terça-feira, 20 de outubro de 2009

Adoração ao Santíssimo Sacramento


O que fazes do teu tempo?
Fala de Jesus!
Não te cales!





Igreja de Santa Maria, Beja - Outubro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Terço Missionário






O terço Missionário, tal como é, foi fruto da inspiração do Bispo Fulton Sheen, durante a época em que era Director Nacional das Pontifícias Obras Missionárias, nos Estados Unidos.

Nesse tempo teve a ideia de associar as 5 dezenas do terço tradicional aos 5 continentes através de cores, escolhendo então uma cor diferente para cada continente.

A originalidade do Terço Missionário está no encontro de todos os povos, raças e culturas através da oração:


Na cor Verde, reza-se pela África, cor que recorda as suas imensas florestas verdes, os seus conflitos, violências e sofrimentos.

Na cor Vermelha, reza-se pela América, cor ligada ao tom da pele dos seus primeiros habitantes, os índios ou "peles vermelhas”, e pela cor da terra vermelha devido ao sangue derramado por estes povos na época das conquistas, pelos mártires de ontem e de hoje.

Na cor Branco, reza-se pela Europa, cor ligada às raças brancas, e ao Papa, Mensageiro da Paz e grande missionário do mundo.

Na cor Azul, reza-se pela Oceânia, cor que lembra a sua formação e as inúmeras ilhas espalhadas e cercadas pelas águas azuis do Oceano Pacífico.

Na cor Amarela, reza-se pela Ásia, lembrando as raças amarelas, terra do sol nascente, berço das antigas civilizações, culturas e religiões.



Antes de começar a rezar o terço, faz-se um OFERECIMENTO. Em cada mistério, rezamos pelas pessoas e missionários que vivem no continente que cada cor representa. Desta forma, ao rezar cada dezena, pede-se por todos os povos que vivem naquela região
Depois dos cinco mistérios, fazemos um AGRADECIMENTO a Jesus e a Maria por ouvir os nossos pedidos e por realizá-los.
As três Ave-Marias finais podem ser oferecidas pelos missionários espalhados pelo mundo.


As cinco cores do terço missionário simbolizam os cinco continentes onde os missionários estão anunciando a Boa Nova da salvação.

Rezar o terço missionário é dar à oração um sentido católico, pois rezamos por todas as pessoas, sem distinção.


domingo, 18 de outubro de 2009

sábado, 17 de outubro de 2009

Santo Inácio de Antioquia



Inácio(67-110 D.C) foi bispo da cidade de Antioquia e discípulo do apostolo São João.Também conheceu São Paulo e foi sucessor do apostolo São Pedro na Igreja em Antioquia fundada pelo próprio São Pedro.

Santo Inácio de Antioquia sempre trabalhou para a unificação da Igreja enfrentando heresias como o docetismo,que negava que Jesus era Deus e homem. Além disso,Inácio de Antioquia foi um defensor do Dogma da Imaculada Conceição, como veremos neste trecho de uma das cartas escritas por ele:

"E permaneceram ocultos ao príncipe desse mundo(o diabo) a virgindade de Maria e seu parto,bem como a morte do Senhor: três mistérios de clamor, realizados no silêncio de Deus".
Santo Inácio de Antioquia (carta aos efésios pg 644)

Os discípulos de Jesus Cristo antes eram chamados de Seguidores da Luz, e logo Nazarenos, mas foi em Antioquia que a denominação de Cristão surgiu, isso na época de Inácio.

Santo Inácio de Antioquia foi preso e condenado à morte no Coliseu em Roma, por ordem do imperador Trajano. Inácio foi devorado por leões e daí surgiu a sua frase mais heroíca: "Eu sou o trigo de Cristo moído na boca das feras".


Santo Inácio de Antioquia, rogai por nós !

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Recordar novamente: "OS DEZ MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS"




Primeiro Mandamento - AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS:

Por este mandamento ficamos obrigados a guardar a fé, defendê-la e testemunhá-la por palavras e obras. Devemos prestar culto a Deus, colocando todas as coisas sagradas acima de todas as outras afastando-nos de toda idolatria, superstição, falsas crenças e tudo o que mais nos afasta de Deus. Devemos procurar o Reino de Deus em primeiro lugar na Fé, na Esperança e na Caridade, tomando o cuidado de nunca colocar Deus em segundo plano nas nossas acções.


