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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Doação Perpétua dos Irmãos Paulo e Ricardo

29 DE ABRIL DE 2012


 
Igreja de S. Cucufate - Vila de Frades


Almoço partilhado



PARABÉNS IRMÃO PAULO!
PARABÉNS IRMÃO RICADO!
PARABÉNS FISFA!


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Doação Perpétua



A Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis vai estar em festa pois os Irmãos Paulo e Ricardo vão fazer a sua Doação Perpétua. A Eucaristia será presidida por S.ª Ex.ª Rev.ma D. António Vitalino Fernandes Dantas, Bispo de Beja, e terá lugar na Igreja Matriz de S. Cucufate em Vila de Frades, no dia 29 de Abril de 2012 às 11 horas. Seguida de um almoço partilhado no Pavilhão Multiusos da Junta de Freguesia.

Pedimos a todos que se unam a nós pelas vossas Orações.

Deixamos aqui os seus testemunhos.

Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis





BUSQUEI O AMOR DA MINHA ALMA,
BUSQUEI-O SEM O ENCONTRAR.
ENCONTREI O AMOR DA MINHA VIDA,
ABRACEI-O E NÃO O DEIXAREI JAMAIS.


Chamo-me Paulo Nunes, tenho 36 anos e uma história de Amor linda para vos contar, a história de Deus comigo!
Sim, Deus tem sempre uma história de Amor para escrever na vida de cada um de nós.
Nasci numa pequena aldeia do Alentejo com o nome de Alvalade-Sado no seio de uma família crente mas não praticante mas no entanto educaram-me nos valores cristãos tais como na amizade, humildade, amor ao próximo…
Considero que Deus me chamou de muitas maneiras e com varias vozes durante a minha história de vida de 36 anos.
Serviu-se de situações, acontecimentos, encontros, pessoas, livros, filmes, experiências… Este chamamento misterioso, sussurrante e inefável, foi «ESCUTADO» de forma mais intensa nos princípios dos anos 90.
Vivendo uma conversão gradual, na minha vida humana, espiritual e na oração e ao refletir sobre a minha vida e o meu modo de ser, comecei a perceber que o Senhor estava a indicar-me um caminho novo para a minha vida que mais tarde me levaria até Ele de uma forma mais intensa e num amor radical.
Recordo aqui o meu primeiro retiro da EQUIPA VOC em que todos os jovens foram ver o filme “Irmão Sol, Irmã Lua” e em que fiquei enamorado pela vida religiosa mais concretamente a vida Franciscana, relembro também que na Capela das Irmãs Oblatas dei o meu SIM e de joelhos emocionado encontrei uma grande PAZ interior… ainda hoje tenho na minha mente e no meu coração as palavras que eu lhe pronunciei: “Entrego-te a minha vida e de olhos fechados conduzi-me para onde Tu quiseres…”
Não tinha em mente uma carreira ou profissão pois tinha cerca de 16 anos e terminará o ensino secundário.
Nunca tive ambições materiais ou de poder. Procurava “algo” na vida que fosse mais além e diferente do mundo em que vivia, ou seja não procurava “algo” mas sim “ALGUÉM” que estivesse “MAIS ALÉM”, e este “ALGUÉM”, procurava-me também.
Queria que esta busca fosse mais além, fosse no infinito e para o infinito, que não tivesse medo da diferença, de escolhe-Lo e de segui-Lo.
Foi Jesus que criou o vazio que existia em mim, mas também era Ele que o poderia preencher.
Só Deus poderia satisfazer os desejos mais profundos do meu coração, a inquietude que só Ele poderia serenar, como dizia Santo Agostinho: “Fizeste-nos para vós, Senhor, e o nosso coração anda inquieto, enquanto não descansar em Vós…”
O desejo de partilhar a minha experiência de Deus foi forte o que no princípio fez-me sofrer um pouco porque aqueles que eu considerava amigos abandonaram-me tal como os Apóstolos abandonaram Jesus no Jardim das Oliveiras.
Mas como Ele é mais forte do que tudo o que existe na face da terra, também me colocou muitas pessoas que me ajudaram nos momentos mais difíceis, das quais saliento a Maria João Palma, a Xana e tantos outros que no anonimato através da oração ou presença silenciosa me ajudaram a dizer o meu SIM todos os dias…
Os Irmãozinhos apareceram na minha vida como um mistério! Um mistério que me seduziu e me levou a entrar neste Jardim de Deus. Só sei que os Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis e o seu modo de viver na simplicidade cativante, na pobreza que liberta e no sorriso que me revelava o rosto mais carinhoso de Deus tiveram uma grande influência na minha decisão de os escolher.

Porquê os Irmãozinhos de S. Francisco de Assis? O que mais me despertou desde sempre na Vida Religiosa foi a dimensão contemplativa, mas eu também queria a anunciar a Boa Nova partilhando os frutos da minha intimidade com Deus.
A Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis tem os dois lados da moeda, e assim arrisquei a dar a minha vida nesta «louca» história que Deus tem feito comigo ao longo destes 19 anos em que estou com os Irmãozinhos.

Depois deste “longo” tempo de enamoramento com Deus e na aventura que tenho vivido com os meus Irmãos, sobretudo a graça de viver com os meus Fundadores chegou a hora de dar o meu SIM para “toda a vida…”; só a Deus pertence o futuro e assim coloco-me nas Suas mãos para que Ele próprio seja o oleiro que aos poucos me vai moldando.

Durante estes anos tenho vivido entusiasmado ao pensar que posso ser um Irmão próximo daqueles que mais necessitam, saber que há um Pai que me (nos) ama e livremente poder gritar ao mundo “O AMOR TEM QUE SER AMADO”.

Com o coração repleto de alegria e com a alma inteiramente de Jesus digo a todos aqueles que me rodeiam, amigos e conhecidos, de perto e de longe:
BUSQUEI O AMOR DA MINHA ALMA, BUSQUEI-O SEM O ENCONTRAR.
ENCONTREI O AMOR DA MINHA VIDA, ABRACEI-O E NÃO O DEIXAREI JAMAIS.

Assim no próximo dia 29 de Abril na Igreja de Vila de Frades, pelas 11h farei a minha Doação Perpétua e conto com a vossa oração para que seja sempre fiel a Jesus e no mundo um Irmão para todos.

