segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Outubro, "MÊS DO ROSÁRIO"



A Virgem de Fátima trouxe-nos a mensagem do Santo Rosário que não passou de moda, como pensam alguns.


O rosário abrevia o essencial de Evangelho e coloca-o profundamente em nós, até que no coração se sinta o eco da Boa Nova de Deus. É como uma semente que se coloca no sulco e germina, cresce, amadurece, até que dá frutos de vida: os frutos do Reino. O rosário é uma oração que não se limita à simples repetição, como se estivesse carecida de criatividade, é antes como uma roda de moinho de água, que em cada movimento sempre traz algo de novo.

O rosário é como o búzio marinho que capta em si o eco de todo do canto do mar. Nunca nos cansamos de ouvi-lo, quando o colocamos nos nossos ouvidos.
O rosário é como a coroa de flores que os príncipes colocavam na fronte das suas amadas. Cada rosa e cada gesto é uma bela poesia de amor. É assim como nós tomamos esse rosário – ou coroa de rosas – para ir ao encontro de Jesus e de Maria, no amor da Santíssima Trindade. Por isso, Paulo VI dizia, “se o rosário não for uma oração contemplativa, é um corpo sem alma, um cadáver” (Marialis Cultus, 47).

Por isso, orar com o rosário é muito mais do que parece à primeira vista. O importante do rosário é que , limitando a oração a poucas palavras, repetidas lentamente, o coração vai absorvendo no seu interior a luz de Deus que brilhou em Maria e somos assim conduzidos ao serviço do mundo que a caracterizou.

O rosário, em síntese, centra-se na contemplação do Evangelho em comunhão com Aquela que guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração(Lc 2,19).
Em cada dezena do rosário repousamos amorosamente as agitações da nossa respiração até que suscite no nosso coração orante uma dinâmica interior que remova da nossa vida as suas inércias e nos ponha a voar alto nas profundidades da Deus.
Por último: no mais recente Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus. Aqui, também encontramos a oração bíblica da Ave- Maria, como uma escola de oração que acompanha o exercício espiritual da “Lectio Divina”.

A “Ave- Maria” é uma escola de oração bíblica. Se tomamos consciência do valor de cada uma das suas palavras, a nossa oração crescerá mais pelas rotas do Espírito.
Não necessitamos de uma palavra que sirva de “manancial” inicial, porque esta já foi dada no “Pai- Nosso”, com o grito “Abbá”, o qual permanece no horizonte de toda oração cristã.
Com a “Ave- Maria” o que fazemos é um aprofundamento. Com o “Pai- Nosso”, a “Ave- Maria” tem dois movimentos que reproduzem o palpitar do coração: o duplo movimento oracional do louvor e da súplica.
O primeiro movimento é de louvor e começa com o “Ave- Maria”. O segundo movimento é de súplica e começa com o “Santa Maria, Mãe de Deus”.
O mais belo é que, enquanto nos dirigimos a Maria em louvor é súplica, a o mesmo tempo, juntamente com Ela, nos dirigimos a Jesus, que é o motivo do nosso louvor e o fundamento de toda a invocação. Revivemos com Maria os mistérios salvíficos do seu Filho e com Ela os meditamos no nosso coração.

Ao mesmo tempo, juntamente com Ela, podemos pedir juntos a intervenção do Senhor pelas nossas necessidades particulares.
É interessante e sempre novo: trata-se de um exercício espiritual tremendo. Com este tipo de oração tão privilegiado, o nosso coração vive uma tripla atenção: a Maria, a Jesus e às necessidades actuais de todas as pessoas. Por isso, é algo actual e nunca passará.

In “Voz de Fátima”, Setembro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

São Francisco de Assis


São Francisco nasceu em Assis Itália, no ano de 1182.
Seu pai era um rico comerciante de tecidos, o que permitiu a Francisco ter uma infância e uma juventude de fartura e a possibilidade de continuar o comércio, como era desejo de seu pai.
Quando jovem, Francisco sempre procurou a realização de grandes ideais, destacando-se junto aos amigos com muito entusiasmo. O dinheiro do pai ajudava os seus projectos, vestia as melhores roupas, dispunha de vinho e comida para promover festas entre amigos. Mas ainda assim procurava uma causa, um motivo forte que pudesse defender.

