quarta-feira, 19 de agosto de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Nas pegadas de São Paulo - ANTIOQUIA


Antioquia: lar para os «cristãos»

Entretanto os que se tinham dispersado, devido à perseguição desencadeada por causa de Estêvão, adiantaram-se atá à Fenícia, Chipre e Antioquia, mas não anunciavam a palavra senão aos judeus. Houve, porém, alguns deles, homens de Chipre e Cirene que, chegando a Antioquia, falaram também aos Gregos, anunciando-lhes a Boa-Nova do Senhor Jesus (...)
A notícia chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém, e mandaram Barnabé a Antioquia. Assim que ele chegou e viu a graça concedida por Deus, regozijou-se (...).
Então Barnabé foi a Tarso procurar Saulo. Encontrou-o e levou-o para Antioquia. Durante um ano inteiro, mantiveram-se juntos nesta igreja e ensinaram muita gente. Foi em Antioquia que, pela primeira vez, os discípulos começaram a ser tratados pelo nome de «cristãos».
Nesses dias, uns profetas desceram de Jerusalém a Antioquia(...) [e predisseram] que haveria uma grande fome por toda a terra. (...) Os discípulos (...) resolveram então enviar socorros da Judeia,o que fizeram mandando-os aos anciãos, por intermédio de Barnabé e de Saulo.
Actos dos Apóstolos 11,19-20.22-23.25-30


A antiga Antioquia, foi a terceira maior cidade do Império Romano (a seguir a Roma e Alexandria) e desempenhou um papel fundamental na história do Cristianismo primitivo, sobrevivendo hoje apenas uma parte muito pequena.

Antioquia ocupa assim um importante lugar na história do Cristianismo. Aqui Paulo de Tarso pregou o seu primeiro sermão cristão (numa Sinagoga), e foi também onde os seguidores de Jesus foram chamados pela primeira vez de Cristãos.






Atravessada pelo rio Orontes, agora rio Asi, é hoje ocupada pela actual cidade de Antakya, com cerca de 175 mil habitantes. A rua principal situa-se exactamente no mesmo sítio onde outrora se ergueu a antiga rua ladeada por arcadas, não restando hoje nenhuns vestígios desta. A antiga Antioquia pode estar sepultada a uma profundidade de cerca de 10m abaixo do actual nível das ruas.




Em Antioquia é difícil encontrar ligações a Paulo. Segundo a tradição, diz que Paulo ensinava perto do Panteão, numa rua conhecida por «Singon» não se sabendo o local certo da sua localização.

As ligações a S. Pedro parecem assim ser as mais fáceis, pois a igreja antioquense rapidamente alegou que Pedro fora o seu fundador apostólico.
A sua única igreja histórica é a Igreja de São Pedro localizada a cerca de 3Km a noroeste da cidade, junto ao monte Staurin (uma continuação do monte Sílpio).




Esta igreja é escavada numa gruta na encosta e aparentemente foi usada para o culto cristão desde o século IV ou V. Apesar da fachada ter sido acrescentada pelos Cruzados e restaurada no século XIX, alguns dos mosaicos do chão remontam à época bizantina.






As ruas antigas de Antioquia levam-nos facilmente a descobrir uma pequena comunidade cristã fundada em 1977. As suas portas são calorosamente abertas a todos os cristãos peregrinos.







Estou crucificado com Cristo. Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. (...) Não rejeito a graça de Deus; porque, se a justiça viesse pela Lei, então teria sido inútil a morte de Cristo.
Gálatas 2,20-21

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Nas pegadas de São Paulo - TARSO


Tarso: Terra natal de Paulo

Eu sou judeu, de Tarso, cidadão de uma notável cidade da Cilícia.(...) Sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas fui educado nesta cidade, instruido aos pés de Gamaliel, em todo o rigor da Lei dos nossos pais e cheio de zelo pelas coisas de Deus, como todos vós sois agora.
Actos dos Apóstolos 21,39; 22,3

Situada numa estreita planicie costeira, Tarso tem como pano de fundo os íngremes montes de Tauro. Até à pouco tempo, o principal lugar para visitar em Tarso, para os interessados em São Paulo, era a Porta de São Paulo, localizada no centro de uma rotunda, na estrada para Mersi. Na verdade esta porta (mais frequentemente conhecida por Porta de «Cleópatra») não estava aqui no tempo de Paulo. O arco monumental data de cerca de 300 d.C. Porém, é provável que assinale o local de uma das três entradas principais que Paulo terá conhecido.