Sempre Amigo
Ir. Paulo Nunes

Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis

                                                          

“O Espírito do Senhor Está sobre mim...”
Jo 4, 18


A HISTÓRIA DE DEUS comigo começou há muito tempo. «antes da fundação do Mundo» Deus me escolheu. (Ef 1,4). A minha com Ele começou no dia em que os meus Pais me levaram à fonte do Batismo para me tornar Cristão. A NOSSA HISTÓRIA de vida começa sempre antes de existirmos. Propriamente dito, tudo começa no Coração de Deus, mesmo que nós não saibamos disso!
Nasci na cidade do Porto á 34 anos, num lugar junto ao rio Douro. Lembro-me de ter tido uma infância feliz. Brinquei muito com os meus amigos, fiz muitas traquinices e fiz algumas partidas aos meus familiares, próprias de uma criança feliz. Tenho um irmão e sou o mais novo, venho de uma família com raízes católicas, mas não praticante, no entanto educaram-me nos valores cristãos da VERDADE, da HUMILDADE, da BONDADE e da GRATUIDADE e transmitiram-me a FÉ ao seu jeito.
Hoje, à medida que o tempo passa, compreendo melhor a graça que é a Família que Deus me deu. Foi dela que recebi muito do que me tornei, sobretudo dos meus pais. Foram eles que, com paciência – muita paciência, me ajudaram a crescer, a pouco e pouco.
Bem cedo comecei a travar amizade com JESUS, na catequese e nas várias atividades da comunidade cristã da Paróquia de Nossa Senhora da Ajuda, na qual senti um forte apelo em seguir o MESTRE, ou seja uma vontade de me tornar cada dia mais CRISTÃO.
Na família não podia revelar esta força interior, desde então o meu AMIGO ESPECIAL (Jesus), começou a construir uma linda HISTORIA de AMOR.
Ainda adolescente tive a sorte de conhecer um jovem muito alegre e radical, através do seu testemunho de vida esse jovem fez-me um desafio muito forte para seguir JESUS ao seu jeito. Até então não sabia como segui-Lo, em que lugar, de que maneira fazê-lo. Tentei conhecer um pouco mais da sua FORMA de VIDA, pois este Jovem que me convidava a esta loucura de amor, é FRANCISCO de ASSIS.
Olhando para trás, sou capaz de ver, com clareza, as pessoas, as palavras, as circunstancias, as atitudes, os gestos com que a bondade e misericórdia de DEUS me iam preparando para o convite, mas confesso que até encontrar a resposta, (tão esperada) tudo se tornou nebuloso, confuso, perturbador.
Depois da busca constante e desenfreada, alguém me levou a participar num encontro de Oração no Santuário de Fátima, ainda hoje parece que sinto o momento em que no encontro MARIA me segredou: “FAZ TUDO O QUE ELE TE DISSER”. A certa altura no encontro fomos convidados a entregar as nossas vidas diante de um pedaço de Pão (Adoração do Santíssimo Sacramento) que o meu AMIGO decidiu colocar ao meu dispor para marcar a minha pobre VIDA. Este encontro transformou-me para sempre. Nesse mesmo lugar do encontro estava um jovem Irmão, este jovem frade pareceu-me tão diferente de todos os outros com quem já me tinha cruzado noutros lugares, parece-me que Jesus me empurrou para conversar com ele e para o questionar acerca da sua FORMA de VIDA, esse irmãozinho fez-me um convite a participar num Retiro bem longe do lugar onde decorria a minha história. Parti em direcção ao Alentejo, e contemplei um povo acolhedor e uma vasta planície verdejante em que parecia que a terra tocava o céu. Tudo bem diferente da realidade que em que eu vivia.
Lembro-me com saudade o dia, a hora, o lugar e as circunstancias em que começou o Retiro VOC, na casa de Santa Maria, das irmãs Oblatas do Divino Coração. Numa oração da tarde novamente diante de JESUS presente na EUCARISTIA soou no meu coração o convite: “VEM e SEGUE-ME” (Mt 19, 21).
Ao longo dos dias, o silêncio, as palavras, observar os outros, o canto (sim, pois gosto muito de cantar) e de certeza a Oração de uns certos Irmãozinhos (aquele...aquele...), a sua ESTRANHA FORMA DE VIDA, a pobreza, a alegria no anúncio da BOA-NOVA foram fazendo com que as minhas certezas se tornassem numa fortaleza imbatível. PROVEI e GOSTEI.
No meu coração dirigi esta oração a JESUS: Olha Senhor, estou feliz por estar aqui e de os ter conhecido.
A porta da cidade estava escancarada, agora, e Deus entrou com poder e mudou tudo, do dia para a noite: no regresso para casa a felicidade inundava-me a alma e o estar ali junto daqueles Irmãozinhos era o melhor do mundo: que bom seria que não acabasse! Mas o futuro e o presente angustiavam-me: «Como fazer? Como dizer?» Tudo ELE resolveu, tanto em casa, como na Escola, como na minha alma, e serenamente...
Já lá vão 17 anos, desde a minha entrega ao AMOR, pois ao AMOR de Cristo só se pode responder com amor a QUEM por amor se entregou por mim.
Ao longo destes anos o Senhor foi trabalhando o pobre barro da minha vida, o seu ESPIRITO está sobre MIM e me empurra para anunciar e testemunhar ao mundo a FÉ em CRISTO RESSUSCITADO.
É verdadeiramente impressionante a forma com que os Irmãozinhos transformaram com muita paciência, o rumo e a história da minha vida, “como é maravilhoso estar com o irmãos”, (Sl 133) poder fazer todos os dias a experiencia palpável do AMOR de DEUS através dos IRMÃOZINHOS FUNDADORES assim como também pelos gestos, pela ternura, pelos olhares de cada irmãozinho da Fraternidade.
Quero dizer-vos que sou muito FELIZ na Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis!!!
No meu coração ressoa um forte grito de LOUVOR pela beleza da FAMILIA FISFA com a qual o SENHOR tem feito uma fantástica HISTORIA DE AMOR.

No próximo dia 29 de Abril numa das Paroquias onde a nossa Fraternidade realiza a sua VIDA MISSIONÁRIA vou fazer a minha Doação perpétua, ou seja confirmar e testemunhar diante da Igreja que quero continuar com todo o entusiasmo e alegria do meu coração a ser CRISTÃO que continuarei a gritar ao mundo: “O AMOR TEM QUE SER AMADO” (da regra fisfa).