Devido ás desigualdades sociais da época, ocorre uma revolta do povo contra os nobres da cidade de Assis. Francisco, assim como muitos jovens tomaram partido na causa social do povo. Em socorro dos nobres, Perugia, uma cidade vizinha mandou um exército bem preparado para os defender. Numa luta sangrenta, Francisco foi preso (assim como os companheiros jovens de Assis) e dessa forma, permaneceu preso por um ano.
Depois do seu pai ter pago a sua libertação, volta a Assis, doente, enfraquecido e sem projecto de vida, empenhando-se num outro ideal.

A Igreja procurava voluntários para as suas lutas em defesa dos territórios. Francisco, inspirado nas histórias de heróis e valentes cavaleiros, inscreveu-se e preparou-se com a melhor armadura de cavaleiro.
Após a partida, na primeira noite em que o exército se reuniu junto à cidade de Espoleto, Francisco, novamente com febre e doente ouviu Deus que lhe perguntou:
"Francisco, a quem deves servir, ao Senhor ou ao servo?
Ao Senhor respondeu Francisco!
Então, por que trocas o Senhor pelo Servo?
Francisco, compreendeu que deveria servir a Deus. Abandonou o seu ideal de cavaleiro e retornou a Assis, tendo aí sido humilhado.

Francisco transformou-se aos poucos. Passava muitas horas sozinho, procurava lugares isolados no campo e quando encontrava um mendigo, doava o que dispunha no momento. Aos poucos foi-se habituando à oração. Na sua conversão, sofria as dúvidas e fraquezas humanas.
Num momento difícil da sua vida, Francisco encontrou-se no caminho com um leproso, e diante do horror das feridas e do odor, pensou em fugir. Movido por um grande amor, venceu o obstáculo, voltou-se para o leproso, abraçou-o e beijou-o, reconhecendo nele um irmão.

Numa outra ocasião também importante, achava-se em oração na Igreja de São Damião - uma capelinha quase destruída "olhando para o crucifixo e examinando as paredes caídas em seu redor, compreendeu o pedido de Deus. "Francisco, reconstrói a minha Igreja!"

Para empreender o projecto de reconstruir a Igreja, Francisco retirou recursos do pai. Este, já enfurecido pelas atitudes de Francisco e prevendo o risco de perder o património nas mãos do filho maluco, abriu um processo perante o Bispo para deserdá-lo.

Diante das acusações do pai, na frente do Bispo, e de todos, Francisco tirou as próprias vestes, e nu, devolveu-as ao pai dizendo - "Daqui em diante tenho somente um pai, o Pai nosso do céu! "

Francisco passou a reconstruir as igrejas caídas, com o seu próprio trabalho, assentando pedras, comendo do que lhe davam na mendicância da rua, e adoptou como vestes trapos de eremita.

Depois que reconstruiu a Igreja de São Damião, restaurou também uma capela próxima dos muros de Assis e uma outra, a Igreja de Santa Maria dos Anjos. Nesta, São Francisco decidiu permanecer, montando junto dela uma cabana para dormir.

Com o tempo São Francisco compreendeu que deveria reconstruir a Igreja dos fieis e não somente as Igrejas de pedra.

Durante uma missa na leitura do Evangelho ouve e compreende que os discípulos de Jesus não devem possuir ouro, nem prata, nem duas túnicas, nem sandálias... que devem pregar a paz e a conversão.
No dia seguinte os habitantes de Assis viram-no chegar, não mais com roupas de eremita mas com uma túnica simples, uma corda amarrada à cintura e os pés descalços.
A todos que encontrava na caminho dizia. A paz esteja com convosco!

São Francisco passou a falar da vida de Evangelho nos lugares públicos de Assis. Falava e agia com tamanha fé, que o povo que antes o humilhara, agora ouvia-o com respeito e admiração.