Ali perto, mais para norte, encontra-se também o Poço de São Paulo, que a tradição local associa à casa onde o apóstolo viveu. O poço remonta ao período romano.










Chegado a Jerusalém (...)[Paulo] dirigia-se também aos helenistas e discutia com eles, mas estes planeavam a sua morte. Os irmãos, porém, ao saberem disto, levaram-no para Cesareia e fizeram-no seguir para Tarso.
Actos dos Apóstolos 9,26.29-30


Aparentemente, enquanto criança, Paulo não passou muitos anos em Tarso. Quando ali regressou, após a visão da estrada de Damasco, provavelmente não ficou mais de cinco anos, até ser enviado para Antioquia.
Já em Tarso Paulo aproveitou o tempo para evangelizar. Foi durante os anos de clandestinidade que ele desenvolve as suas capacidades pessoais e espirituais de que viria a precisar para a importante viagem que tinha pela frente.

A Igreja dedicada a São Paulo recorda-nos a sua estadia em Tarso. Paulo iniciou aqui a sua missão de levar a mensagem de Jesus aos gentios.







Em 1943, esta igreja foi transformada em museu, depois de o Governo turco se ter apoderado dela. As celebrações cristãs eram permitidas apenas sob determinadas condições, e quem queria participar na missa tinha de pagar o bilhete de entrada.

Durante o Ano Paulino, as autoridades turcas concederam uma licença especial para a celebração da missa e de outras cerimónias litúrgicas no templo do século VI. Tudo indica que esta permissão concedida aos cristãos durante o ano Paulino para orar na antiga igreja de São Paulo, em Tarso, poderá ser prolongada indefinidamente.



A cidade de Tarso acolheu um número recorde de peregrinos cristãos durante o Ano Paulino. Segundo dados recolhidos neste período, 416 grupos de peregrinos de 30 países visitaram a cidade natal do Apóstolo. Durante este ano e pela primeira vez, os muçulmanos turcos viram os cristãos não como turistas, mas como peregrinos em oração. A devoção de quem visitou os lugares paulinos impressionou muito o povo turco.

sábado, 15 de agosto de 2009

Assunção da Virgem Santa Maria



15 de Agosto de 2009


Ao terminar a Sua missão na terra, Maria, a Imaculada Mãe de Deus, «foi elevada em corpo e alma à glória do céu» (Pio XII), sendo assim a primeira criatura humana a alcançar a plenitude da salvação.
Esta glorificação de Maria é uma consequência natural da Sua Maternidade divina: Deus «não quis que conhecesse a corrupção do túmulo Aquela que gerou o Senhor da vida».
É também o fruto da íntima e profunda união existente entre Maria e a Sua missão e Cristo e a Sua obra salvadora. Plenamente unida a Cristo, como Sua Mãe e Sua serva humilde, associada, estreitamente a Ele, na humilhação e no sofrimento, não podia deixar de vir a participar do mistério de Cristo ressuscitado e glorificado, numa conformação levada até às últimas consequências. Por isso, Maria é «elevada ao Céu em corpo e alma e exaltada por Deus como Rainha, para assim Se conformar mais plenamente com Seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte» (LG. 59).
Este privilégio, concedido à Virgem Imaculada, preservada e imune de toda a mancha da culpa original, é «Sinal» de esperança e de alegria para todo o Povo de Deus, que peregrina pela terra em luta com o pecado e a morte, no meio dos perigos e dificuldades da vida. Com efeito, a Mãe de Jesus, «glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há-de consumar no século futuro» (LG. 68).
O triunfo de Maria, mãe e filha da Igreja, será o triunfo da Igreja, quando, juntamente com a Humanidade, atingir a glória plena, de que Maria goza já.
A Assunção de Maria ao Céu, em corpo e alma, é a garantia de que o homem se salvará todo: também o nosso corpo ressuscitará! A Assunção de Maria é o penhor seguro de que o homem triunfará da morte!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

