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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Sentir 2012


Aqui ficam palavras sentidas, testemunhos de fé, de coragem, de agradecimento, de mais uma caminhada que sem dúvida foi para muitos o recomeço de uma nova vida...


"O ano que passou foi pródigo em acontecimentos que alteraram significativamente a minha vida. Uns bons, outros menos agradáveis, mas todos com o intuito de me fazer crescer enquanto ser humano e Cristão. O curioso de tudo é que só consegui ver isso este ano, durante a homilia do Pe Ricardo. Nada acontece por acaso e nós somos obras vivas dos desígnios de Deus. Os seus planos para nós são insondáveis e podem, por vezes, deixar-nos confusos sobre o rumo que tomar.
Mas nada do que o Bom Pai nos põe no caminho é em vão.
Este ano foi especial para mim. Comecei a peregrinação de Espírito e Coração abertos. Na minha mente apenas retive uma pergunta... "QUO VADIS DOMINUS? (Onde Vais Senhor?).
Depois, e com tudo o que se passou, acabei por receber a mensagem que precisava de ouvir e de interiorizar. Sábias palavras de um sábio homem. "NÓS TEMOS QUE SER REFLEXO DE CRISTO VIVO PARA OS OUTROS".
De nada serve sermos boas pessoas se não pusermos em prática os ensinamentos do Bom Pastor. Isso é o que destinge as boas pessoas dos bons cristãos.
E senti isso nas pequenas coisas. Em pequenos gestos do dia a dia. O simples facto de uma Instituição que passa por dificuldades partilhar o pouco que tem para aliviar o sofrimento de outros (B.V.Chamusca). O abraço fraterno àquele que já está com dificuldades no caminhar. Um copo de água ou mesmo partilhar um cântico com outro grupo de peregrinos.
Tudo o que fazemos tem que dar testemunho de Cristo em nós. Essa foi a minha Epifania.
A todos vocês que tornam ano após ano isso possível o meu Obrigado.
Peço que Jesus e Maria vos abençoe.
A ti em especial um beijinho cheio de amizade. À Lídia, a minha companheira de longas horas, um beijinho de ternura. A todos os outros um abraço fraterno no amor de Cristo.
Até Sempre"

Ricardo Correia,
Odemira, Maio 2012



"É com grande alegria que inicio sempre a minha peregrinação.
Este ano já foi o 4º ano que caminhei, todos os anos tenho sentido de maneira diferente. Foi muito rica a adoração ao Santíssimo, muito sentida, como já é hábito do carisma franciscano. Também foi muito envolvente a eucaristia de envio, celebrada pelo Sr. Padre Ricardo.
Para mim a peregrinação este ano centrou-se nos primeiros mandamentos da lei de Deus “ Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.
Estas palavras faziam eco no meu coração de tal modo que eu me sentia na pele dos que tinham mais dificuldade em caminhar. Pedia a Jesus que fizesse de mim um testemunho da Sua Presença, para que eu pudesse ver o Seu Rosto nos que caminhavam ao meu lado. Digo-vos que me doía o coração quando o grupo se partia e caminhava com grande velocidade como se fossem ganhar um prémio. Eu pensava “ o que faria Jesus no meu lugar?” Não eu tenho que ficar para trás… Ele ficaria muito magoado com isso! Eu senti-me morrer ali naqueles momentos, senti-me desfalecer, sentia a dor dos que tinham dificuldade em caminhar. “ Não todos temos que conseguir é essa a vontade de Deus e a minha também” Jesus não iria permitir que se perdesse nem um dos seus filhos.
Foi com grande emoção que segui contemplando a natureza, mas sempre com o olho nos que tinham mais dificuldade em caminhar. Sentia uma grande paz envolvendo todo o meu ser, senti-me a mais pequenina criatura perante a grandeza de Deus.
Todos os momentos de reflexão foram bons, como sempre com o auxílio da nossa querida D. Maria Ângela. As missas com umas excelentes homilias, celebradas sempre pelo nosso querido padre Ricardo, enfim foram 2 anjos que Jesus colocou no nosso caminhos para mais leves chegarmos aos pés de Maria.
Agradeço ás nossas guias e peço a Jesus e Nossa Senhora que as ilumine sempre na sua caminhada e as cumule de muitas bênçãos.
Agradeço a todo o pessoal do apoio, pois sem eles não poderíamos chegar aos pés da nossa Mãe. Foram como sempre excelentes.
Obrigado a todo o pessoal que connosco peregrinou, todos juntos vivemos bons momentos de oração e reflexão.
Um bem haja a todos e que Nosso Senhor nos abençoe e nos ensine a viver e testemunhar o Seu Amor.

