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quarta-feira, 8 de abril de 2009

A Paixão de Cristo na poesia




Na história da poesia portuguesa são muitos os autores que calcorreiam com o leitor os passos dolorosos da vida de Jesus. A sinfonia das suas palavras transporta-nos para o mistério da cruz. A inspiração de vários poetas mostra o olhar sofredor da Mãe que segura e chora o seu Filho:


«Vejo-te ainda, Mãe, de olhar parado,
Da Pedra e da tristeza, no teu canto,
Comigo ao colo, morto e nu, gelado
Embrulhado nas dobras do teu mando»
(Torga, Miguel)



«Ó visão, visão triste e piedosa!
Fita-me assim calada, assim chorosa…
E deixa-me sonhar a vida inteira»
(Quental, Antero de)


«Oh Virgem de Nazaré,
Oh Mãe de Jesus
Lírio aberto aos pés da cruz,
Cujas pétalas de luz
Vertem lágrimas de fé»
(Conde de Monsaraz, [Papança, António Macedo])


«Junto da cruz, que estremecia ao vê-la
Chorou, baixinho, a Mater Dolorosa:
E a terra, em volta, soluçou com ela»
(Oliveira, António Correia de)



O Sinédrio decretara a Sua morte. Nestes passos dramáticos em direcção à humilhação, Jesus prepara-se para a doação total. Os doze esperam com ânsia uma palavra do Mestre.

«Levanta as mãos ao Céu vasto e piedoso
Vara-lhe o seio tenebroso espinho
Caem gotas, de sangue precioso,
De suor, nas violetas do caminho»
(Leal, A. Gomes)


Mesmo de poetas descrentes, a beleza da sua linguagem expõe um sentimento religioso. Ao longo dos séculos, a Paixão e Morte de Cristo são fonte inspiradora da poesia. Luis de Camões – uma das almas lusitanas – tem elegias onde canta a Paixão do Filho do Homem.

«Aquele corpo tenro e delicado,
Sobre todos os santos sacrossanto,
De açoutes rigorosos flagelados»
(Camões, Luís)



O poeta limiano, Diogo Bernardes considera-se culpado daquela morte. A luminosidade das suas palavras como que formalizam um pedido de desculpas. O lirismo religioso deste poeta do século XVI é marcado pela sinceridade.


«Eu vos crucifiquei, eu vos vendi,
Eu vos neguei mil vezes, que não três
Eu fui o que esse lado vos abri!» …
«Por eles (os meus pecados), meu senhor, te vejo estar
Crucificado nesse duro lenho»
(Bernardes, Diogo)


Partindo das palavras do Evangelho de S. João (19, 1-3), o poeta da Arrábida ilustra a paixão de Jesus com a luminosidade de um místico. Frei Agostinho da Cruz assume a culpa do sofrimento e morte de Jesus.


Eu fui, eu sou Senhor, o que vos pus
Nesse duro madeiro pendurado,
Donde morreis por mim, doce Jesus»
(Cruz, Frei Agostinho)


Quando medita nas chagas de Cristo, Diogo Bernardes pede mesmo à sua alma que, por amor delas, se arrependa dos seus pecados e dê início a uma vida nova.

«Quando meus olhos nessas chagas ponho
E não me vejo em lágrimas banhado
Corrido fico, todo me envergonho»
(Bernardes, Diogo)


José Régio aborda os últimos passos de Jesus num registo diferente. Lamenta ter nascido tarde, mas considera que Ele foi crucificado pelos homens.


«Por isso choro em mim a mágoa verdadeira
De ter nascido tarde, e só te vir achar,
Feito em marfim, metal, pedra madeira,
No cimo dum altar»
……
«O Cristo, ao alto, alonga os magros braços nus
Por sobre a escuridão do rancho desolado
Que segue, ao som da marcha, o seu Jesus
Por nós crucificado»
(Régio, José)


Preso e atado à cruz, a multidão gritava: Crucifica, crucifica. A humilhação estava patente naquele rosto. André Dias explica a crueldade daquela morte. Este poeta dos séculos XIV e XV (1348-1437) coloca nas suas palavras a injustiça daquele tribunal.


«E todos bradavam com grande voz e alta:
- Crucifica! Crucifica este falso profeta
E morra sobre a cruz morte cruel e feia,
Que jamais não engane toda a nossa gente»
(Dias, André)



Depois de saber que tudo estava consumado, Jesus disse: «Tenho sede». Teve como bebida, o amargo vinagre.