Segundo Mandamento - NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO:

Por este mandamento estamos obrigados a tratar com respeito o Santo Nome de Deus, evitar tratá-lo com desrespeito ou brincadeiras, não fazer falsos juramentos, não blasfemar e nunca amaldiçoar o próximo ou nenhuma das criaturas de Deus. Se levarmos em conta que Deus ama tudo compreenderemos que é uma desonra para Ele, amaldiçoar qualquer uma das suas criaturas, mesmo que não sejam seres humanos.


Terceiro Mandamento - GUARDAR DOMINGOS E FESTAS:

Por este mandamento ficamos obrigados a participar das missas dominicais e nas dos dias santos de guarda durante o ano, mesmo que estes caiam em dias de semana como o Natal, Solenidade de Maria, Mãe de Deus (1º de Janeiro), Corpus Christi e Imaculada Conceição (8 de Dezembro).
Santificar o dia do Senhor inclui o repouso semanal devendo trabalhar apenas aquelas pessoas cujos serviços são essenciais. No dia do Senhor o cristão deve-se abster de trabalhos desnecessários.
Só se pode perder uma missa por um motivo muito grave como estar doente, estar a sozinho a cuidar de um doente, estar muito longe da Igreja mais próxima e não haver meios de locomoção.
No Antigo Testamento os judeus guardam o sábado como o dia do Senhor. Com o Cristianismo, a Igreja adoptou o domingo, primeiro dia da semana e dia que marca a ressurreição de Jesus.


Quarto Mandamento - HONRAR PAI E MÃE:

Por este mandamento ficamos obrigados a uma longa lista de deveres para com os nossos pais, amando-os, respeitando-lhes e dando-lhes a assistência devida quando estiverem já idosos não os abandonando.
Se já tiverem falecido é dever recordá-los nas nossas orações e nas missas, oferecendo sempre que possível uma missa pelo descanso das suas almas.
A obediência aos superiores e autoridades faz parte deste mandamento uma vez que a pátria é uma família em maior escala e toda a autoridade procede da autoridade divina (Jo 19,11).


Quinto Mandamento - NÃO MATAR:

A vida é um dom de Deus. Por isso é grave o pecado do homicídio e do suicídio.

Há ainda os casos em que se peca contra este mandamento sem que se mate alguém. Por exemplo o caso de alguém bêbado que dirige um carro colocando em risco a vida dos outros e a sua própria.
Também atitudes de caluniar ou difamar os outros atentam contra este mandamento pois não se mata uma pessoa com armas mas com atitudes.
Não se deve, também participar ou torcer por desportos violentos onde a vida dos participantes é posta em risco.


Sexto Mandamento - NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE:

Este mandamento nos manda guardar a pureza do corpo e alma. A Castidade é a virtude que regula o uso do sexo dentro do Matrimónio, dentro dos fins estabelecidos por Deus que é a procriação e perpetuação da espécie humana fora dele, por isso é antinatural a relação fora do matrimónio, porque estão desviadas de seus objectivos.


Sétimo Mandamento - NÃO FURTAR:

Este mandamento exige que pratiquemos a virtude da justiça que obriga a dar a cada um o que lhe é devido. Assim podemos enumerar uma serie de pecados contra este mandamento como o roubo, a fraude, aceitar ou comprar bens roubados, pedir emprestado e não devolver, não cumprir contratos, enganar preços, pesos, e medidas, aceitar subornos e praticar extorsões. Este mandamento obriga-nos à restituição do bem roubado ou fraudado. Não basta penitenciar-se, mas é preciso, de alguma forma, restituir ao dono aquilo que foi roubado.


Oitavo Mandamento - NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO:

Este mandamento proíbe explicitamente o pecado da calúnia que prejudica a reputação do próximo mentindo sobre ele. Também a difamação. Além da calunia e da difamação há outros pecados como por exemplo, escutar com agrado alguém a caluniar ou a difamar uma pessoa, fazer intrigas, revelar segredos que nos foram confiados, ouvir conversas atrás das portas, ouvir conversas dos outros ao telefone ou noutro lugar, etc.


Nono Mandamento- NÃO DESEJAR A MULHER DO PROXIMO:

Neste Mandamento Deus revela-nos a importância de preservar a indissolubilidade do matrimónio.
Quando um dos cônjuges sente o desejo de dividir com uma terceira pessoa o amor que o une ao outro cônjuge e que exige total exclusividade, inicia-se a desestruturação da família.

O amor de Deus liberta-nos das tentações, fortalecendo-nos, para que vivamos uma vida de castidade e fidelidade. “Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além de vossas forças, mas com a tentação ele vos dará meios de suportá-la e sairdes dela” (1Cor 10, 13).


