quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Dia de S. Martinho, dia de castanhas e de vinho...





Hoje celebra-se o dia de S. Martinho.

«São Martinho é o primeiro dos Santos não Mártires, o primeiro Confessor, que subiu aos altares do Ocidente (...) A sua festa era de guarda e favorecida frequentemente pelos dias de “verão de S. Martinho”, rivalizando, na exuberância da alegria popular, com a festa de S. João

Com efeito, S. Martinho foi, durante toda a Idade Média e até uma época recente, o santo mais popular de França. O seu túmulo, abrigado desde o séc. V por uma Basílica(sucessivamente destruída e reconstruída) em Tours, era o maior centro de peregrinação de toda a Europa Ocidental.
A sua generosidade e humildade, aliadas a uma enorme fama de milagreiro fizeram dele um dos santos mais queridos da população. E ainda hoje o seu espírito de partilha é fonte de inspiração.

São Martinho é santo patrono dos alfaiates, dos cavaleiros, dos pedintes, dos restauradores (hoteis, pensões, restaurantes), dos produtores de vinho. O facto do seu dia coincidir com a época do ano em que se celebra o culto dos antepassados e com a altura do calendário rural em que terminam os trabalhos agrícolas e se começa a usufruir das colheitas (do vinho, dos frutos, dos animais) leva a que a festa deste Santo tenha toda uma componente de exuberância que actualmente tende a prevalecer.


São muitos os provérbios populares, associados ao dia de São Martinho: "No dia de S. Martinho vai-se à adega e prova-se o vinho."; "Pelo S. Martinho, semeia o teu cebolinho."; "Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho."; "Pelo S. Martinho, prova o teu vinho, ao cabo de um ano já não te faz dano."; "Pelo S. Martinho, mata o teu porco e bebe o teu vinho."; "Se queres pasmar o teu vizinho, lavra, sacha e esterca p´lo S. Martinho."; "Pelo S. Martinho, semeia favas e linho."; "O Verão de S. Martinho é bom mas é curtinho."; "No S. Martinho bebe o vinho e deixa a água para o moinho."

O S. Martinho é uma ocasião de celebração, de partilha, de convívio. Assim antes do fim do dia prepare o seu magusto. Arranje umas castanhas, água-pé ou Jeropiga, e vá para casa, convide os seus familiares e amigos... e se não souber o que fazer com as castanhas siga a seguinte receita:



Castanhas Assadas

Castanhas
Sal grosso (q.b.)
Água (q.b.)

Prepare as castanhas dando-lhes um golpe com uma faca, a fim de não rebentarem.
Deixe as castanhas cerca de uma hora dentro de água para que a casca fique mais estaladiça e saia com mais facilidade.
Polvilhe as castanhas com sal e coloque-as num tabuleiro de ir ao forno ou num assador de barro furado. Coloque o tabuleiro no forno ou o assador de barro na lareira, sobre as brasas, tendo o cuidado, quer num caso quer noutro, de as mexer de vez em quando.
Quando estiverem assadas, coloque as castanhas num recipiente de barro e sirva, a fim de que cada pessoa descasque a sua parte.
Acompanhe com jeropiga ou água-pé.

Nota: As castanhas podem também ser cozidas. Para tanto basta golpeá-las, colocá-las num tacho e, quando a água estiver a ferver, temperá-las com sal e erva-doce. Depois de cozidas, podem ser consumidas simples, com manteiga.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Praticar Caridade



A SOCIEDADE DE SÃO VICENTE DE PAULO (SSVP) é uma organização católica, de âmbito internacional composta exclusivamente por leigos, fundada em Paris no dia 23 de abril de 1833.

Os seus membros são chamados confrades e consorcias, ou simplesmente "vicentinos". A finalidade principal da SSVP é a santificação dos seus membros, pelo exercício da caridade para com seu irmão mais carente.
Semanalmente, os vicentinos reúnem-se nas chamadas Conferências. Nestas reuniões meditam o Evangelho, debatem e propõem solução para os problemas das famílias assistidas.

O trabalho de campo mais importante dos vicentinos é a visita domiciliar, feita durante a semana. Nenhum confrade ou consorcia, nem mesmo o seu mais alto dirigente, está isento desta missão, que se recomenda seja feita por, no mínimo, dois membros da Conferência juntos.
Nas suas visita, o vicentino deve ver Jesus Cristo presente no pobre, fazer-se pobre como o pobre, ouvir as suas queixas e descobrir as suas esperanças, rezando e meditando com ele o Evangelho.

