quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Greccio, uma nova Belém

O Natal de S. Francisco

Um grande homem que se fez pobrezinho de Deus no ano de 1223, vagueava entre os bosques da região na Úmbria, Itália. No seu coração, carregado de amor e humildade, palpitava uma ideia que cintilava renitente naquele tempo das proximidades do Natal de Jesus do ano 1223.
Pés no chão, roupa remendada de tecido áspero, entre os cabelos a tonsura. Segue o peregrino de Deus com o coração inquieto. O que dar aos pobres na noite da festa do nascimento do Senhor? Ora, festas e banquetes, presentes e roupas novas, celebrações litúrgicas sofisticadas, só via apenas para os ricos da nobreza e da burguesia (classe da qual fez parte Francisco e Clara), porém S. Francisco Santa Clara, já haviam deixado este mundo para trás há algum tempo e não voltariam para ele.
O pobrezinho de Assis, ora meditava, ora dançava ao som das estrelas, ora pregava às borboletas, silenciava às vezes e noutras conversava com seus irmãos, os irmãos que Deus já lhe havia enviado. Estava em comunhão plena com o Criador e todas as criaturas, e via em cada pobre o rosto do seu amado Jesus. Mas o Natal aproximava-se e o que dar aos pequeninos? O que dar aos mais pobres dos pobres?
Inspirado como ele era, pois Francisco respirava o Espírito, pensou então em reconstituir a noite luminosa de Belém; mas antes, antes de tudo o que faria daquele instante em diante, ele preparou o seu presépio interior, primeiro no seu coração.
Esvaziou-se de tudo o que não fosse amor (se bem que para ele isso não fosse tão difícil, pois ele assim já vivia), e num movimento de respiração, expirou as preocupações, as aflições, os medos e anseios, a tristeza e a dor, e de uma forma contínua inspirou todo o bem que existe no mundo. Foi quando percebeu a linha que une todas as coisas e criaturas entre si e que as une ao Criador, num só movimento, como um sopro translúcido. Percebeu o mistério insondável que se manifestara naquela noite de Belém, quando um Deus incomensurável e glorioso revestiu-se de compaixão pelos humanos e armou a sua tenda numa criança frágil e pobre. Francisco, o Santo que havia abraçado o leproso, Francisco que havia abandonado todas as riquezas e glórias humanas, Francisco que se escandalizou com o luxo e o poder da Igreja e tomando para si viver na pobreza extrema como a maior forma de contestar este luxo, Francisco que se tornou pobre com os pobres, Francisco que ainda não havia recebido as chagas, neste momento começou a armar o presépio exterior, reflexo e espelho do seu presépio interior.
Pensou: pois quero celebrar a memoria daquele menino que nasceu em Belém e ver de algum modo, com os olhos corporais, os apuros e necessidades da infância dele, como foi reclinado no presépio e como estando presentes o boi e o burro, foi colocado sobre o feno.
Preparando apressadamente tudo para o acontecimento aproximou-se o dia da alegria, chegou o tempo da exultação. Os irmãos foram chamados de muitos lugares; homens e mulheres daquela terra, com ânimos exultantes, preparam, segundo as suas possibilidades, velas e tochas para iluminar a noite que com o astro cintilante iluminou todos os dias e anos.
Veio finalmente o santo de Deus e, encontrando tudo preparado, viu e alegrou-se. E, de facto, prepara-se o presépio, traz-se o feno, são conduzidos o boi e o burro. Ali se honra a simplicidade, se exalta a pobreza, se elogia a humildade; e de Greccio se fez com que uma nova Belém iluminasse a noite e como que o dia se tornasse deliciosa para os homens e animais. As pessoas chegam ao novo mistério e alegram-se com novas alegrias.
O bosque faz ressoar as vozes, e as rochas respondem aos que se rejubilam. Os irmãos cantam, rendendo os devidos louvores ao Senhor, e toda a noite dança de júbilo. O santo de Deus está de pé diante do presépio, cheio de suspiros, contrito de piedade e transbordante de admirável alegria.” (Cel 30,4).
Dizem que esta noite foi radiante. Os pobres, como em Belém, acorreram todos os de Greccio e das redondezas. Alegres armaram o presépio vivo. Certamente as estrelas que ouviram a pregação do “louco de Assis” e receberam o seu brilho, ainda hoje brilham sobre nós.
O presépio que Francisco montou perdura e jamais deve ser desmontado dentro de nós, mesmo e principalmente no decorrer dos anos das nossas vidas, pois quando estivermos cansados, deprimidos, amedrontados, inseguros, no meio de uma tempestade ou mesmo numa calmaria, sempre poderemos olhá-LO e ver um menino envolto em panos pobres, ao lado da Mãe e de José, mergulhado em profunda comunhão com a natureza, a acenar-nos e a sorrir docemente. Então nos sentiremos mais perto de Deus, tão perto como nunca nenhum outro se sentiu. Um Natal pleno de luz e repleto de paz dentro de nós e nas nossas casas, transbordando compromisso com os marginalizados. Um Deus que se fez criança acena e sorri com ternura para todos e se faz natal todos os dias do ano. PAZ e BEM!