«Mas tem sede o Rabi. Um, mais cruel,
uma esponja, em caniço pontiagudo,
toda em fel ensopou. – Ora, este fel
amarga mais o mestre do que tudo»
(Leal, A. Gomes)

Do alto da cruz, os seus olhos sem brilho contemplavam Jerusalém. Após ter tomado o vinagre, Jesus exclamou: «Tudo está consumado». E, inclinando a cabeça, rendeu o Espírito.

«Filhos de Cristo, consumou-se agora
O horrendo crime de Israel, na cruz.
Trémula se abre a terra; o sol descora
A igreja chora, - que morreu Jesus»
(Ribeiro, Tomás)


A noite ia tombando de hora a hora cheia de assombro e cósmica tristeza. Esta morte foi vida. Foi um rasgão no tempo.

«Tu morreste por nós na cruz da afronta
E o sangue derradeiro
Derramaste do alto do madeiro,
Jesus, filho de Deus, Deus Verdadeiro
Aos crimes do homem não lançaste a conta
Inocente cordeiro
Quando foste no alto do madeiro
Lavar com sangue o último e o primeiro»
(Garret, Almeida.)


Com a morte e ressurreição, a lanterna da vida brilha e alimenta a árvore frondosa do cristianismo.


«Meu Deus, aqui me tens aflito e retirado
Como quem deixa à porta o saco para o pão.
Enche-o do que quiseres. Estou firme e preparado.
O que for, assim seja, à tua mão
Tua vontade se faça, a minha não»
(Nemésio, Vitorino)

In "Agência Ecclesia"




quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Bíblia e o Telemóvel – Semelhanças e coincidências



O que aconteceria se todos tratássemos a Bíblia da mesma forma que tratamos o Telemóvel?
Se carregássemos sempre a Bíblia no bolso ou na carteira como fazemos com o Telemóvel?
Se várias vezes ao longo do dia olhássemos para ela, como olhamos para o Telemóvel?
Se voltássemos para trás para a apanhar quando a esquecemos em casa ou no local de trabalho, como fazemos com o Telemóvel?
E se a usássemos para enviar mensagens para os nossos amigos?
E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela?
E se a oferecêssemos às crianças?
E se a usássemos quando viajamos?
E se lançássemos mão dela em todos os casos de emergência?

Ao contrário do Telemóvel a Bíblia não perde a rede…Funciona em todos os lugares!
A Bíblia não precisa de ter saldo porque Jesus já pagou o preço total da nossa salvação.
A Bíblia não deixa as chamadas a meio por falta de saldo ou bateria. Funciona sempre!

Utilizemo-la!

In "A rede na rede.com"

segunda-feira, 30 de março de 2009

Para interiorzar...



In Blog "Ser Mais!"

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Fátima assinala falecimento da Ir. Lúcia



Duas iniciativas marcam este dia 13 de Fevereiro no Santuário de Fátima, por ocasião do quarto aniversário do falecimento da vidente Irmã Lúcia: a realização da Peregrinação Mensal, presidida pelo Bispo de Leiria-Fátima, e a inauguração de uma exposição de fotografia sobre João Paulo II intitulada "Karol Wojtyla, a fé, o caminho, a amizade. Excursões com os Amigos (1952-1954)".
Esta exposição fica patente ao público na sala do topo Sul da Galilé dos Apóstolos Pedro e Paulo, junto à Capela do Lausperene, no complexo da Igreja da Santíssima Trindade.

In Agência Ecclesia
13 de Fevereiro 2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Duas publicações, dois recortes


"Electrónica de Sangue: o Congo e o coltan
http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Falar+Global/2009/2/electronicadesangue.htm
In Blog "Contra a indiferença"
em 2 de Fevereiro de 2009"



"Intenção Missionária Fevereiro 2009
Para que a Igreja na África encontre vias e meios adequados para promover, de modo eficaz, a reconciliação, a justiça e a paz, segundo as indicações da II Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos.
In Blog "A paixão de ser catequista"
em 1 de Fevereiro de 2009
"

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Como é bom ajudar!

"Só quem ajuda os pobres e pratica a caridade sem interesses vai entender bem o teor desta crónica. Vamos aqui tentar mostrar, com base na Bíblia e no Catecismo da Igreja Católica, o que os cientistas norte-americanos já provaram: ajudar o próximo faz bem. Faz realmente muito bem a todos nós, não apenas pelos benefícios saudáveis que o nosso corpo e mente recebem pelo acto de amor realizado, mas pelo bónus que ganhamos perante Deus por termos sido generosos e solidários.

Em Lucas 6 (versículo 38), Jesus assim disse: "Dai e vos será dado". Ou seja, quanto mais você der a quem precisa, despretensiosamente, mais Deus lhe concederá bênçãos e vitórias na vida. Certas denominações cristãs pregam o contrário, exigindo que Deus nos dê tudo e agora se formos bons dizimistas. Mas na verdade a recompensa, abundante, virá pela prática das obras de caridade junto aos mais pobres. Portanto, quanto mais você der, mais Deus também lhe dará e sua vida será abençoada. Nem sempre vemos os sinais dessa graça, mas elas existem e podem ocorrer anos mais à frente sem que nós percebamos.