Esta é em síntese, a Sociedade de São Vicente de Paulo, obra iniciada por António Frederico Ozanam, que em 22 de agosto de 1997, foi beatificado, em Paris, em Celebração Eucarística presidida pelo Papa João Paulo II.


"Voltemos nossa mente e nosso coração para São Vicente de Paulo, homem de acção e oração, de organização e de imaginação, de comando e de humildade, homem de ontem e de hoje.
Que aquele camponês das Landes, convertido pela graça de Deus em génio da caridade, nos ajude a todos a pôr mais uma vez as mãos no arado - sem olhar para trás - para o único trabalho que importa, o anúncio da Boa Nova aos pobres..." (João Paulo II)


As conferências reúnem-se nas sedes dos vicentinos, em casas particulares, nas igrejas, nos salões paroquiais ou em qualquer outro local, onde é possível agregar pessoas com a vocação evangélica de praticar a caridade.

Há sempre uma conferência perto de si!
Junte-se a esta família, seja “vicentino”. Não se esqueça que “a caridade é parte da identidade cristã, e portanto, nenhum católico pode eximir-se deste serviço”.

domingo, 8 de novembro de 2009

XXXII Domingo do Tempo Comum

LEITURA I 1 Reis 17, 10-16
«Do seu punhado de farinha, a viúva fez um pãozinho
e trouxe-o a Elias»

Frequentes vezes, a palavra de Deus apresenta o contraste entre a opulência e a pobreza, entre a ostentação e a simplicidade, para nos fazer compreender que os humildes e os simples, que a Sagrada Escritura chama “os pobres”, têm o primeiro lugar aos olhos de Deus. Nesta leitura, vemos como foi uma pobre viúva que soube acolher o profeta de Deus, e como por isso foi recompensada com dons abundantes. Ensinamento semelhante ao que ouviremos no Evangelho.

Leitura do Primeiro Livro dos Reis
Naqueles dias, o profeta Elias pôs-se a caminho e foi a Sarepta. Ao chegar às portas da cidade, encontrou uma viúva a apanhar lenha. Chamou-a e disse-lhe: «Por favor, traz-me uma bilha de água para eu beber». Quando ela ia a buscar a água, Elias chamou-a e disse: «Por favor, traz-me também um pedaço de pão». Mas ela respondeu: «Tão certo como estar vivo o Senhor, teu Deus, eu não tenho pão cozido, mas somente um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite na almotolia. Vim apanhar dois cavacos de lenha, a fim de preparar esse resto para mim e meu filho. Depois comeremos e esperaremos a morte». Elias disse-lhe: «Não temas; volta e faz como disseste. Mas primeiro coze um pãozinho e traz-mo aqui. Depois prepararás o resto para ti e teu filho. Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘Não se esgotará a panela da farinha, nem se esvaziará a almotolia do azeite, até ao dia em que o Senhor mandar chuva sobre a face da terra’». A mulher foi e fez como Elias lhe mandara; e comeram ele, ela e seu filho. Desde aquele dia, nem a panela da farinha se esgotou, nem se esvaziou a almotolia do azeite, como o Senhor prometera pela boca de Elias.
Palavra do Senhor.



LEITURA II Hebr 9, 24-28
«Cristo ofereceu-Se uma só vez
para tomar sobre Si os pecados de muitos»

O sacrifício de Cristo, oferecido por Ele sobre a Cruz, é o momento culminante de toda a vida de Jesus e até da história de toda a humanidade. Oferecendo-Se em sacrifício ao Pai, Ele abriu o caminho para junto de Deus, primeiro para Ele mesmo, como homem que também era, e, em Si e consigo, para todos os que a Ele se entregam e Lhe obedecem, como Ele obedeceu ao Pai. Em Cristo todos podem encontrar o caminho e a porta para Deus.