Obrigado a todos, todos ficaram no meu coração, rezo por vós."

Luisa Pola
Alvito, Maio de 2012

 
 
"As palavras que eu posso deixar para toda a organização e de agradecimento. Nunca tinha participado em nada parecido. Nao sendo catolica particante gostei de tudo o que envolveu toda a peregrinação. Principalmente a adoração do Santissimo em Alcacer do Sal. E as missas do Sr. padre Ricardo, as vozes de vieram de Sines encantaram o meu coração existem pessoas que realmente tem o dom da palavra.A sra. D.Maria Angela um fonte de sabedoria....
Desde o inicio ate ao fim da peregrinação estive muito feliz......
As guias e ao pessoal de apoio um agradecimento especial foram incansaveis..... e vou tentar encontrar os tais pratos de tambor para a Maria Joao substituir pelo apito.......quer com isto dizer que se tudo correr bem estaremos de novo juntos para o ano que vem.
obrigado e como diria a familia do Ivo PAZ E BEM para todos nos, beijinhos."

Liliana
Quarteira, Maio 2012



"Paz e Bem

Era nosso sonho fazer uma pergrinação a pé a Fátima e resolvemos este ano juntar a família e caminhar com muita Fé , Amor e Carinho. Procurámos ir sempre juntos em agradecimento por todo o Amor que nos une.
Este gesto de Caminhar até ao Santuário na verdade é apenas um reflexo do caminhar diário nas mãos da Mãe
-Na busca constante de seguir seu Filho .
-Na procura insaciável do rosto de Deus
-É na maís pura confiança que somos acolhidos e recebidos como Filhos junto da Mãe
Queremos aquí deixar o nosso agradecimento às Guias pela sua constante preocupação para que estivesse sempre tudo bem connosco, a todo o pessoal de apoio pelo seu trabalho incansável para que nada nos faltasse, ao Ricardo e às Enfermeiras que, mesmo caminhando connosco se disponibilizavam todas as noites para nos tratar, à D. Maria Ângela pelas suas sábias palavras e ao Sr Pe. Ricardo que, com as palavras certas soube tocar o nosso coração em cada Eucaristia.
A todos um abraço em Cristo"