Em Actos 20 (versículo 35), São Paulo nos ensina que "convém acudir aos fracos", e arremata: "é maior felicidade dar que receber". Ora, acudir aos fracos é exactamente o que os vicentinos realizam quando das suas visitas domiciliares semanais. E todos nós sabemos que alegria é poder ajudar, pois muito aprendemos com nossos "amos e senhores" e com eles é que buscamos nossa santificação pessoal. São Francisco de Assis foi um dos santos que mais praticou essa expressão do "é dando que se recebe" ao falar da "donzela pobreza" e da "irmã caridade".

Outra passagem contundente está na segunda Carta de São Paulo aos Coríntios (capítulo 9, versículo 10), onde está escrito que "aquele que dá a semente ao semeador e o pão para comer, também vos dará a semente em abundância e multiplicará os frutos da vossa justiça". O texto é claríssimo: se agirmos fazendo o bem, seremos recompensados com muitos frutos. No Evangelho de Marcos (capítulo 10, 29-30), Jesus promete "cem por um e o Reino dos Céus" por causa do Evangelho.

Além de tudo, a prática das obras de caridade perdoa nossas faltas, como disse São Paulo em sua primeira carta (capítulo 4, versículo 8): "Mantenham entre vós uma caridade ardente, porque a caridade cobre uma multidão dos pecados". O Catecismo também nos ensina que, juntamente com a oração, a penitência e o jejum, a prática das obras de caridade e de fraternidade são fundamentais para a vida do cristão. Mas não podemos esquecer que o acto bom (dar esmola), se realizado com base numa intenção má (a vanglória) torna-se mal como citado em Mateus 6, 2-4: "Quando deres esmola, não toques trombeta como fazem os hipócritas, mas que a tua mão esquerda não saiba o que fez a direita".

Portanto, ajudar os pobres faz bem a quem ajuda, agrada a Deus que nos cumula de bênçãos, cumpre a missão evangélica em alto grau de misericórdia e contribui para a redução das desigualdades sociais que existem em todos os cantos da Terra, antecipando o Reino de Deus entre nós.

Como mensagem final, meditemos no quadro incomparável sobre a caridade que nos deixou o apóstolo São Paulo: "A caridade é paciente, é prestativa, não é invejosa, não se ostenta, não se incha de orgulho, nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda seu rancor, não se alegra com a injustiça mas se regozija com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta" (1 Coríntios 13, 4-7)

Renato Lima"
In Boletim Português Sociedade de São Vicente de Paulo, Julho 2008

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A cadeia da vida

O pobre e o rico são duas pessoas.
O soldado defende os dois;
O contribuinte paga para os três;
E o operário trabalha para os quatro.
O vadio come dos cinco;
O capitalista explora os seis;
E o advogado vive dos sete.
O bêbado ri-se dos oito;
O confessor absolve os nove;
O médico trata os dez;
E o cangalheiro enterra os onze.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Nas Pegadas de São Paulo - Livro do mês



Partindo sobretudo do livro dos Actos dos Apóstolos e das cartas do próprio São Paulo, Peter Walker reconstrói, neste livro, as longas viagens do Apóstolo, detendo-se em alguns dos locais mais importantes da Igreja primitiva.Iniciando o percurso em Damasco, o leitor segue Paulo nas suas primeira e segunda viagens missionárias, a seguir acompanha-o, de regresso da terceira viagem, na sua última visita a Jerusalém e Cesareia, e, finalmente, chega a Roma. Cada capítulo concentra-se num local em particular e inclui, para além de vários mapas e abundantes fotografias: uma parte mais extensa que narra a relação de Paulo com esse lugar; um quadro com as datas dos acontecimentos mais significativos relacionados com cada lugar; e uma última parte que explora o lugar tal como pode ser encontrado pelo visitante hodierno.
O leitor é assim levado numa fantástica viagem, em que atravessa as estreitas Portas de Cilícia, no Sul da Turquia, visita os mercados de Atenas, Corinto e Éfeso, contempla as planícies desertas da Galácia e navega junto da fria e ventosa costa de Malta.