Leitura da Epístola aos Hebreus
Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, para Se apresentar agora na presença de Deus em nosso favor. E não entrou para Se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote que entra cada ano no Santuário, com sangue alheio; nesse caso, Cristo deveria ter padecido muitas vezes, desde o princípio do mundo. Mas Ele manifestou-Se uma só vez, na plenitude dos tempos, para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo. E, como está determinado que os homens morram uma só vez e a seguir haja o julgamento, assim também Cristo, depois de Se ter oferecido uma só vez para tomar sobre Si os pecados da multidão, aparecerá segunda vez, sem a aparência do pecado, para dar a salvação àqueles que O esperam.
Palavra do Senhor.


EVANGELHO – Mc 12, 38-44
«Esta pobre viúva deu mais do que todos os outros»

Como a viúva de que falava a primeira leitura também esta outra viúva a que se refere agora o Evangelho amou mais a palavra de Deus do que os seus poucos bens, que eram, na verdade os únicos e bem pequenos. Mas, por isso mesmo, a sua acção foi de maior alcance e mais meritória do que as grandes dádivas dos que muito possuíam. Gesto bem pequeno, portador de uma grande lição, porque inspirado por um grande amor.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, Jesus ensinava a multidão, dizendo: «Acautelai-vos dos escribas, que gostam de exibir longas vestes, de receber cumprimentos nas praças, de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. Devoram as casas das viúvas, com pretexto de fazerem longas rezas. Estes receberão uma sentença mais severa». Jesus sentou-Se em frente da arca do tesouro a observar como a multidão deitava o dinheiro na caixa. Muitos ricos deitavam quantias avultadas. Veio uma pobre viúva e deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante. Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros. Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver».
Palavra da salvação.




sábado, 7 de novembro de 2009

O número 7



O número 7 é o mais presente em toda a filosofia e literatura sagrada desde os tempos imemoriais até aos nossos dias.
O 7 é considerado um número sagrado, perfeito e poderoso.


A soma de 3 + 4 = 7 está presente em várias religiões.

O 3 é representado por um triângulo (a Santíssima Trindade).

O 4 é representado por um quadrado (a representação dos elementos do mundo físico: terra, água, ar e fogo). É a Matéria.

O 7 é o Espírito na Terra, sustentado pelos quatro Elementos, ou a Matéria. É o espírito encarnado.

O 7 é um número místico por excelência, indica o processo de passagem do conhecido para o desconhecido; ele detém uma clara relevância, não apenas entre os ocultistas, mas também em todas as religiões, das mais antigas às mais modernas.


VEJAMOS ALGUMAS CURIOSIDADES RELACIONADOS AO NÚMERO 7:

7 foram os dias para a criação do Mundo, segundo a Bíblia: A criação do mundo 6+1= 7

7 são os braços do candelabro Judeu: indicando os 7 dias da criação.

7 vacas gordas, 7 vacas magras, 7 espigas cheias, 7 espigas vazias, existiam no sonho do Faraó Egípcio. José decifrou o sonho como = 7 anos de fartura e 7 anos de seca.

7 foram as pragas do Egipto: Gafanhotos, Água que se tornou em Sangue, Rãs, Piolhos, Peste, Chuva de Granizo e Trevas.

7 são os Arcanjos: Miguel, Jofiel, Samuel, Gabriel, Rafael, Uriel e Ezequiel.

7 são os dons do Espírito Santo: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Força, Ciência, Piedade e Temor a Deus.

7 são os sacramentos da Igreja Católica: Baptismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimónio.

7 são as virtudes: Fé, Esperança, Caridade, Prudência, Justiça, Força e Temperança.

7 são os pecados capitais: Soberba, Ira, Inveja, Luxúria, Gula, Avareza e Preguiça.

7 são as virtudes cardiais: Castidade, Generosidade, Temperança, Diligência, Paciência, Caridade e Humildade.

7 são as Obras de Misericórdia: Dar de comer a quem tem fome, Dar de beber a quem tem sede, Vestir os nus, Dar pousada aos peregrinos, Assistir os enfermos, Visitar os presos, Cuidar dos que partem pela morte.

7 são as Obras de Misericórdia Espiritual: Dar um Bom Conselho, Instruir os Menos Esclarecidos, Corrigir os que Erram, Consolar os Aflitos, Perdoar as Injúrias, Suportar Pacientemente as Fraquezas do Próximo e Rezar pelos vivos e Falecidos.

70 x 7 é a conta do perdão.

7 é o numero que encontramos no Apocalipse de São João: 7 Estrelas, 7 Igrejas, 7 Cornos, 7 Selos, 7 Candelabros, 7 Anjos, 7 Trombetas, 7 Coroas, 7 Trovões e 7 Taças.