E assim o SENHOR continuará a escrever a “nossa” HISTÓRIA de AMOR.


PAZ e BEM!
Ir. Ricardo Borges

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Para Rezar


Senhor Jesus, Pai santo
Obrigado por nos chamares a esta Igreja de Santa Maria, para todos juntos Te adorarmos.
Diante de ti, nós te bendizemos, porque és amor; és grande e digno de todo o louvor!
As tuas maravilhas são incontáveis: o Teu amor manifesta-se em tudo o que fazes; dia e noite cuidas de nós.
Como tu és bom e nos amas infinitamente.
Quando caímos Tu levantas-nos e abraçar-nos.
Quando estamos abatidos Tu reanimas-nos.
Estás sempre perto, muito pertinho de nós quando chamamos por ti e atendes sempre os que acreditam no Teu amor.
Ouves sempre os nossos gemidos e nos salvas.
Oh, Jesus presente aqui no Santíssimo Sacramento como nós acreditamos tanto em Ti e no Teu amor.
Sempre que nós nos voltamos para Ti, Tu só respondes com provas de que nos queres bem:
Para nós criastes todas as coisas; deste-nos a vida e com ela tantas coisas belas, estás presente e fazes caminho connosco; dás-nos até a possibilidade de nos santificarmos.
Obrigado Jesus pela tua presença em todos os momentos da nossa vida, mesmo nas nossas falhas o Teu amor misericordioso nos purifica e ampara.
Fica connosco Senhor Jesus nesta noite e sempre, ajuda-nos a saborear e a fazer momentos de silêncio, porque só no silêncio diante de ti, ouvimos a tua voz a ressoar no nosso coração. Façamos silencio, façamos silencio nesta noite de Adoração para deixar que Jesus fale. Silencio, muito silêncio.
Fica connosco Senhor!

(Oração do Ir. José Domingos na Adoração de Novembro de 2011)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Para Rezar

Senhor Jesus, Pai Santo.
Deus altíssimo, Pai Misericordioso, meu Deus e meu tudo, presente no Santíssimo Sacramento aqui estamos para Te Adorar, bendizer e glorificar pai Santo nem sempre Te adoramos, nem sempre és o nosso tesouro e nem sempre te colocamos no centro da nossa vida.
Contudo queremos lutar para Te adorar cada vez mais e ter-te como o único e mais caro tesouro das nossas vidas.
Queremos seguir-Te Senhor no entanto as preocupações da vida diária tiram-nos muito tempo para nos dedicarmos a ti.
Queremos seguir-te, Senhor no meio deste mundo, porque necessitas de nós para criar um mundo onde reine cada vez mais justiça, amor e paz. Um mundo onde todos se possam chamar algum dia, irmãos de verdade. Um mundo onde todos Te reconheçam e se acerquem de novo de Ti; um mundo onde a única lei seja amarmo-nos como Tu nos amaste.
Torna-nos dignos, Senhor, de servir os outros no mundo inteiro, e que a nossa oração de todos os dias seja, Pai Nosso, eis-nos aqui, à Tua disposição para que nos leves a mostrar o Teu amor pelo mundo fora, como dom de Jesus que Tu nos ofereceste e para que, através de nós, Tu o entregues também aos outros espalhados pela terra.
Rezemos uns pelos outros, para que deixemos Jesus amar em nós e através de nós, com o mesmo amor com que o Pai nos ama.
Amem.

Oração do Ir. José Domingos na Adoração de Fevereiro

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Para Rezar

Senhor Jesus, Pai Santo,
nós Vos adoramos,
aqui e em todas as vossas Igrejas
e em todos os vossos lugares que estão por todo o mundo
e Vos louvamos porque pela vossa Santa Cruz remiste o mundo.
Jesus, Tu és o Filho do Deus vivo,
Tu sabes que não nos é fácil vir à Tua presença e ficar aqui longamente contigo em Oração de Adoração, para depois, voltar às nossas ocupações.
É estranha Senhor, esta dificuldade,
uma vez que nos agrada tanto estarmos frente a frente Contigo.
O maior Amigo.
O Amigo que nunca falha, para conversarmos tantas coisas.
Tu Pai Santo és o verdadeiro Amigo.
Tu interessas-Te pela nossa vida,
pelos nossos desejos e projectos, sonhos e realizações,
êxitos e fracassos, alegrias e sofrimentos.
Nada do que se passa connosco te passa ao lado te é indiferente.
Tu comunicas aos homens os segredos do Pai e a todos queres dar a Tua alegria.
Nós cremos no Teu amor e queremos amar -Te.
Hoje nesta noite de Oração queremos dizer-te como S. Pedro: “Como é bom estar aqui!”
Em ti Jesus encontramos bem-estar, satisfação e força interior.
Jesus, queremos Adorar-Te cada vez mais e permanecer em Ti,
pois desejamos que permaneças em nós, como Tu mesmo prometeste.

Fica connosco nesta noite e sempre.

Oração do Ir. José Domingos na Adoração de Novembro

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Para Rezar

Senhor Jesus, Pai Santo,
Tu és o nosso Deus, o nosso Pastor,
o nosso rochedo, a nossa luz e segurança,
Tu és o único que podemos Adorar,
Louvar, Bendizer e Glorificar.
A nossa atitude diante de Ti
é somente de Adoração,
porque acreditamos que o caminho
para a nossa santificação passa pela Eucaristia
e também pela Tua Palavra que é Palavra de Deus.
Pai Santo Tu que nos dissestes:
“Amai-vos uns aos outros”,
ensinai-nos a amar de verdade e com obras,
ensinai-nos a não ser egoístas,
a não pensar só em nós.
Ensinai-nos a ter um coração aberto a todos,
não amando somente os nossos
e aqueles que nos amam, mas também
aqueles que não nos amam ou nos perseguem.
Senhor Jesus,
ensinai-nos a pensar nos outros e amar sobretudo,
os que não são amados.
Senhor que neste encontro convosco na Adoração
saibamos compreender melhor o vosso mandamento.
Senhor Pai Santo protege-nos.
Mostra-Te a nós na tribulação.
Estamos aqui nesta noite com a certeza
que nos proteges quando estamos assustados
invadidos pelo medo, sempre que a vida se complica,
acreditamos que estamos seguros na Tua presença,
pois Tu és o nosso auxílio e protector.
Tu és a força, a nossa segurança, a nossa salvação.
A nossa vida é diferente contigo,
porque nos limpas de todos os temores,
Contigo, Pai Santo, sabemos que podemos suportar
as dificuldades, e não temos medo do presente,
nem do que aconteça no futuro,
porque estamos sempre nas Tuas mãos.
Fica connosco Senhor nesta noite e sempre.