De regresso


Após algumas semanas de merecido descanso, Caminhar do Sul volta a estar activo, prometendo em breve partilhar alguns dos momentos mais marcantes da peregrinação à Turquia seguindo as pegadas de São Paulo.




(...) Sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, (...)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

De 20 a 27 de Julho


Nas Pegadas de SÃO PAULO.

domingo, 19 de julho de 2009

XVI Domingo do Tempo Comum


«Eram como ovelhas sem pastor»

Sem a palavra de Deus os homens não encontram a união, são como ovelhas tresmalhadas de um rebanho a que falta o pastor. Jesus, ao contemplar a multidão que O seguia, mas que não era ainda a sua Igreja, sente por ela grande compaixão e vai-lhes dando o pão da palavra de Deus: “começou a ensinar-lhes muitas coisas”.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
os Apóstolos voltaram para junto de Jesus
e contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado.
Então Jesus disse-lhes:
«Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco».
De facto, havia sempre tanta gente a chegar e a partir
que eles nem tinham tempo de comer.
Partiram, então,
de barco para um lugar isolado,
sem mais ninguém.
Vendo-os afastar-se,
muitos perceberam para onde iam;
e, de todas as cidades,
acorreram a pé para aquele lugar
e chegaram lá primeiro que eles.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão
e compadeceu-Se de toda aquela gente,
porque eram como ovelhas sem pastor.
E começou a ensinar-lhes muitas coisas.

Mc 6, 30-34



Regressados da sua pregação, os apóstolos relatam ao Senhor os sucessos alcançados. Jesus convida-os a descansar e a reflectir; Ele mesmo mostra-lhes como evangelizar as multidões, tornando-se, assim, pastores do rebanho de Deus. Na Bíblia, também os reis e sacerdotes do povo de Israel nos aparecem frequentemente sob a designação de pastores. Jeremias, por exemplo, procura criar no povo a esperança no aparecimento de um outro Pastor que o conduza à vida e à realização dos desígnios do Senhor. Um Pastor capaz de trazer ao mundo a reconciliação, o perdão e a paz entre os Homens, assim tornados mais próximos de Deus, no mesmo Espírito de unidade.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Escapulário do Carmo


COMO SURGIU O ESCAPULÁRIO

Foi na madrugada do dia 16 de Julho de 1251 que Nossa Senhora apareceu ao santo carmelita inglês, São Simão Stock, e entregou-lhe o miraculoso Escapulário do Carmo.
São Simão Stock era, naqueles tempos, Superior Geral da Ordem dos Carmelitas. Ele encontrava-se numa situação aflitiva, pois a sua Ordem passava por dificuldades muito sérias, sendo desprezadas, perseguida e até ameaçada de extinção.

São Simão Stock era um homem de uma fé viva, e não cessava de implorar socorro à Santíssima Virgem, pedindo-lhe também um sinal sensível de que seria atendido.
Comovida pelas súplicas angustiantes deste seu fervoroso filho, Nossa Senhora trouxe-lhe do Céu o santo Escapulário e dirigiu-lhe estas palavras:


"Recebe, filho diletíssimo, o Escapulário de tua Ordem, sinal de minha confraternidade, privilégio para ti e para todos os Carmelitas".
"Todos os que morrerem revestidos deste Escapulário não padecerão o fogo do inferno. É um sinal de salvação, refúgio nos perigos, aliança de paz e pacto para sempre"
.