7 são as igrejas iniciais do Cristianismo: Éfeso, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Esmirna, Filadélfia e Laodicéia.

7 são as personalidades de Deus (segundo Zoroastro): Luz Eterna, Omnisciência, Rectidão, Poder, Piedade, Benevolência e Vida Eterna.

7 são os meios que tem o homem para se tornar puro ( segundo o Budismo) : Domínio de si mesmo, Investigar a verdade, Energia, Alegria, Serenidade, Concentração e Magnanimidade.

7 são os grandes mensageiros: Krisna, Buda, Lao-Tsé, Confúcio, Zoroastro ou Zaratustra, Moisés e Jesus.

7 são as Leis Universais: Natureza, Harmonia, Correspondência, Evolução, Polaridade, Manifestação e Amor.

7 são os dias da semana: Domingo, Segunda-feira, Terça-feira, Quarta-feira, Quinta-feira, Sexta-feira e Sábado.

7 são as notas musicais com 7 escalas, 7 pausas e 7 valores: Dó, Ré Mi, Fá, Sol, Lá, Si.

7 são as cores do arco-íris: Vermelho, Laranja, Amarelo, Verde, Azul, Anil e Violeta.

7 são os elementos: Éter, Água, Metal, Pedra, Matas, Terra e Fogo.

7 é o indicador do PH neutro

7 dias duram cada uma das 4 fases da lua

7 são os orifícios do crânio humano: 2 no nariz, 2 nos ouvidos, 2 nos olhos e 1 na boca.

7 são as glândulas endócrinas: Hipófise, Tiróide, Paratiroides, Supra-renais, Sexuais, Timo e Pâncreas.

7 são os nossos chacras: Básico, Esplénico, Umbilical, Cardíaco, Laríngeo, Frontal e Coronário.

7 são as saias da Nazaré: Diz o povo que representam as sete virtudes; os sete dias da semana; as sete cores do arco-íris; as sete ondas do mar, entre outras atribuições bíblicas, míticas e mágicas que envolvem o número sete.

7 são os anões: Soneca, Dengoso, Dunga, Feliz, Atchim, Mestre e Zangado.

7 são os planetas sagrados: Saturno, Júpiter, Marte, Vénus, Mercúrio, Sol, Lua.

7 são os sábios da Grécia: é a seguinte: Tales de Mileto, Periandro de Corinto, Pítaco de Mitilene, Brias de Priene, , Cleóbulo de Lindos, Sólon de Atenas e Quílon de Esparta.

7 são os mares: Mar Adriático, Mar Arábico, Mar Cáspio, Mar Mediterrâneo, Mar Negro, Golfo Pérsico, Mar Vermelho.

7 são as colinas de Roma: Campidoglio, Quirinale, Viminale, Esquilino, Celio, Aventino e Palatino.

7 são as colinas de Lisboa: Castelo, São Vicente, São Roque, Santo André, Santa Catarina, Chagas e Santa Ana”.

7 são as belas-artes: Escultura, Teatro, Música, Arquitectura, Literatura, Pintura, Cinema.

7 são as maravilhas do mundo: Pirâmides de Gizé, Jardins suspensos da Babilónia em Semíramis, Farol de Alexandria, Colosso de Rodes, Mausoléu de Halicarnasso, Estátua de Zeus em Olímpia e o Templo de Ártemis em Éfeso.

7 são as novas maravilhas do mundo: Muralha da China, Petra na Jordânia, Cristo Redentor no Brasil, Machu Picchu no Perú, Chichen Itza no México, Coliseu de Roma e Taj Mahal na Índia.

7 são as maravilhas de Portugal: Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro dos Jerónimos, Palácio Nacional da Pena, Mosteiro da Batalha, Castelo de Óbidos, Torre de Belém e o Castelo de Guimarães.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

S. Nuno de Santa Maria, religioso



Nuno Álvares Pereira,

fundador da Casa de Bragança, nasceu em Santarém (Portugal) a 24 de Junho de 1360.

Como Condestável do reino de Portugal, foi militar invencível; mas, vencendo se a si mesmo, pediu a admissão, como irmão leigo, na Ordem do Carmelo.