Décimo Mandamento - NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS:

O não cumprimento deste mandamento tem as suas raízes na ambição da riqueza e do poder, originando sentimentos mesquinhos como o da inveja e do egoísmo, que prejudicam não só o outro como a própria pessoa e são totalmente contrários aos ensinamentos de Deus. “A raiz de todos os males é a cobiça do dinheiro. Por se terem deixado levar por ela, muitos se extraviam da fé e se atormentam a si mesmos com muitos sofrimentos” (1Tm 6, 10).

Texto retirado da blogosfera



Estes dez mandamentos resumem-se em dois que são:

Amar a Deus sobre todas as coisas
E ao próximo como a nós mesmos.


«Mestre, que devo fazer de bom para alcançar a vida eterna?» (Mt 19,16)

Ao jovem que lhe faz esta pergunta, Jesus responde:


«Se queres entrar na vida, observa os mandamentos»,

e acrescenta:

«Vem e segue-me» (Mt 19,16-21).

Seguir Jesus implica observar os mandamentos. A Lei não é abolida, mas o homem é convidado a encontrá-la na pessoa do divino Mestre, que em si mesmo a cumpre perfeitamente, lhe revela o pleno significado e atesta a sua perenidade.


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Santa Teresa de Ávila (Santa Teresa de Jesus)



Teresa Sanchez Cepeda Davila y Ahumada nasceu em Ávila, Castela, em 28 de Março de 1515.

Era a terceira filha do casal Alonso Sanchez Cepeda e Beatriz Davila y Ahumada, que faleceu quando Teresa tinha catorze anos. Depois de sua morte e do casamento de sua irmã mais velha, Teresa foi enviada para estudar com as freiras agostinianas de Ávila, mas saiu após dezoito meses por ter adoecido.

Durante alguns anos, permaneceu em companhia do seu pai e de outros parentes, principalmente de um tio que lhe apresentou as Cartas de São Jerónimo, que fizeram com que ela decidisse adoptar a vida religiosa, não por ser atraída por ela, mas por um desejo de escolher um caminho seguro. Seu pai não lhe deu autorização e por isso ela fugiu de casa em Novembro de 1535, para entrar no Convento Carmelita da Encarnação de Ávila, que então tinha 140 freiras.

No ano seguinte a quando da sua profissão de fé, ficou gravemente doente. Teresa passou por tratamentos muito precários e teve uma recuperação parcial graças à intercessão de São José, mas a sua saúde desde então ficou abalada.
Durante esses anos de sofrimento ela começou a prática da oração mental, mas, temendo que suas conversas interiores não agradassem a Deus, parou até entrar em contacto com Dominicanos e Jesuítas.

Neste período, Deus começou a visitá-la em visões, manifestações nas quais os sentidos exteriores não são afectados, pois as coisas vistas e ouvidas são impressas directamente na mente. Nessas conversas, Ele deu a Teresa força, reprimiu-a por sua falta de fé e a consolou nas tribulações.
Incapaz de conciliar essas graças com as suas imperfeições, que ela encarava como faltas graves, recorreu não apenas aos melhores confessores da época como a leigos que, sem entender que ela exagerava no peso de seus pecados, acreditavam que essas manifestações eram trabalho do demónio. Quanto mais empenho ela demonstrava em resistir aos pecados, mais fortemente Deus trabalhava em sua alma.
Toda a cidade de Ávila tomou conhecimentos das visões da freira. São Francisco Bórgia e São Pedro de Alcântara, e posteriormente Dominicanos (particularmente Pedro Abañez e Domingo Bañez), Jesuítas e outros padres foram capazes de discernir o trabalho de Deus e guiaram-na num caminho seguro.

Seus escritos espirituais contidos em "Livro da Vida", "Relações" e "Castelo Interior" formam umas das mais extraordinárias biografias espirituais, comparáveis apenas às "Confissões" de Santo Agostinho.
Nesta época aconteceram manifestações extraordinárias como a transverberação de seu coração e o casamento místico. Uma visão do lugar destinado a ela no inferno fez com que ela procurasse uma vida ainda mais perfeita.

Depois de muitas dificuldades e oposições, em 24 de Agosto de 1562, funda o convento das Carmelitas Descalças da Regra Primitiva de São José em Ávila e, seis meses mais tarde, consegue permissão para se mudar para lá.
Quatro anos depois, recebe a visita do General das Carmelitas, João Baptista Rubeo, que não apenas aprovou o convento como ainda garantiu a fundação de outros conventos de frades e de freiras. Rapidamente instalou as suas freiras em Medina del Campo (1567), Malagon e Valladolid (1568), Toledo e Pastrana (1569), Salamanca (1570), Alba de Tormes (1571), Segovia (1574), Veas e Sevilha (1575), e Caravaca (1576).