(Oração do Ir. José Domingos na Adoração de Outubro)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Para Rezar

Senhor Jesus, Pai Santo
Deus uno e Trino somente a Ti queremos Adorar,
Louvar, Bendizer e Glorificar.
Estamos aqui mais uma vez nesta noite,
vindos de muitos lados porque reconhecemos
a tua grandeza, porque reconhecemos que Tu és o Deus grande, o Deus Altíssimo, o Deus generoso, o Deus capaz de tudo, o Deus que quis ficar sempre connosco. O Deus que nos quer acompanhar em cada passo
e em cada decisão das nossas vidas.
Também nós queremos estar sempre Contigo,
guia-nos Senhor, enche-nos com o Teu Espírito.
Inunda-nos com o teu Amor.
Inunda-nos com o teu Espírito.
Inunda-nos com a tua Bênção.
Inunda este lugar e as nossas vidas
com o Teu Espírito Senhor.
Jesus, toma-nos em teus braços,
Abraça-nos fortemente a Ti.
Cura-nos Senhor, das nossas fraquezas,
das nossas tribulações, das nossas dúvidas,
das nossas falhas… Aumenta a nossa Fé.
Queremos ter uma Fé sólida, valente,
na qual não haja lugar para dúvidas.
Precisamos de uma fé tão forte,
que tenhamos a certeza que Tu estás verdadeiramente aqui vivo e presente. Nós estamos aqui para Te adorar porque acreditamos, mas aumenta Jesus a nossa Fé.
Fala-nos do Teu Amor.
Dá-nos da Tua vida.
Transforma-nos com a Tua misericórdia.
Atrai-nos a Ti Senhor Jesus.
Amarra-nos a Ti Senhor.
Hoje mais uma vez Te queremos Adorar.
Te queremos cantar, te queremos louvar,
te queremos celebrar e rezar.
Mas sobretudo silenciar e escutar.
Fica connosco hoje e sempre.

(Oração do Ir. José Domingos na Adoração de Junho)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Para rezar

Senhor Jesus Pai Santo
Deus Altíssimo e Omnipotente,
presente, vivo e Real na Hóstia consagrada,
no Santíssimo Sacramento.
Mais uma vez aqui estamos somente,
para te Adorar, Louvar, Bendizer e Agradecer.
Te damos graças Jesus Amigo,
por nos revelares o rosto do Pai.
Graças te damos Pai Santo, Senhor de ternura,
pelas tuas entranhas de misericórdia.
Sabemos que por mais que nos afastemos
dos caminhos do teu Amor,
tu sempre esperas o nosso regresso
e te alegras connosco.
Tu vigias com Amor,
os nossos cominhos às vezes tortuosos.
Mas esperas com ternura os nossos regressos
e fazes uma festa para todos e com todos.
Na tua vida não há nada mais bonito, mais encantador, que implique e traduza mais encanto e mais ternura que a tua misericórdia.
Chegas a afirmar que vieste para os pecadores
e não para os justos,
para os doentes e não para os sãos.
Obrigado, Jesus,
por teres um coração Rico em misericórdia,
obrigado por teres connosco
rasgos infinitos desse divino jeito de ser bom,
compassivo e repleto de caminho.
Que saibamos nesta noite saborear a tua presença
e abrir -te o nosso coração.
Fica connosco Senhor nesta noite e sempre.
Amem.

(Oração do Ir. José Domingos na Adoração de Março de 2010)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Páscoa «um outro mundo é possível»


A Páscoa é o coração e o centro da Bíblia, do Ano Litúrgico e da vida cristã. Só a partir da Páscoa podemos compreender e celebrar os “mistérios” de Cristo: o seu nascimento, vida pública, anúncio do Reino, paixão e morte… Só a partir do Cristo Vivo da Páscoa podemos compreender e celebrar a Eucaristia, cada um dos Sacramentos, o Domingo, a criação, o trabalho, a doença e a morte… Devemos ao Concílio Vaticano II uma visão pascal do mistério de Cristo e da existência cristã. Antes dele, até há 40 anos, insistiu-se com excesso e parcialidade nos aspectos sacrificiais da vida cristã.
Foi o Concílio que fez chegar a todo o Povo de Deus uma percepção bíblica, litúrgica e existencial mais aprofundada do “Mistério Pascal”.

A partir do seu encontro com o Crucificado de São Damião, a suprema originalidade de Francisco foi seguir em tudo e sempre a vida, as opções e os sentimentos de Jesus Cristo vivo, interpelante, pascal. Gráfica é a síntese com que Tomás de Celano encerra o capítulo sobre os últimos momentos de Francisco: «Chegou, enfim, a sua hora. Realizados nele todos os mistérios de Cristo, voou ditosamente para Deus» (VIDA SEGUNDA, 217, 11).



Dimensão pascal da vida de Francisco

São Boaventura aproveita um episódio acontecido em Greccio para sublinhar esta dimensão pascal da vida do Poverello e dos seus primeiros seguidores: «Dirigiu-lhes a palavra [aos Irmãos] para lhes mostrar, segundo as Santas Escrituras, que eram os verdadeiros Hebreus, a atravessar o deserto deste mundo como peregrinos e estrangeiros; e que, por isso, deviam celebrar constantemente em pobreza de espírito a Páscoa do Senhor, isto é, a passagem deste mundo para o Pai” (LEGENDA MAIOR, VII, nº 9).

A “passagem deste mundo para o Pai” é precisamente a grande reviravolta que Francisco sofre e nos conta logo no início do seu TESTAMENTO. Após falar da sua experiência com os leprosos, diz: «E ao afastar-me deles, o que antes me parecera amargo, converteu-se para mim em doçura de alma e de corpo: e em seguida, passado um pouco de tempo, saí do mundo» (nº 3).

Por graça de Deus, Francisco saiu definitivamente do “mundo” das desigualdades e da injustiça e passou para o “mundo” do Pai, de misericórdia para com todos, especialmente com os “leprosos” de todos os tempos. Eis a sua verdadeira Páscoa! Eis o Francisco verdadeiramente pascal!