Tinha uma admirável piedade e confiança para com a Santíssima Virgem Maria. Sentia grande satisfação em pedir esmolas pelas portas, desempenhar os ofícios mais humildes na casa de Deus, e mostrou sempre grande compaixão e liberalidade para com os pobres.
Morreu no domingo da Ressurreição do ano 1431 (1 de Abril).

Um ano de vida




Foi precisamente há um ano, a 6 de Novembro de 2008, pelas 11h37m (hora local) na aldeia de Reo Mao em Refane, que uma jovem senegalesa dava à luz uma criança do sexo feminino.



Baptizada de “Leonor” esta criança ficará para sempre nos corações de todos os aventureiros solidários que integraram a 5ª Missão Aventura Solidária da AMI no Senegal.



Desde o primeiro dia de Missão que a maior parte dos aventureiros esperavam ansiosamente pelo nascimento de uma criança. Em Refane nascem cerca de 4 crianças por dia, mas por força da natureza os partos quase sempre eram efectuados de noite.

A mãe de Leonor iniciou o trabalho de parto no dia a seguir à chegada da Missão, sendo por isso e desde logo muito acompanhada e acariciada por todo o grupo. Várias vezes por dia esta jovem deslocava-se ao posto de saúde da aldeia para tentar dar à luz, mas a sua “hora” parecia não querer chegar.

Foram dias de muito sofrimento e ansiedade para a mãe e para todo o grupo. A aldeia estava informada da vontade que existia em assistir (mesmo que durante a noite) a este parto. O nascimento de Leonor passou assim a estar presente em todos os momentos desta Missão.

A 5ª Missão AMI – Aventura Solidária estava já em contagem decrescente e Leonor teimava em não nascer. Mas na altura em que o grupo se preparava para se despedir da aldeia, a pequena Leonor resolveu presentear os aventureiros com o seu primeiro choro.

O nascimento da Leonor foi para todos um momento grandioso, inesquecível e demonstrativo do que é " O VALOR E O SENTIDO DA VIDA".


Leonor com 6 meses de vida ao colo de sua mãe


Aguardamos com muita expectativa uma nova foto da Leonor, mas agora com um ano de vida.
Bem haja Leonor!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Peregrino:


Hoje (1ª quinta-feira do mês), pelas 20h30m na Igreja de Santiago em Alcácer do Sal, vai realizar-se a Adoração ao Santissimo Sacramento.


A ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO é um tempo dedicado à oração diante do Santíssimo Sacramento. Precisamente porque Cristo está presente no sacramento da eucaristia, deve ser honrado através da oração. Visitar o Santíssimo Sacramento é uma prova de gratidão e de amor, assim como um dever de adoração a Cristo Nosso Senhor.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Precisamos de Santos!


Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças de ganga e sapatilhas.

Precisamos de Santos que vão ao cinema,
ouvem música e passeiam com os amigos.

Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar,
mas que se esforcem na faculdade.

Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar
e que saibam namorar na pureza e castidade,
ou que consagrem a sua castidade.

Precisamos de Santos modernos,
Santos do século XXI,
com uma espiritualidade inserida no nosso tempo.

Precisamos de Santos comprometidos com os pobres
e as necessárias mudanças sociais.

Precisamos de Santos que vivam no mundo,
se santifiquem no mundo,
que não tenham medo de viver no mundo.

Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola
e comam hot-dogs, que usem jeans,
que sejam internautas, que usem walkman.

Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro,
de música, de dança, de desporto.

Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia
e que não tenham vergonha de tomar um “copo”
ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.

Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos,
alegres e companheiros.

Precisamos de Santos que estejam no mundo;
e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo,
mas que não sejam mundanos".

João Paulo II

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Novo Diácono em Alcácer do Sal




No passado dia 4 de Outubro deu entrada nas Paróquias da Zona Pastoral de Alcácer do Sal, o Diácono Fernando Lopes, de 31 anos de idade, exercendo pela primeira vez o seu Ministério Diaconal de anunciador da Palavra de Deus fazendo as homilias desse domingo.

Após seis anos de formação no Seminário Maior de Évora, Fernando Lopes foi ordenado Diácono a 27 de Setembro de 2009, na Igreja paroquial de Samora Correia, sua terra Natal.