No "Livro das Fundações" conta a história desses conventos, quase todos criados apesar da violenta oposição. Em toda a parte Tersa encontrava almas generosas para abraçar as austeridades da regra primitiva do Carmelo. Com a ajuda de António de Heredia, prior de Medina, e São João da Cruz, fez a sua reforma entre os frades em 28 de Novembro de 1568, iniciando pelos conventos de Duruelo (1568), Pastrana (1569), Mancera, e Alcalá de Henares (1570).

Uma nova época começou com a entrada na religião de Jerónimo Graciano, que recebeu do núncio a autorização de visitante Apostólico das freiras e frades Carmelitas da antiga observância na Andaluzia e se considerava em posição de anular as várias restrições.
Com o falecimento do núncio e a chegada de seu sucessor uma tempestade se abateu sobre Santa Teresa e o seu trabalho, durando quatro anos e ameaçando aniquilar a reforma. Os incidentes desta perseguição são explicitados nas suas cartas.
As dificuldades finalmente passaram e a província das Carmelitas Descalças, com o apoio de Felipe II, foi aprovada e canonicamente estabelecida em 22 de Junho de 1580.

Santa Teresa, idosa e doente, fez mais fundações em Villanueva de la Jara e Palencia (1580), Soria (1581), Granada (com sua assistente a Venerável Ana de Jesus) e em Burgos (1582). Saiu de Burgos no final de Julho e, parando em Valência, Valladolid, e Medina del Campo, chegou em Alba de Torres em Setembro, sofrendo intensamente.
Ficou acamada e faleceu em 4 de Outubro de 1542 (por causa das reformas no calendário, considera-se a data de sua morte 15 de Outubro).

Depois de muitos anos o seu corpo foi transladado para Ávila, e posteriormente reconduzido para Alba, onde se preserva incorrupto. Também o seu coração, com as marcas da Transverberação, está exposto para adoração dos fiéis.

Teresa foi beatificada em 1614 pelo Papa Paulo V e canonizada em 1622 por Gregório XV, com comemoração em 15 de Outubro.
Em 27 de Setembro de 1970, foi proclamada Doutora da Igreja pelo Papa João Paulo II.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Adorações ao Santíssimo Sacramento - Calendário 2009/2010


A FISFA - Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis, já tornou público o calendário das Adorações ao Santíssimo Sacramento para o próximo ano pastoral. Todas as Adorações têm inicio pelas 21h00, nas seguintes datas e locais:


Dia 17 de Outubro de 2009 - Igreja da Santa Maria (Beja)
Dia 14 de Novembro de 2009 - Igreja do Alvito (Alvito)
Dia 12 de Dezembro de 2009 - Igreja da Santa Maria (Beja)

Dia 16 de Janeiro de 2010 - Igreja de Santa Maria (Beja)
Dia 13 de Fevereiro de 2010 - Vila de Selmes (Selmes)
Dia 13 de Março de 2010 - Igreja da Santa Maria (Beja)

Dia 08 de Maio de 2010 - Igreja de S. João Baptista (Coruche - Peregrinos a pé)
Dia 19 de Junho de 2010 - Igreja de Vila de Frades (Vidigueira)

Dia 9 de Outubro de 2010 - Igreja de Santa Maria(Beja)

Nota: Durante os próximos meses as Adorações em Beja passam a realizar-se na Igreja de Santa Maria e não na Sé, por esta se encontrar em obras de restauro.


Marcamos encontro no próximo Sábado, dia 17 de Outubro, pelas 21h00m, na Igreja de Santa Maria em Beja.



Jesus, por nosso Amor, estais aqui.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Milagre do Sol



Cova da Iria, 13 de Outubro de 1917





segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil



Nossa Senhora Aparecida ou Nossa Senhora da Conceição Aparecida, é a Virgem Padroeira do Brasil.
O seu santuário localiza-se em Aparecida, no estado de São Paulo, e a sua festa é comemorada, anualmente, a 12 de Outubro.

A sua história tem o seu início em meados de 1717, quando chegou a Guaratinguetá a notícia de que o conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, iria passar pela povoação a caminho de Vila Rica (actual cidade de Ouro Preto), em Minas Gerais.