Viver a Páscoa
é tornar-se Irmão menor e servo de todos


Para este enamorado de Cristo, cada dia é uma verdadeira Quinta-Feira Santa. Na sua PRIMEIRA REGRA, Francisco faz uma ligação imediata entre o ser irmão menor e o lavar os pés – numa referência explícita a Jesus Cristo, em Quinta-Feira Santa, uma das imagens que tanto o impressionou: «Todos, indistintamente, se chamem irmãos menores. E lavem os pés uns aos outros» (cap. VI, 9). Outra ligação que ele faz é entre servir e lavar os pés: «Eu não vim para ser servido, mas para servir, diz o Senhor (Mt 20,28). Os que receberam o ofício de mandar nos outros, tanto se gloriem desse ofício, quanto se gloriariam se fossem encarregados de lavar os pés aos irmãos» (EXORTAÇÃO 4,1-2).

Assim, ser franciscano é ser irmão menor, pequenino disposto a servir os outros, lavando-lhes os pés, enxugando-lhes as lágrimas, acolhendo os seus anseios de amor e de misericórdia. Este é o frontispício do Mistério Pascal: a Quinta-Feira Santa.


Viver a Páscoa
é continuar em si a Paixão de Cristo Jesus


Para o apaixonado do Crucificado, cada dia é uma verdadeira Sexta-Feira Santa. Há uma continuidade e vivência cada vez mais exigente entre o encontro com o Cristo de São Damião e a identificação com o Crucificado do Alverne, simbolizada nas cinco chagas impressas no corpo de Francisco, dois anos antes da sua morte.

O autor das “CONSIDERAÇÕES SOBRE AS CHAGAS” (cap. III) coloca nos lábios de Francisco esta ousada súplica: «Senhor meu Jesus Cristo, rogo me concedas duas graças antes de morrer: a primeira é que eu sinta no corpo e na alma, quanto seja possível, a dor que Tu, doce Jesus, sofreste no tormento da tua acerba Paixão; a segunda é que eu sinta no meu coração, quanto possível, aquele excessivo amor em que Tu, Filho de Deus, ardias quando sofreste voluntariamente tantos tormentos por nós, pecadores.» Uma graça de dor e uma graça de amor…

Em plena Festa da Exaltação da Santa Cruz, Francisco tem a visão do Serafim com seis asas resplandecentes como fogo… Diz São Boaventura: «A visão, entretanto, desaparecera, deixando-lhe o coração a arder em chama viva – e deixando-lhe também o corpo marcado em chagas vivas. Foi assim que um amor autêntico transformou o amigo na imagem do amado» (LEGENDA MAIOR, XIII, 3.5).

Contemplar Francisco é contemplar Cristo – Aquele Cristo que se “apaixonou” por nós, amando-nos até à loucura da Cruz, para que também nos amemos uns aos outros até à loucura da cruz e da morte.

É esta “Paixão” que Francisco canta no seu famoso Ofício da Paixão do Senhor. Uma “Paixão” que tem o seu clímax no Tríduo Pascal (I Parte), o centro no Tempo Pascal (II Parte) e o prolongamento nos Domingos e Festas principais (III Parte), incluindo o Advento, Natal e Epifania.

Assim, cada dia é uma nova oportunidade para agradecermos a loucura do amor de Deus por nós. Cada dia traz-nos a possibilidade de vivermos a “compaixão” por todos os crucificados e escorraçados pela sociedade, atraindo-os ao amor, única força que nos torna verdadeiramente livres, fraternos e felizes.


Viver a Páscoa
é sonhar cada manhã como nova Ressurreição


Para Francisco de Assis, chamado “Cristo redivivo”, cada dia é um Dia de Páscoa:

● a Festa de Cristo Ressuscitado,
● a Festa da Criação libertada da escravidão,
● a Festa da Humanidade redimida na Morte de Cristo,
● a Festa da Vida a jorrar em abundância do Lado aberto de Cristo,
● a Festa da Luz vencedora de todas as trevas,
● a Festa do Amor triunfando sobre todos os ódios…

Para Francisco e os seus seguidores, a Páscoa é o Tempo do Sonho e da Utopia: Cristo ressuscitou! Um outro Mundo é possível!

Frei Acílio Mendes, ofmcap


In Folheto "Paz e Bem", Março 2010

terça-feira, 16 de março de 2010

Para rezar

Senhor Jesus, Pai Santo, mais uma vez
nos encontramos diante de Ti para Te louvar,
Bendizer, glorificar e Adorar.
Estamos diante de Ti para que nos olhes,
que olhes para cada um de nós com esse Teu olhar sedutor,
como já fizeste tantas vezes,
basta lembrar-mo-nos do Evangelho que nos diz que olhaste;
que olhaste com predilecção, com dor, com alegria,
com pena, com desejos de converter,
de curar e de transformar alguém.

O Teu olhar, Jesus é um olhar fascinante,
um olhar doce e paciente, humilde e misericordioso.
Os olhos também falam e Tu continuas
a transmitir-nos muita maravilha com
o Teu modo de olhar para nós,
através do Santíssimo Sacramento:
Convites, arrependimentos, alegrias,
repreensões, paz e ternura…
Olhares de quem só faz bem, olhos que só vêem o positivo,
olhares que cativam pelo acolhimento, pela simpatia.

Obrigado, Senhor, pelos Teus olhos.
Obrigado Senhor, pelos Teus olhares para cada um de nós
Através da Hóstia consagrada.
Senhor Jesus como um olhar bom, simples,
e cativante como o Teu, pode fazer tantos prodígios!
Nós precisamos que nos olhes assim,
que O Teu olhar nos converta,
faça revolução na nossa vida e nos faça mudar.
Olha para nós e converte-nos,
vem à nossa casa, muda a nossa vida.
Transforma as tristezas das nossas vidas em alegria.
Faz-nos felizes, Tu és o Deus da felicidade,
o Deus da Alegria, o Deus da divina festa,
o Senhor da consolação.

Dá-nos razões nesta Adoração
para que nos sintamos alegres, felizes e confortados.
Os Teus momentos de Oração Pai Santo,
pelo menos muitos deles deviam ter sido,
alegres, felizes, consolados.
É assim Jesus que sinto a Tua vida toda.
Tu nos dissestes e voltas a dizer-nos esta noite: “Deixo-Vos
a minha alegria e quero que ela em vós seja completa”.