E assim, o bom Deus, quis que São Francisco tivesse irmãos de conversão. Aos poucos as suas palavras foram tocando os corações - o primeiro foi Bernardo um nobre e rico amigo seu; depois Pedro Cattani. Estes, agindo conforme diz o evangelho, doaram tudo o que tinham aos pobres..

Quando o grupo chegou a 12 irmãos, São Francisco decidiu ir até Roma e pedir ao Papa autorização para viverem a forma mais pura do Evangelho, conforme o desejo e a escolha que fizeram.

O Papa achou que seria muito duro para eles esse modo de viver, porém deu permissão e também autorizou que eles pudessem pregar. Durante esse período de visita, o Papa teve um sinal profético e reconheceu em Francisco, o homem que em seu sonho segurava a Igreja como uma coluna.

Muitos outros Irmãos foram-se juntando ao grupo, desejando viver como Francisco.
Os frades fizeram as suas habitações em cabanas em redor da Igreja de S. Maria. Dividiam as actividades entre oração, ajuda aos pobres, cuidados aos leprosos, e pregações nas cidades, também se dedicavam às actividades missionárias, indo 2 a 2 a lugares distantes e pagãos; eram alegres, pacíficos, amigo dos pobres.

Uma grande preciosidade para São Francisco, foi a criação da Ordem dos Frades Menores que veio de uma jovem, de família nobre de Assis, chamada Clara.
Clara procurou Francisco pedindo para viver o mesmo modo de vida, segundo o Evangelho. São Francisco ponderou sobre as duras condições a que ela se estaria submetendo, mas recebeu-a com grande alegria.
Clara, depois de se alojar temporariamente num convento Beneditino, foi morar no conventinho ao lado da Igreja de São Damião, (que Francisco tinha reconstruído). Clara ajustou o modo de vida dos Frades, para mulheres e recebeu, por sua vez, muitas companheiras de conversão.

Muitos Cristãos ouvindo São Francisco, decidiram seguir o seu exemplo e ensinamento, alguns pediam conselhos, e São Francisco orientava-os conforme o estado de vida de cada um. Para uma mulher e seu marido, que o procuraram, São Francisco recomendou servir ao Senhor permanecendo em casa.


São Francisco assistiu ao crescimento da Ordem, que se espalhou por diversas partes do mundo. Embora a velhice ainda não lhe tivesse chegado, o seu corpo frágil debilitou-se, agravado por um problema na visão que o deixou quase cego.

Em certos períodos São Francisco isolava-se para orações e jejum. Numa dessas ocasiões, num monte chamado Alverne, de rochas gigantescas e escarpadas, o bom Deus quis que ele, que tanto procurou para se assemelhar a Jesus, tivesse igualmente as feridas da crucifixão. Com muita dor mas intensa alegria, por ter as marcas de Jesus no próprio corpo, São Francisco recebeu as feridas que se mantiveram vivas até o fim de sua vida, 2 anos depois.

Quando desceu do monte, ele que sempre quisera caminhar a pé, deixou-se montar num burro, tal era a sua debilidade física. Quando se aproximava das cidades, uma multidão já o aguardava - o povo, principalmente os pobres e doentes, que desejavam ir ao encontro de São Francisco.

Pouco antes de morrer, de passagem por São Damião para despedir-se de Clara e suas irmãs, o seu estado de saúde agrava-se e ele tivera de ali passar a noite, numa cabana, sob condições de intenso frio.
Pela manhã São Francisco cantava um cântico que compora em louvor a Deus, e que chamara de Irmão, o sol, as estrelas, a lua, a terra, o vento e todas as criaturas.

Numa cabana junto à Porciúncula, no anoitecer do dia 3 de Outubro de 1226, São Francisco pede aos irmãos que o dispam e o coloquem nu no chão, sobre a terra. Recitando o Salmo 142, que os irmão acompanhavam lentamente, São Francisco morreu cantando.

sábado, 3 de outubro de 2009

Praticar o Domingo- Intenção de Bento XVI para o mês de Outubro


Que o Domingo seja vivido como um dia em que os cristãos se reúnem para celebrar o Senhor ressuscitado, participando na Eucaristia.