Desejosos de obsequiá-lo com o melhor pescado que obtivessem, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves lançaram as suas redes no rio Paraíba do Sul. Depois de muitas tentativas infrutíferas, descendo o curso do rio chegaram a Porto Itaguaçu, a 12 de Outubro. Já sem esperança, João Alves lançou a sua rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Em nova tentativa apanhou a cabeça da imagem. Envolveram o achado em um lenço e, animados pelo acontecido, lançaram novamente as redes com tanto êxito que obtiveram copiosa pesca.

Durante quinze anos a imagem permaneceu na residência de Felipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar.
A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da imagem.
A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório, que logo se mostrou pequeno.
Por volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de Julho de 1745. Diante do aumento no número de fiéis, em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior - a actual Basílica Velha.

Em 6 de Novembro de 1888, a Princesa Isabel visitou pela segunda vez à basílica e ofertou à santa uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com um manto azul.
No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da imagem para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.

A 8 de Setembro de 1904, a imagem foi coroada, solenemente, por D. José Camargo Barros, com a presença do Núncio Apostólico, muitos bispos, o Presidente da República e numeroso povo.
Depois da coroação o Santo Padre concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: Ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, e indulgências para os romeiros que vêm em peregrinação ao Santuário.

No dia 29 de Abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, sagrada a 5 de Setembro de 1909 e recebendo os ossos de São Vicente Mártir, trazidos de Roma com permissão do Papa.
Quase vinte anos depois, a 17 de Dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município. E, em 1929, Nossa Senhora foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Oficial, por determinação do Papa Pio XI.

Em 1967, ao completar-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário a “Rosa de Ouro”, reconhecendo a importância da santa devoção.

Em 4 de Julho de 1980 o Papa João Paulo II, em sua histórica visita ao Brasil, consagrou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida em solene missa celebrada, revigorando a devoção à Santa Maria, Mãe de Deus.

No mês de Maio de 2004 o Papa João Paulo II concedeu indulgências aos devotos de Nossa Senhora Aparecida, por ocasião das comemorações do centenário da coroação da imagem e proclamação de Nossa Senhora como Padroeira do Brasil.

"O 13.º Dia", o filme





O milagre do sol e as aparições de Fátima em 1917 são recriados com efeitos especiais digitais no filme britânico "O 13º Dia", que estreia a 13 de Outubro, em Portugal e nos Estados Unidos.

O filme de produção independente é baseado na história das aparições de Nossa Senhora em Fátima, com especial destaque para o dia 13 de Outubro de 1917.

De acordo com os directores Ian e Dominic Higgins, a recriação destes dois episódios foi o maior desafio da produção.

O filme teve como ponto partida as memórias de Irmã Lúcia e de testemunhas. "O 13º Dia" apresenta a história dos três pastorinhos (Lúcia, Jacinta e Francisco) de Fátima, que presenciaram seis aparições da Virgem Maria no céu, entre maio e outubro de 1917.
No dia 13 de Outubro de 1917, milhares de pessoas se deslocaram à Cova da Iria, em Fátima, para assistir à aparição de Maria anunciada pelos pastorinhos e muitos garantiram ter visto o sol se mexer.

Outro desafio foi criar a imagem da Nossa Senhora, que muitos cineastas optaram por não representar ou cobrir o rosto com uma luz. "Nós queríamos mostrar Maria porque Lúcia a descreve e pensamos que isso seria um desafio", acrescentou Ian Higgins.

O filme usa predominantemente imagens em preto e branco e o colorido é usado apenas durante as cenas das aparições e do episódio do sol. "Pensamos que tínhamos de filmar em preto e branco e tratar a cor como um dom quase precioso", justificou o diretor Dominic.

Após a pré-estreia em que assistiram os responsáveis do Santuário, a instituição reconhece neste filme “um grande valor”. "É um filme intenso e de sensibilidade apurada. Revela pesquisa, dedicação e está bem construído", declararam.

Apesar de ser uma ficção encomendada pelo produtor executivo Leo Hughes, um fervoroso católico, Ian Higgins também ressalta que mesmo os não católicos vão apreciar a obra: "Mesmo quem não seja religioso poderá retirar algo, porque a mensagem é universal", garante Ian, que confessou estar ansioso por assistir à reação do público português.

Produzido pela “13th Day Films Ltd”, "O 13º Dia" foi filmado em Portugal e na Inglaterra e produzido por Natasha Howes. O elenco é britânico e os três pastorinhos são representados por crianças portuguesas.

O lançamento do trabalho que se prolongou por cinco anos será no anfiteatro do Centro Pastoral Paulo VI, amanhã dia 13, pelas 21h00m, com entrada gratuita.

Caminhar do Sul no Mundo