O novo Diácono irá também leccionar Educação Moral e Religiosa Católica na Escola local e será ainda responsável pelo Pré-Seminário. Realidade que não lhe será estranha dada a sua experiência no acompanhamento de jovens quer na sua paróquia de origem quer no Movimento dos Convívios Fraternos.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dia dos fiéis defuntos




Dos Santos aos Fiéis Defuntos


A proximidade destes dois dias do princípio de Novembro, respectivamente o dia 1 e 2 deste mês, levou a que frequentemente se imagine que se trata de uma única celebração em dois dias consecutivos. No entanto, não é assim, embora cada um destes dois dias tenha muito de comum, que é a celebração do mistério da vida para além da morte e a esperança de nela tomarmos parte, como membros do mesmo e único Corpo de Cristo.

Os Santos sempre foram celebrados desde o princípio do Cristianismo, particularmente os Mártires. As Igrejas do Oriente foram as primeiras (século IV) a promover uma celebração conjunta de todos os Santos quer no contexto feliz do tempo pascal quer na semana imediatamente a seguir. Os santos - com destaque para os mártires - são, de facto, modelo sublime de participação no mistério pascal.

No Ocidente, foi o Papa Bonifácio IV a introduzir uma celebração semelhante em 13 de Maio de 610, quando dedicou à santíssima Virgem e a todos os mártires o Panteão de Roma, dedicação essa que passou a ser comemorada todos os anos. A partir destes antecedentes, as diversas Igrejas começaram a celebrar em datas diferentes celebrações com idêntico conteúdo. Os irlandeses, por exemplo, celebravam em 20 de Abril uma festa em honra de todos os Santos da Europa.

A data de 1 de Novembro foi adoptada primeiro na Inglaterra do século VIII acabando por se generalizar progressivamente no império de Carlos Magno (influência de Alcuíno, que era inglês), tornando-se obrigatória no reino dos Francos no tempo de Luís, o Pio (835), talvez a pedido do Papa Gregório IV. Na solenidade de todos os Santos, a Igreja propõe-se esta visão da glória, às portas do inverno, para que, com o cair das folhas das árvores e o apagar-se gradual da luz do dia, não esmoreça nos seus filhos a esperança da vida e da vida plena em Deus, onde os Santos são para nós ainda peregrinos na Terra, um estímulo e um contínuo convite a que desejemos, para além da morte, a vida eterna em Deus.

O dia de Todos os Santos é, por isso, um dia de festa que não deve ser ofuscada pela celebração do dia que se lhe segue. A comemoração de todos os Fiéis Defuntos nasceu, no entanto, em ligação com a celebração do dia anterior, e muito naturalmente, pois que também nela se celebra a vida para além da morte, na esperança da ressurreição do último dia.

O dia chama-se Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, depois de Todos os Santos, todos os que partiram deste mundo, marcados com o sinal da fé e esperam ainda a purificação total para poderem chegar à visão de Deus.

O nome tradicional para falar dos que partiram é Defuntos - palavra que significa os que deixaram a sua "função" , a sua actividade terrena e que não devem ser chamados "Finados", palavra de sabor pagão, que significaria os que chegaram ao fim de tudo quanto é vida, onde não haveria lugar para "a vida do mundo que há-de vir", como professamos no Credo. Foi o Abade de Cluny, S. Odilão, quem no ano 998 determinou que em todos os mosteiros da sua Ordem - e eram muitos e influentes - se fizesse a comemoração de todos os defuntos «desde o princípio até ao fim do mundo» no dia a seguir ao da solenidade de todos os Santos.

Este costume depressa se generalizou. Roma oficializou-o no século XIV e no século XV foi concedido aos dominicanos de Valência (Espanha) o privilégio de celebrar 3 missas em 2 de Novembro, prática que se difundiu nos domínios espanhóis e portugueses e ainda na Polónia. Durante a primeira Grande Guerra, o Papa Bento XV generalizou esse uso a toda a Igreja (1915).

O Calendário de 1969 equipara a Comemoração às Solenidades, dando-lhe precedência sobre os domingos. Também a sucessão dos dois dias litúrgicos insinua esta íntima ligação dos dois cultos: a Igreja pretende abraçar todos os cristãos que já concluíram a sua peregrinação terrena, a começar por aqueles nos quais já se cumpriu integralmente o mistério pascal com o triunfo da ressurreição de Jesus Cristo.


In Agência Ecclesia

Caminhar do Sul no Mundo