Não desconsiderando o possível valor subjectivo das razões que levam muitos baptizados a abandonar a participação habitual na Eucaristia de domingo, importa manter o essencial: o domingo é, por excelência, o dia do cristão, porque é o dia da ressurreição do seu Senhor, Jesus Cristo; pela mesma razão, o domingo é também o dia da Igreja; e é, por excelência, o dia da Eucaristia, na qual se faz memória e se actualiza o mistério pascal de Cristo – é a Páscoa semanal dos cristãos.
Objectivamente, nenhum cristão abandona esta dimensão do domingo (celebrar o seu Senhor ressuscitado, unido à comunidade cristã, pela participação activa e comprometida na Eucaristia) sem renunciar à sua identidade e à sua fé.
Por isso, praticar o domingo foi sempre, desde os primórdios do Cristianismo, a marca distintiva dos fiéis – ao ponto de muitos terem dado a vida pelo direito a fazê-lo, celebrando a Eucaristia, pois, diziam, «sem o domingo – e a Eucaristia – não podemos viver».

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Santos Anjos da Guarda


Este dia é consagrado pela Igreja ao culto dos Santos Anjos da Guarda.

Deus, em sua misericórdia, atribuiu a cada homem um Anjo, que o acompanha em todos os passos da vida, reza por ele, protege-o contra os perigos do corpo e da alma.
Infelizmente, a maior parte dos homens não se beneficia devidamente desse celeste protector.

Rezemos a cada dia, ao nosso Anjo Guarda, a tradicional oração:



"Santo Anjo do Senhor,
meu zeloso guardador,
já que a ti me confiou a piedade divina,
sempre me rege,
guarda, governa e ilumina.
Amém".

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Santa Teresinha do Menino Jesus, Virgem e Doutora da Igreja



Santa Teresa de Lisieux, conhecida por Santa Teresinha do Menino Jesus, é uma das santas mais características pela sua espiritualidade.
O seu culto espalhou-se em pouco tempo por todos os recantos do mundo católico.

Teresinha nasceu em Alençon, norte da França, aos 2 de Janeiro de 1873. Seus pais, quando jovens, aspiravam, ambos, a se consagrarem a Deus na vida religiosa, mas por circunstâncias especiais não foram aceitos. Então a jovem Zélia Guerin, futura mãe de Teresinha, disse: "Meu Jesus, já que não sou digna de ser vossa esposa como irmã, abraçarei o estado matrimonial para cumprir vossa vontade. Peço-vos, porém, encarecidamente, conceder-me muitos filhos e que vos sejam consagrados".

Daquele santo casal nasceram nove filhos. Três faleceram em tenra idade, os demais, todas meninas, tornaram-se religiosas conforme o desejo da mãe.

Teresinha ficou órfã de mãe aos quatro anos e sentiu muito esta falta. O pai, depois da morte da esposa, mudou-se com a família para Lisieux, onde tinha um cunhado cuja esposa zelava pela educação das filhas.
Teresinha cresceu num ambiente de amor puro e de fé profundamente vivencial e, sendo a caçula do lar, era chamada pelo pai "a minha rainhazinha". As irmãs mais velhas, uma após outra, consagraram-se a Deus na vida religiosa. Teresinha alimentava uma santa inveja da opção das irmãs desejando, quanto antes, acompanhá-las na consagração a Deus.