A partir dessa misericordiosa intervenção da Mãe de Deus, a Ordem carmelita refloresceu em todo o mundo! E o Escapulário passou a percorrer a sua milagrosa trajetória, como sinal de aliança de Nossa Senhora com os Carmelitas e com toda a humanidade.
Setenta anos mais tarde, Nossa Senhora apareceu ao Papa João XXII e fez-lhe uma nova promessa, considerada como complemento da primeira:

"Eu, como tema Mãe dos Carmelitas, descerei ao purgatório no primeiro sábado depois de sua morte e os livrarei e os conduzirei ao Monte Santo da vida eterna."

Esta segunda promessa de Nossa Senhora deu origem à célebre Bula Sabatina do Papa João XXII, publicada em 03 de março de 1322, confirmada posteriormente por vários Sumos Pontífices como Alexandre V, Clemente VII e Paulo III.

De início, o Escapulário era de uso exclusivo dos religiosos Carmelitas. Mais tarde, a Igreja, querendo estender os privilégios e benefícios espirituais desse uso a todos os católicos, simplificou o seu tamanho e autorizou que a sua recepção ficasse ao alcance de todos.



PRIVILÉGIOS DO ESCAPULÁRIO

"Não, não basta dizer que o Escapulário é um sinal de salvação. Eu sustento que não há outro que faça nossa predestinação tão certa..." (São Cláudio de la Colombière, S.J.)

1. É um sinal de aliança com Nossa Senhora. Pelo seu uso, exprimimos a nossa consagração a Ela;
2. É um sinal de salvação. Quem morrer com ele não padecerá o fogo do inferno;
3. A Santíssima Virgem livrará do purgatório, no primeiro sábado depois da morte, todos os que o portarem;
4. É um sinal de protecção em todos os perigos.



CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA

O Escapulário do Carmo, enquanto dádiva da Santíssima Virgem, é símbolo de uma consagração.
Foi a própria Mãe de Deus que aludiu a essa consagração, quando disse a São Simão Stock, na gloriosa madrugada de 16 de julho de 1251:

"...é um pacto de paz e amizade que faço contigo e todos os carmelitas...".

É como se dissesse: quero que este pacto que faço convosco, fundamentado em eterna amizade, seja expresso pelo meu Escapulário, como símbolo da consagração que fazeis a mim ao recebê-lo.




IMPOSIÇÃO DO ESCAPULÁRIO

O Escapulário do Carmo compõe-se de duas peças, entre si. Somente o primeiro Escapulário precisa ser bento e imposto por um sacerdote.
Tanto essa bênção como a imposição valem para todos os outros Escapulários que substituírem o primeiro. Uma vez tendo-o recebido, devemos usá-lo sempre e continuamente.

Imposição - O sacerdote benze o Escapulário e o impõe, dizendo:
"Recebe este santo Escapulário como sinal da Santíssima Virgem Maria, Rainha do Carmelo, para que, com seus méritos, o uses sempre com dignidade, seja tua defesa em todas as adversidades e te conduza à vida eterna."




CURIOSIDADE

O que significa a palavra ESCAPULÁRIO

Do Latim: * SCAPULARIU < scapulla, espádua. Tira de pano, pendente do pescoço, usado por certos religiosos e religiosas que o trazem por cima do hábito.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Nossa Senhora do Carmo



Nossa Senhora do Carmo é um título consagrado a Nossa Senhora, também conhecida por Nossa Senhora do Monte Carmelo. Este título apareceu por propósito de relembrar o convento construído em honra à Virgem Maria, nos primeiros séculos do Cristianismo, no Monte Carmelo, na Samaria.




A Sua principal característica é carregar consigo o escapulário, que representa estar ao serviço do reino de Deus trazendo benefícios a quem assume este sinal e esta proposta como seus.

A sua festa comemora-se hoje dia 16 de Julho.

Caminhar do Sul no Mundo