«Bom conhecedor de geografia, homem polémico entre o herói e o vilão, que decidiu viajar incansavelmente – a pé, de barco ou de jumento – em nome da sua fé em Jesus, [São Paulo acaba] por proporcionar, a quem lhe segue as pisadas, o embarque “numa viagem abrangente pelas terras do Mediterrâneo”. Foi esse o projecto que Peter Walker meteu na cabeça e concretizou no livro Nas Pegadas de São Paulo.» António Marujo, in Revista Fugas (PÚBLICO)

Autor: Peter Walker
ISBN: 978-972-751-897-5
Nº Páginas: 220
Formato: 20x24,5
Peso: 880 gr.
Preço: € 23.80

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Aprendo a rezar com os pés


"Caminham em filas ao lado das estradas nacionais, por trilhos de terra batida, atravessando pequenos povoados que antes desconheciam, cruzando horas e horas a paisagem de giestas e silêncio. Têm em português um nome que deriva de uma forma latina: Per ager, que significa “através dos campos”; ou Per eger, “para lá das fronteiras”. Definem-se, assim, por uma extra territorialidade simbólica que os faz, momentaneamente, viver sem cidade e sem morada. Experimentam uma espécie de nomadismo: não se demoram em parte alguma, comem ao sabor da própria jornada, dormem aqui e ali. Num tempo ferozmente cioso da produção e do consumo, eles são um elogio da frugalidade e do dom. Relativizam a prisão de comodismos, necessidades, fatalismos e desculpas. E o seu coração abre-se à revelação de um sentido maior.
A verdade é que é difícil ter uma vida interior de qualidade, se nem vida se tem, no atropelo de um quotidiano que devora tudo. Na saturação das imagens que nos são impostas, vamos perdendo a capacidade de ver. No excesso de informação e de palavra, esquecemos a arte de ouvir e comunicar vida. Damos por nós, e há, à nossa volta, um deserto sem resposta que cresce. E quando nos voltamos para Deus, parece que não sabemos rezar.
Estes peregrinos que tornam a encher as estradas de Fátima (mas também de Santiago, de Chartres, do Loreto…) assinalam-nos o dever de buscar a estrada luminosa da própria vida. Já não separam a existência por gavetas estanques, mas o seu corpo e a sua alma respiram em uníssono.
A oração torna-se natural como uma conversa, e as conversas enchem-se de profundidade, de atenção, de sorrisos. A parte mais importante dos quilómetros que percorrem não está em nenhum mapa: eles caminham para um centro invisível onde pode acontecer o encontro e o renascimento.

Queria dedicar este texto a um amigo que, neste mês de Maio, fez a sua primeira peregrinação. A meio do caminho enviou-me uma mensagem a dizer: «Aprendo a rezar com os pés»."

José Tolentino Mendonça

Texto extraído da pág. 5 do Jornal "A defesa" de 21 de Maio de 2008


sexta-feira, 4 de abril de 2008

Imagem peregrina de Nª Srª de Fátima




A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, vinda da Cova da Iria, foi acolhida calorosamente em Grândola, no dia 30 de Março, tendo percorrido, em solene procissão, algumas das ruas da vila. No final houve celebração da Eucaristia presidida pelo Bispo da Diocese.
A Imagem Peregrina está em Grândola até ao próximo sábado, 5 de Abril. Em todos os dias da semana haverá celebrações marianas com a participação dos padres do arciprestado de Santiago do Cacém.

Programa:
Domingo - 30/03/2008
20h30 - Acolhimento, Procissão presidida pelo Bispo da Diocese.
Segunda-feira - 31/03/2008
09h00 - Missa na Matriz; 16h00 - Celebração com os idosos e doentes; 21h00 - Celebração do Rosário (Padre Manuel Malvar).
Terça-feira - 01/04/2008
09h00 - Missa na Matriz; 21h00 - Recitação do Rosário (Padre Pereira).
Quarta-feira - 02/04/2008
09h00 - Missa na Matriz; 17h00 - Encontro com as crianças e jovens; 21h00 - Celebração do Rosário (Padre Pedro / Padre Hugo).
Quinta-feira - 03/04/2008
09h00 - Missa na Matriz; 21h00 - Celebração do Rosário com algumas famílias (Padre Manuel Magalhães).
Sexta-feira - 04/04/2008
09h00 - Missa na Matriz; Celebração Penitencial (Padre Venâncio).
Sábado - 05/04/2008
09h00 - Missa na Matriz; 15h30 - Visita da Imagem ao Canal Caveira.
18h00 - Missa Vespertina; 21h00 - Recitação do Rosário (Padre Venâncio).
Domingo - 06/04/2008
10h30 - Missa presidida pelo Bispo da Diocese e entrega da Imagem à Paróquia de Santo André.
13h00 - Almoço partilhado (Salão Paroquial)

Fonte: António Vitalino, Bispo de Beja

Noticia retirada do site da Diocese de Beja

Caminhar do Sul no Mundo