Com a idade de 15 anos, recebeu do Papa Leão XIII a permissão de entrar no Carmelo de Lisieux. Viveu no Carmelo mais oito anos. "Que poderia ter realizado de extraordinário em tão curta existência?
Graças a sua autobiografia, com o título "História de uma alma", sabe-se que a jovem carmelita não fez nada de extraordinário, apenas cumpriu extraordinariamente bem os seus deveres de monja enclausurada.
Num momento de entusiasmo, Teresinha escreveu que, por amor ao Amor Supremo, desejava ser cavaleiro das cruzadas, padre, apóstolo, evangelista, missionário, mártir. "Compreendi, escreve, que só o amor fazia agir os membros da Igreja e que se o amor viesse a se extinguir, os apóstolos não anunciariam mais o Evangelho, os mártires recusariam derramar o seu sangue... Compreendi que o amor encerra todas as vocações e que o amor é tudo, abraça todos os tempos e todos os lugares... Numa palavra, o amor é eterno... encontrei minha vocação: o amor!"
Estas palavras poderiam parecer românticas, se não fossem corroboradas pela vida de oração, de sacrifícios, de provações, de penitências e de imolação no dia-a-dia da existência de Teresinha como Carmelita.

Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus, pela salvação das almas, e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o pai, livre igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus, e tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou a pequena via da infância espiritual.

O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária "desde a criação do mundo, até a consumação dos séculos". Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia, e como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.

Proclamada principal padroeira das missões em 1927, padroeira secundária da França em 1944, e Doutora da Igreja, que nos ensina o caminho da santidade pela humildade em 1997, na data do seu centenário. Ela mesma testemunha que a primeira palavra que leu sozinha foi: " céus "; agora a última sua entrada nesta morada, pois exclamou : " meu Deus, eu vos amo...eu vos amo ".




quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Peregrinos,

resolvi retirar deste espaço a vela “Pela Zé", que nos conduzia ao Blogue "Por uma Amiga", que fora aqui colocada com a finalidade de nos unir em oração por uma nossa irmã de fé que lutava pela vida.
Resolvi também “riscar” a etiqueta "Pela Zé" que tinha a finalidade de arquivar todas as mensagens aqui postadas e com ela relacionadas. Apenas decidi manter publicadas as mensagens por achar que as mesmas fazem prova de grandiosos momentos de união e oração aqui partilhados.

Esta decisão deve-se ao facto de ontem ter tomado conhecimento, que o estado de saúde da Zé, não correspondia à realidade, tendo sido por isso induzida em erro, o que involuntariamente levou “Caminhar do Sul” a vos enganar durante todod este tempo.


A todos os peregrinos que me acompanharam nesta corrente de oração, e que sentiram a força do silêncio e o poder desta união, aqui deixo o meu sincero pedido de perdão.

Fica-nos a esperança e o consolo de que todas as nossas orações tenham servido não só para aumentar e fortalecer a nossa fé, mas também para termos sentido mais de perto o “como é bom e agradável que os irmãos vivam unidos"

...continuemos a “Caminhar do Sul”!

MJ

Pela "Zé",

hoje e para sempre farei "silêncio"!

(...)
Como nos dizia o "P. João" em 22 de Setembro de 2009: "O silêncio está cantando uma canção de amor e paz; O silêncio está rezando uma oração por seu irmão."
(...)
Jesus disse: "Se perdoares aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celestial vos perdoará a vós" (Mt. 6,14)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Adoração ao Santíssimo Sacramento



Fiel por "Amor"




Sé de Beja - Setembro de 2009

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Rumo à Antárctica

Desafio:
A Quark Expeditions, uma empresa de expedições polares está à procura de um blogger oficial para se juntar a uma das suas expedições à Antárctica. Até dia 30 de Setembro, no site da Quark, o blogger inscrito com o maior número de votos será seleccionado como vencedor, ganhará uma viagem à Antárctica, e será responsável por fazer toda a reportagem da expedição durante os seus 15 dias!

Para responder a este desafio, o Luís Monteiro de 28 anos de idade, residente em Vila Real, fez um pequeno post onde explica o porquê desta sua paixão, e agora só precisa do nosso voto!

As perguntas da Quark a Luis Monteiro:
Quark: Tens uma paixão assolapada pelas regiões polares?
Luís: TENHO!!
Quark: És responsável perante o ambiente?
Luís: SOU
Quark: Tens uma vontade tremenda de fotografar pinguins?
Luís: TENHO!