Guadalupe e Jacinto Rosa
Beja, Maio 2012



"Paz e Bem
Foi com enorme expectativa que esperei os meses que separaram a inscrição na Peregrinação e o seu inicio...
Hoje, posso dizer que foi uma das experiências de Fé mais profundas que fiz... Tive momentos de alegria e momentos mais duros em que a dor começava a apertar mas, mesmo nesses momentos, o Amiguinho Jesus colocava no meu caminho pessoas que me davam força, quer peregrinos, quer amigos que me enviavam mensagens ou me telefonavam e, com as suas palavras me davam aquela força que começava a faltar... Houve também outros momentos (e isto pode até parecer um pouco de egoismo da minha parte, mas sentia necessidade), em que só existiam três coisas para mim: eu, a estrada e o Céu...
Desde o primeiro dia em Alcácer do Sal até ao último em Fátima, senti refelctida a minha Peregrinação na vida, que começando com o Batismo e termina com o encontro e a união total com Deus...
Houve também momentos de profunda tristeza, em que me parecia que a Peregrinação mais parecia uma corrida, em que os que estavam em melhor condição física iam no "pelotão da frente" enquanto que os outros ficavam para trás... E a determinada altura eu pensava: quais serão os objectivos destas pessoas? Caminhar até Fátima ou Peregrinar até Fátima? Apesar destas palavras parecerem ter um significado parecido são muito disitintas...
Em cada Eucaristia, sentia-se a presença cada vez mais forte de Deus... Em cada palavra do Pe. Ricardo respirava-se o Espírito Santo a entrar em nós e a "lavar" tudo o que de mau existe cá dentro...
E depois o encontro com a Mãe do Céu... Foi tão bom sentir-me acolhido nos seus braços... Parecia tudo novo para mim, parecia que nunca tinha entrado no Santuário, parecia maior, mais acolhedor... Respirava-se Amor...
Quero deixar o meu profundo agradecimento à Maria João e à Lídia que apesar de já as conhecer, mostraram-se pessoas formidáveis, sempre prontas a ajudar e sempre preocupadas connosco, se tudo corria pelo melhor...
Deixo também o meu agradecimento a todo o pessoal de apoio, que o soube ser em todos os sentidos... apoio físico e espiritual; às Enfermeiras de serviço e ao Ricardo que depois de caminhar connosco o dia todo, ainda se disponibilizavam a fazer os curativos para que no dia seguinte todos pudessemos caminhar; a todos os Peregrinos, e aqui quero agradecer em especial aos meus Pais que desde o primeiro momento quiseram fazer esta peregrinação comigo e também à Lena que assim que a convidei, deu o seu sim imediato.
Agradeço também ao Pe. Ricardo, que com as suas palavras sempre me deu força ao longo do caminho, e me mostrou Cristo como nunca o tinha visto...
Finalmente, um agradecimento muito especial aos Irmãozinhos, a todos os Jovens Shemá' e aos meus colegas de trabalho que, apesar de não caminharem comigo fisicamente, o fizeram espiritualmente... E todos os dias me mandavam mensagens e me telefonavam a perguntar como estava e me davam forças para no dia seguinte recomeçar...
A todos, um forte abraço em Cristo Ressuscitado
PAZ E BEM para todos"

Ivo Rosa
Évora, Maio 2012



"Testemunhar a nossa fé é partilhar sentimentos que Deus nos faz sentir em prol da vivificação da mesma.

Parti pela 7ª vez consecutiva em peregrinação, desta feita sob a batuta de palavras recebidas às quais me agarrei e tentei multiplicar de dentro para fora...
“Alargar o meu espaço" e seguir Jesus, meu/nosso "Porto de Abrigo", pela mão de nossa Mãe do céu.

Peregrino entregando os meus pés de esperança ao caminho, confiante de que eles serão um meio de transformação daquilo que sou; De aperfeiçoamento do que poderei ter de melhor; De destruição do que tenho de pior; De discernimento do que ainda não alcanço.

Nesta entrega tenho na mira da minha alma a suave doçura do amor profundo que Maria nutre por nós.
Com Ela avanço sem medo, sem cansaço, sem medir esforços. Através Dela uma força inexplicável me abrange e percorre, irrigando todos os canais, saciando a minha sede de encontro com a água da vida. Através do Seu olhar sobre mim a minha perspectiva de amar, perdoar e doar espigam e crescem à medida que - igual a girassol - me volto para a Luz.

Essa Luz que vejo reflectida no olhar e nas palavras; nos gestos e nos actos de tantos “pés” que rezam e seguem abrindo o seu próprio espaço para acolher e suprir as necessidades dos outros.
Para mim, só assim faz sentido.
E mais uma vez – à semelhança dos outros anos – trouxe e guardarei para sempre comigo momentos de comunhão entre irmãos e testemunhos inesquecíveis.

Gratidão é a palavra que melhor transparece o que sinto. Grata a quem nos proporciona e suprime todas as necessidades físicas e espirituais. Aqui englobo as guias, Maria João e Lídia; todo o pessoal de apoio sem excepção; à D. Maria Ângela e ao Sr. Padre Ricardo pelas belíssimas palavras; à minha doce e querida irmã Isabel porque através dela, o Espírito Santo se manifestou e se fez presente em, e para nós; a todo o pessoal de enfermagem, com um beijinho especial para o Ricardo.
Através da vossa doação pudemos usufruir e tirar todos os benefícios e lições duma “caminhada” que tal como todos os trilhos tem pedras difíceis de transpor. Mas nada que não se ultrapasse desde que levemos no coração a vontade de sermos sementes de Amor e Misericórdia e de Paz e Bem.