Ajuda-nos Senhor a sermos mais felizes,
a vivermos as Bem-Aventuranças.
Faz-nos viver mais alegres,
dá-nos a graça de nos alegrarmos em Ti e conTigo.
Não nos deixes andar tristes, enrolados na nossa tristeza,
mas faz-nos alegrar sem medida,
assumindo a vida como vitória sobre a desilusão.
Que nada nos tire a alegria e a paz
que são frutos do Teu Espírito.
Vive Jesus em nós, vive connosco,
permanece em nós Jesus para que
a Tua alegria, o Teu sorriso,
o Teu modo de ser feliz nos enche por dentro.
Fica connosco nesta noite e sempre. Ámen.

(Oração do Ir. José Domingos na Adoração de Fevereiro 2010)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

UM GIGANTE DE SANTIDADE



São Francisco foi «um gigante de Santidade»



O Papa diz que o fundador da Ordem dos Frades Menores continua a fascinar pessoas de todos os credos religiosos.
Bento XVI evocou na audiência do dia 27 de Janeiro a vida de São Francisco de Assis, “um autêntico ‘gigante da santidade’, que continua a fascinar inúmeras pessoas de todas as idades e credos religiosos”.

Na sua alocução, o Papa recordou o percurso vocacional do fundador da Ordem dos Frades Menores: “Depois de viver uma juventude leviana, Francisco passou por um lento processo de conversão espiritual que culminou na sua decisão de viver na pobreza e de dedicar-se à pregação, sempre em comunhão com a autoridade eclesiástica”.

O modo como São Francisco anunciou a mensagem cristã foi igualmente assinalado por Bento XVI: “O seu ardor missionário levou-o até às terras sob o domínio do Islão, onde conseguiu, armado somente da sua fé e mansidão, estabelecer um diálogo frutuoso com os muçulmanos, o qual ainda hoje é modelo para nós”.

O Papa sublinhou que a vida do santo italiano se alicerçou na oração e na meditação: “Francisco não procurou outra coisa senão ser como Jesus: contemplando-O no Evangelho, amando-O intensamente na Eucaristia e imitando Suas virtudes, até ao ponto de receber o dom sobrenatural dos estigmas, demonstrando assim, visivelmente, a sua conformação total a Cristo humilde, pobre e sofredor”.

São Francisco nasceu entre os anos 1181-1182 em Assis, Itália, e morreu a 3 de Outubro de 1226. Como habitualmente, o Papa deixou uma saudação aos peregrinos de língua portuguesa: “O testemunho da vida de São Francisco de Assis ensina que o segredo da verdadeira felicidade é tornar-se santo. Que a Virgem Maria conceda este dom a vós e aos vossos familiares que de coração abençoo”.

In agência ecclesia; Papa Bento XVI

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Para rezar

Senhor Jesus Pai Santo
Mais uma vez estamos diante de ti
para te adorar, louvar, bendizer e glorificar.
Ó admirável Deus três vezes santo,
outra coisa não queremos nesta noite
senão somente adorar-te e colocar
todo o nosso coração no teu sagrado coração
que é infinitamente amor – bendito sejas,
Jesus, pela tua santidade!

Bendito sejas, Jesus amado,
porque nos queres santos como tu,
e nos apresentaste a santidade,
a perfeição do pai como modelo das nossas vidas cristãs.

Bendito sejas,
porque nos deste o espírito
que vai realizando em nós
essa vida santa segundo o evangelho!
Bendito sejas, meu senhor e meu Deus,
Jesus ressuscitado
que te dás a nós na hóstia consagrada,
para te podermos adorar e expor-te as nossas vidas.

Senhor Jesus ajuda-nos a sermos santos.
A santidade tem uma medida,
essa medida é o amor.
Seremos tanto mais santos, quanto mais amarmos.
Tudo só conta na medida do amor.
Que nesta noite o nosso coração saiba adorar-te,
silenciar e falar tudo contigo.
Na verdade estamos diante de ti
que és o Nosso Senhor, o nosso Rei,
o nosso Deus e o nosso Tudo.
Fica connosco Jesus nesta noite e sempre.


Oração do Ir. José Domingos na Adoração de Janeiro 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O silêncio do Sacrário




No sacrário, silencioso, pobre e humilde, está o Senhor. Por isso, o Santo Cura d’Ars afirmava: «O silêncio do Sacrário assusta-me».



E é mesmo para nos deixar perplexos, estupefactos, surpresos. Ficarmos abismados perante tal presença. Está ali o Messias, Senhor o Rei dos Reis, o Bom Samaritano e o Bom Pastor. Está ali, naquele Pão Sagrado, o Rei do Céu e da Terra, o Verbo do Pai e do Filho de Maria de Nazaré. Aquele Pão do Céu é Jesus é uma Pessoa, é o Amigo Divino, é Aquele que tudo sabe e tudo pode. Jesus Eucaristia, Rei e Senhor, no silêncio omnipotente do Sacrário é uma contínua surpresa, é um convite contínuo à nossa presença, à nossa oração, à nossa amizade orante. Mas «assusta» não O ver, não O ouvir, não O sentir.

Silencioso, feito o pobre mais pobrezinho, ali está na mais profunda e eloquente humildade, «escondido» naquele pedaço de pão consagrado. Jesus Eucaristia não é uma coisa sagrada, é uma Pessoa, é o Menino do presépio, o carpinteiro de Nazaré, o Jesus da Cruz o Senhor Ressuscitado, o Rei da Gloria. Está ali, por detrás da porta de milhões de Sacrários espalhados pelo mundo.

Mas…ó poeira, ó nuvem de poeira que nos impedes de O contemplar, de reconhecer que é Ele, de aceitar pela fé que Ele está ali! E a poeira, o nevoeiro parece que nos quer afastar do Sacrário. De facto não vamos lá muitas vezes e com tempo, adorar, louvar, contemplar, reparar, interceder. Ele está, mas não estamos presentes a Ele. Porquê? Falta de fé na sua presença? Falta de tempo? Falta de amor? Todos os santos e santas, mesmos os mais contemporâneos como Teresa de Calcutá ou o Papa João Paulo II, são sempre pessoas de Sacrário, de presença amiga a Jesus Eucaristia.