Até ao dia 30 de Setembro, vamos votar no Luis Monteiro,
vamos ajudá-lo a conseguir ganhar este desafio!


Para votar:

1. Clicar no seguinte link VOTA (Luís Monteiro)
2. No site clicar em "Vote for me"
3. Efectuar o registo (nome, email, uma password à escolha)
4. Verificar o vosso email e confirmar o email de registo (ESSENCIAL!!!)
5. Ir de novo ao site, efectuar
login com o mail e a password escolhidas e Votar Luís Monteiro (sort by popularity para me encontrarem)!!
6. Vai aparecer uma confirmação a dizer, "your vote has been counted"





domingo, 27 de setembro de 2009

S. Vicente de Paulo, presbítero



Foi nas Landes, em Pouy, nos arredores de Dax, que nasceu em 1581 o jovem Vicente de Paulo, terceiro dos seis filhos de modestos lavradores. Dos longos dias passados no meio da natureza, na guarda de rebanhos, lhe veio o gosto da solidão e do recolhimento.

As instâncias do pároco e do juiz, impressionados com a viva inteligência de Vicente, mandou-o seu pai para o colégio em Dax, onde fez rápidos estudos e se definiu a sua vocação.

Ordenado em 1600, com vinte anos incompletos, torna-se sucessivamente capelão de Margarida de Valois, pároco de Clichy, que transforma em paróquia modelo e preceptor na família de Filipe Manuel Gondi, general das galés, à qual acompanha nas suas deslocações; verifica então o que é a miséria dos lavradores e a insuficiência do clero rural e daí lhe nasce o sentimento da necessidade de evangelizar os meios rurais.

É nomeado pároco de Chatillon-les-Dombes, aldeia moralmente abandonada, numa igreja deserta, com uma população miserável, sob a influência protestante. Em pouco tempo tudo está transformado, moral e materialmente, prestando-se a população a auxiliá-lo. Funda então a primeira «Confraria de Caridade» destinada a «ajudar o corpo e a alma a bem morrer ou a bem viver».

De novo em casa dos Gondi, que o reclamam, põe em pé a Congregação da Missão, destinada a evangelizar aldeias, a qual em poucos anos cobre grande parte do solo da França. A completar a acção das Missões, desenvolve as Confrarias de Caridade, para o que chama o concurso de Luísa de Marillac, que com ele colaborará até à morte e recruta as Damas da Caridade.

Entretanto, como capelão das Galés, Vicente de Paulo toma contacto com as prisões, verdadeira imagem do inferno e consegue melhorar a sorte dos desgraçados presos, transferindo-os para lugar habitável, organizando visitas e socorros, tanto materiais como morais.

Para assegurar permanência nos socorros aos deserdados, institui as «Filhas da Caridade», origem das «Irmãs de S. Vicente de Paulo».

Ao mesmo tempo dedica os seus esforços à espiritualização do clero: daí nasceram, em diversos seminários, os «exercícios dos ordinandos», e também as «Conferências das Terças-feiras», destinadas aos futuros Bispos, frequentadas, entre outros, por Bossuet, que a Vicente de Paulo aplicava o dito do Apóstolo: «Se alguém fala, que as suas palavras sejam as palavras de Deus».

Junto de Luís XIII, de Ana de Áustria, de Richelieu e de Mazarino, desenvolve notável acção na escolha de superiores eclesiásticos e a sua actividade torna-se prodigiosa para acudir a todos os males: cria o orfanato, instrução, aprendizagem e colocação de crianças expostas; organiza um vasto socorro às províncias devastadas pela guerra, vencendo a fome, as epidemias e levantando ruínas.

Inteligência fulgurante, que lhe apresenta a raiz do mal a combater, vontade firme e privilegiado espírito de organização; tudo isto ao serviço dum coração a transbordar de amor fraterno, constitui o mais admirável exemplo terreno da «Caridade nas Obras».

Falecido em 1660, foi canonizado em 16 de Junho de 1737, vindo a ser proclamado por Leão XIII patrono das obras de caridade.

Caminhar do Sul no Mundo