar o Mestre?».
Mas Jesus, ouvindo estas palavras,
disse ao chefe da sinagoga:
«Não temas; basta que tenhas fé».
E não deixou que ninguém O acompanhasse,
a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.
Quando chegaram a casa do chefe da sinagoga,
Jesus encontrou grande alvoroço,
com gente que chorava e gritava.
Ao entrar, perguntou-lhes:
«Porquê todo este alarido e tantas lamentações?
A menina não morreu; está a dormir». Riram-se d’Ele.
Jesus, depois de os ter mandado sair a todos,
levando consigo apenas o pai da menina
e os que vinham com Ele,
entrou no local onde jazia a menina,
pegou-lhe na mão e disse:
«Talita Kum», que significa:
«Menina, Eu te ordeno: Levanta-te».
Ela ergueu-se imediatamente e começou a andar,
pois já tinha doze anos.
Ficaram todos muito maravilhados.
Jesus recomendou-lhes insistentemente
que ninguém soubesse do caso
e mandou dar de comer à menina.

Mc 5, 21-24.35b-43





Deus não criou o Homem para o abandonar à morte, mas para que viva eternamente. A criação é portadora de vida. O apóstolo Paulo apresenta-nos o ideal da vida cristã não como um ideal da esmola mas da justa distribuição dos bens, por forma a que não haja opulentos de um lado e miseráveis do outro. Já no Evangelho, e depois de no Domingo passado termos ouvido como Jesus acalmou a tempestade, temos hoje um outro exemplo de como não devemos desesperar face às partidas que a vida nos reserva, mas encará-las com fé, porque Cristo está no meio de nós.

sábado, 27 de junho de 2009

A barca


Recordando a peregrinação à Terra Santa em Julho de 2008.


Caminhar do Sul no Mundo