Texto adaptado:
Ir.José Domingos

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Para Rezar

Senhor Jesus, Pai Santo
Deus uno e trino somente a Ti queremos Adorar,
Louvar, Bendizer e Glorificar.
Estamos aqui mais uma vez nesta noite,
vindos de muitos lados porque reconhecemos
a tua grandeza,
porque reconhecemos que Tu és o Deus grande,
o Deus Altíssimo, o Deus generoso,
o Deus capaz de tudo,
o Deus que quis ficar sempre connosco.
O Deus que nos quer acompanhar em cada passo
e em cada decisão das nossas vidas.
Também nós queremos estar sempre Contigo,
guia-nos Senhor, enche-nos com o Teu Espírito.
Inunda-nos com o teu Amor.
Inunda-nos com o teu Espírito.
Inunda-nos com a tua Bênção.
Inunda este lugar e as nossas vidas
com o Teu Espírito Senhor.
Jesus, toma-nos em teus braços,
Abraça-nos fortemente a Ti.
Cura-nos Senhor, das nossas fraquezas,
das nossas tribulações,
das nossas dúvidas, das nossas falhas…
Aumenta a nossa Fé.
Queremos ter uma Fé sólida,
valente, na qual não haja lugar para dúvidas.
Precisamos de uma fé tão forte,
que tenhamos a certeza que Tu estás verdadeiramente aqui vivo e presente. .
Mas sobretudo silenciar e escutar

(Oração do Ir. José Domingos na Adoração de Novembro)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Adoração ao Santíssimo Sacramento



Natal, Deus provoca gestos de ternura



Igreja de Stª Maria, Beja - Dezembro de 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

III Domingo do Advento




A terceira vela convida-nos à alegria e ao júbilo da aproximação da chegada de Jesus.
A cor litúrgica de hoje, o rosa, indica justamente o Domingo da Alegria, ou o Domingo Gaudette, que faz transbordar o nosso coração de alegria pela proximidade da chegada do Senhor. Esta vela lembra ainda a alegria celebrada pelo rei Davi e sua promessa que, agora, se está cumprindo em Maria.


"Alegrai-vos sempre no Senhor!
De novo vos digo: Alegrai-vos! O Senhor está perto"

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Adoração ao Santíssimo Sacramento

Amanhã dia 12 de Dezembro pelas 21h00m, vai realizar-se na Igreja de Santa Maria em Beja, mais uma Adoração ao Santíssimo Sacramento com o apoio da Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis.


Estais aqui...meu Bem-amado

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Vamos apoiar a MARIANA

A Mariana Tavares pertence ao Grupo de Jovens "Pedras Vivas" da Paróquia da Sagrada Família do Entroncamento. Em 2007, Mariana ganhou o Festival Diocesano de Santarém com a canção "Uma Vida Nova" e hoje é finalista do Concurso "Ídolos".




Mariana actua já no próximo Domingo à noite, pelas 22h15m, na SIC.

Estamos contigo MARIANA!



quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

II Domingo do Advento




A segunda vela acesa convida ao desejo de conversão, arrependimento dos nossos pecados e também o compromisso de prepararmos, assim como São João Baptista, o caminho do Senhor que virá.
Esta vela lembra ainda a fé dos patriarcas e de São João Baptista, que anuncia a salvação para todos os povos.

A luz de Cristo, que esperamos neste Advento, enxugue todas as lágrimas, acabe com todas as trevas, consolem quem está triste e encha nossos corações da alegria de preparar sua vinda neste novo ano de graça!

Caminhar do Sul no Mundo