Sabem gastar tempo com Ele, não querem deixá-Lo só. Sabem que está ali o Senhor, o Mestre, o Rei, o Salvador. Vão adorar, fazer companhia, dialogar. Ficam lá horas seguidas. Parecem não querer arredar pé do pé de Jesus Eucaristia. Longas horas de oração, grandes vigílias. Parece que nunca cessa a adoração, a reparação, a intercessão pelo mundo. Parece que gostam daquela companhia, que o Sacrário tem íman que os atrai, seduz, convida. Têm sede de estar com a fonte da água viva.

Que insondável mistério!!! A heresia da acção, a azáfama desenfreada do dia-a-dia não nos deixa tempo para estar junto do Sacrário. Até parece que não acreditamos que Ele esteja lá. E se calhar não acreditamos mesmo, até ao mais profundo do nosso ser. Se acreditássemos, a vida mudava e íamos lá mais vezes, estávamos mais tempo, levávamos lá o pensamento e o coração. Talvez façamos uma visita à pressa, uma genuflexão mal ajeitada, mas não ficamos, com serenidade, com tempo e com amor. A nuvem de poeira parece impedir-nos de ter fé nesta presença eucarística, de ajoelhar diante do Sacrário, de ter tempos de adoração comunitária diante de Jesus, exposto em custódia. Assim como o denso nevoeiro nos impede de contemplar uma paisagem bonita ou uma obra de arte, assim nos impede de «ver» Jesus e de estar com Ele, na sua misteriosa mas real presença em Sacrário. Parece que andamos enganados, alienados, descentrados. Temos a graça de estar com Ele e não aproveitamos, a graça de estar com o nosso tesouro, com a pérola preciosa da nossa vida e não aproveitamos. Temos ali, no Sacrário, o Jesus Amigo, e não temos paixão para nos encontramos com Ele e viver em íntima comunhão. A nuvem de poeira vai fazendo os seus estragos. Que pena!!! Falta-nos fé viva e amor ardente. Falta-nos fogo no coração, amizade sincera, presença amiga. Precisamos de ser cristãos e cristãs, consagrados e sacerdotes, de vida em Sacrário. Maravilhoso desafio!!

(In Nuvem de Poeira; Dário Pedroso, s.j.)


Texto retirado do folheto "Paz e Bem", Janeiro de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Para Rezar


Senhor Jesus
Pai Santo, o único que podemos Adorar,
Louvar, Bendizer e Glorificar.
Senhor Jesus, meu bem amado,
meu Deus e meu tudo, eu me lanço a Vossos pés,
abismado em silêncio, em Adoração e Amor.
Eu não sou senão um nada,
mas este nada vos ama de tal maneira que desejaria,
ó Jesus, poder fazer com que todos os corações
vos amassem com um amor infinito.
Desse altar, desse trono de Amor,
donde resplandece a vossa ternura,
nesse pedaço de pão que dás em alimento
para as nossas vidas, por favor, dignai-vos a abençoar-nos com as vossas bênçãos mais fecundas, sobre cada um de nós aqui presente nesta noite, pelas nossas intenções e sobre a sociedade inteira.
Prende-nos Pai Santo ao vosso trono
à tua presença na hóstia consagrada.
Vem senhor Jesus a cada um de nós, não tardes.
Estamos em tempo de advento, maranathá.
É preciso endireitarmos os nossos caminhos,
as nossas veredas interiores
para que limpos de tudo o que nos afasta de Ti
possamos caminhar conTigo.
Confio à vossa paternal providência todos aqueles que me são queridos, todos os que estão nesta adoração, e todos os seus ente-queridos e todas as suas necessidades. Que a minha oração que as nossas orações nesta noite se elevem até vós como incenso e que diante de vós permaneça como louvor perpétuo, uma Adoração incessante,
uma reparação contínua.
Fica connosco Senhor nesta noite e sempre.
Graças e louvores se dêem em todo o momento.

Oração do Ir. José Domingos na Adoração de Dezembro 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Greccio, uma nova Belém

O Natal de S. Francisco

Um grande homem que se fez pobrezinho de Deus no ano de 1223, vagueava entre os bosques da região na Úmbria, Itália. No seu coração, carregado de amor e humildade, palpitava uma ideia que cintilava renitente naquele tempo das proximidades do Natal de Jesus do ano 1223.
Pés no chão, roupa remendada de tecido áspero, entre os cabelos a tonsura. Segue o peregrino de Deus com o coração inquieto. O que dar aos pobres na noite da festa do nascimento do Senhor? Ora, festas e banquetes, presentes e roupas novas, celebrações litúrgicas sofisticadas, só via apenas para os ricos da nobreza e da burguesia (classe da qual fez parte Francisco e Clara), porém S. Francisco Santa Clara, já haviam deixado este mundo para trás há algum tempo e não voltariam para ele.
O pobrezinho de Assis, ora meditava, ora dançava ao som das estrelas, ora pregava às borboletas, silenciava às vezes e noutras conversava com seus irmãos, os irmãos que Deus já lhe havia enviado. Estava em comunhão plena com o Criador e todas as criaturas, e via em cada pobre o rosto do seu amado Jesus. Mas o Natal aproximava-se e o que dar aos pequeninos? O que dar aos mais pobres dos pobres?
Inspirado como ele era, pois Francisco respirava o Espírito, pensou então em reconstituir a noite luminosa de Belém; mas antes, antes de tudo o que faria daquele instante em diante, ele preparou o seu presépio interior, primeiro no seu coração.
Esvaziou-se de tudo o que não fosse amor (se bem que para ele isso não fosse tão difícil, pois ele assim já vivia), e num movimento de respiração, expirou as preocupações, as aflições, os medos e anseios, a tristeza e a dor, e de uma forma contínua inspirou todo o bem que existe no mundo. Foi quando percebeu a linha que une todas as coisas e criaturas entre si e que as une ao Criador, num só movimento, como um sopro translúcido. Percebeu o mistério insondável que se manifestara naquela noite de Belém, quando um Deus incomensurável e glorioso revestiu-se de compaixão pelos humanos e armou a sua tenda numa criança frágil e pobre. Francisco, o Santo que havia abraçado o leproso, Francisco que havia abandonado todas as riquezas e glórias humanas, Francisco que se escandalizou com o luxo e o poder da Igreja e tomando para si viver na pobreza extrema como a maior forma de contestar este luxo, Francisco que se tornou pobre com os pobres, Francisco que ainda não havia recebido as chagas, neste momento começou a armar o presépio exterior, reflexo e espelho do seu presépio interior.
Pensou: pois quero celebrar a memoria daquele menino que nasceu em Belém e ver de algum modo, com os olhos corporais, os apuros e necessidades da infância dele, como foi reclinado no presépio e como estando presentes o boi e o burro, foi colocado sobre o feno.
Preparando apressadamente tudo para o acontecimento aproximou-se o dia da alegria, chegou o tempo da exultação. Os irmãos foram chamados de muitos lugares; homens e mulheres daquela terra, com ânimos exultantes, preparam, segundo as suas possibilidades, velas e tochas para iluminar a noite que com o astro cintilante iluminou todos os dias e anos.
Veio finalmente o santo de Deus e, encontrando tudo preparado, viu e alegrou-se. E, de facto, prepara-se o presépio, traz-se o feno, são conduzidos o boi e o burro. Ali se honra a simplicidade, se exalta a pobreza, se elogia a humildade; e de Greccio se fez com que uma nova Belém iluminasse a noite e como que o dia se tornasse deliciosa para os homens e animais. As pessoas chegam ao novo mistério e alegram-se com novas alegrias.
O bosque faz ressoar as vozes, e as rochas respondem aos que se rejubilam. Os irmãos cantam, rendendo os devidos louvores ao Senhor, e toda a noite dança de júbilo. O santo de Deus está de pé diante do presépio, cheio de suspiros, contrito de piedade e transbordante de admirável alegria.” (Cel 30,4).
Dizem que esta noite foi radiante. Os pobres, como em Belém, acorreram todos os de Greccio e das redondezas. Alegres armaram o presépio vivo. Certamente as estrelas que ouviram a pregação do “louco de Assis” e receberam o seu brilho, ainda hoje brilham sobre nós.
O presépio que Francisco montou perdura e jamais deve ser desmontado dentro de nós, mesmo e principalmente no decorrer dos anos das nossas vidas, pois quando estivermos cansados, deprimidos, amedrontados, inseguros, no meio de uma tempestade ou mesmo numa calmaria, sempre poderemos olhá-LO e ver um menino envolto em panos pobres, ao lado da Mãe e de José, mergulhado em profunda comunhão com a natureza, a acenar-nos e a sorrir docemente. Então nos sentiremos mais perto de Deus, tão perto como nunca nenhum outro se sentiu. Um Natal pleno de luz e repleto de paz dentro de nós e nas nossas casas, transbordando compromisso com os marginalizados. Um Deus que se fez criança acena e sorri com ternura para todos e se faz natal todos os dias do ano. PAZ e BEM!

Texto adaptado:
Ir.José Domingos

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Para Rezar

Senhor Jesus, Pai Santo
Deus uno e trino somente a Ti queremos Adorar,
Louvar, Bendizer e Glorificar.
Estamos aqui mais uma vez nesta noite,
vindos de muitos lados porque reconhecemos
a tua grandeza,
porque reconhecemos que Tu és o Deus grande,
o Deus Altíssimo, o Deus generoso,
o Deus capaz de tudo,
o Deus que quis ficar sempre connosco.
O Deus que nos quer acompanhar em cada passo
e em cada decisão das nossas vidas.
Também nós queremos estar sempre Contigo,
guia-nos Senhor, enche-nos com o Teu Espírito.
Inunda-nos com o teu Amor.
Inunda-nos com o teu Espírito.
Inunda-nos com a tua Bênção.
Inunda este lugar e as nossas vidas
com o Teu Espírito Senhor.
Jesus, toma-nos em teus braços,
Abraça-nos fortemente a Ti.
Cura-nos Senhor, das nossas fraquezas,
das nossas tribulações,
das nossas dúvidas, das nossas falhas…
Aumenta a nossa Fé.
Queremos ter uma Fé sólida,
valente, na qual não haja lugar para dúvidas.
Precisamos de uma fé tão forte,
que tenhamos a certeza que Tu estás verdadeiramente aqui vivo e presente. .
Mas sobretudo silenciar e escutar

(Oração do Ir. José Domingos na Adoração de Novembro)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Para rezar


Pai Santo
Mais uma vez nos chamaste a um momento de profunda intimidade contigo. Nesta hora Santa de Adoração queremos louvar-Te, Bendizer e glorificar o teu nome, por tantas maravilhas que fazes em nós.
Incendeia-nos o coração, Senhor!
Queima-nos com o fogo do Teu Espirito Santo e faz nascer em nós o desejo de Te seguir de uma forma cada vez mais comprometida e verdadeira, de um modo sempre renovado e encantado.
Toca-nos nesta noite com o Teu Amor, Senhor!
Faz-nos encantar com o Teu Amor absoluto para que, assim, sejamos capazes de te seguir e deixar de lado tantas correntes e amarras que nos impedem de caminhar ao teu lado.
Entoa em nós o teu desafio, Senhor!
Faz que a toda a hora o nosso ser se sintonize contigo. Ensina-nos a ritmar os nossos passos com o Teu ritmo, a dirigir-nos para os teus horizontes e desejos. A estar onde queres que estejamos, a fazer o que queres de nós, pois só assim a Felicidade será mais plena e o mundo será mais justo.
Iluminai, Senhor Pai Santo, os nossos corações para que sejamos construtores de Paz e de Amor.
Nesta noite Senhor te colocamos tantas intenções particulares. De um modo particular os doentes. Ajuda-os.
Senhor com tua infinita misericórdia ajuda-os aceitar o sofrimento. Fica com todos nós que estamos nesta noite para te adorar.
Diante de Ti, com todo o amor que temos e toda a fé que nos destes, oferecemos-Te as nossas mãos e os nossos pés; as nossas mentes e corações, e todo o nosso ser, para que Tu continues a fazer-Te presente neste mundo e todos os nossos irmãos possam chegar a descobrir-te.
Fica connosco nesta noite e Sempre.
Ámen.

(Oração do Ir. José Domingos na Adoração de Outubro)

sábado, 14 de novembro de 2009

Peregrino:

"Quanto mais rezamos, mais queremos rezar"

Santo Cura d'Ars

Caminhar do Sul no Mundo