Rezo por todos e cada um e agradeço profundamente a nossa Senhora por nos ter feito chegar a todos ao Seu Santuário sãos e salvos, até aqueles que seguiram com mais dificuldades.
Deus vos abençoe!"

Dulce Gomes
Sines, Maio 2012



"Peregrinação a pé 2012

Para mim peregrinar foi como me encontrar em paz comigo mesma foi dar valor a coisas passadas presentes e futuras na minha vida. Foi um tempo para mim de introspecção dos meus actos, das minhas ideias, de colocar elas e outras coisas em prática e de aprofundar outros projectos de vida de interajuda com o próximo.
A missão que me levou nem eu bem sei explicar mas houve uma força maior para me levou a encontrar-me com estas pessoas e a fazer com elas este percurso. Não sei se é uma cruz que carrego mas senti-me nas nuvens por o fazer. O acto em si de peregrinar com pessoas de quem não conhecemos por vezes ajuda-nos a olhar ao próximo com mais atenção, com mais ternura, amor e compreensão e virar para nós e reflectirmos porque é que muitas das vezes não fazemos com os nossos, com aqueles que estão perto de nós…. Por vezes é as inquietações do trabalho, os aborrecimentos de casa, a vida que sonhamos e não a temos, a realidade que muitas vezes olhamos e que não acreditamos o porque de sermos nós nela (porque a mim, o que fiz eu)… e de amarmos e tentarmos compreender aqueles que nos tentam prejudicar que nos tentam magoar, da ideia que por fazes fazemos dessas pessoas… Aquelas pessoas maravilhosas sempre com um sorriso na cara e a cantar não só no apoio, a interajuda para com as mais debilitadas, o apoio incondicional para quem peregrinar no apoio, confesso que foi uma satisfação interior enorme.
Sei também que á muitas outras coisas que não é após 2 semanas ou ate mesmo um mês que conseguimos tirar ilações. Mas estaremos abertos para fazer mais tarde essa ponte de abertura.
Mas confesso que foi uma desilusão grande ao mesmo tempo a chegada a Fátima, toda aquela união toda aquela interajuda eu não a vou apagar da minha cabeça, mas ao entrar em Fátima ela apagou-se ali, em breves segundos, onde estava o companheirismo, a interajuda, a união a Fé. A frase que mais me custou ouvir foi “cada um por si”. Como que se uma negação se tratasse.
Porque é que os peregrinos na chegada a Fátima mesmo que seja naquela escadaria não estavam juntos a rezar o terço ou mesmo que seja a assistir a procissão. Todos fizeram um percurso pelo menos unido por uma fé penso eu, e porque se quebrou? esta união este laço fraterno…

Peço desculpa pelo meu português nunca foi muito bom para escrita."

Ana Maria Ferrarias Carvalho, 29 anos
Sines, Maio 2012






"Tal como disse no ultimo dia de peregrinação eu nunca tinha participado em nenhuma actividade deste tipo,no entanto e mesmo não sendo católica praticante, devo dizer que foi uma experiência muito enriquecedora.
Quando o meu amigo Ivo me convidou de facto eu aceitei prontamente, mesmo não tendo uma razão especifica para aceitar. Com o evoluir da caminhada dei-me conta que de facto eu estava a precisar do apoio emocional e da paz de espírito que esta me proporcionou.
Assim sendo preciso em primeiro lugar agradecer ao meu amigo Ivo por me ter convidado e também aos seus pais que foram um pouco meus pais por uma semana. Mais uma vez agradeço à organização (Maria João e Lídia) por terem proporcionado tudo aquilo que nós precisávamos, ao Grupo de Apoio, cuja função não é nada fácil, e ao Grupo de Enfermagem (incluindo o Ricardo claro) que esquecendo o próprio cansaço se disponibilizou a nos ajudar.
Não posso deixar de mencionar a Dona Maria Ângela, que de certeza nunca esquecerei, pois, para além da sua enorme sabedoria, percebi ser uma pessoa que sabe compreender os outros e dizer o mais apropriado no momento mais oportuno.
Em suma só tenho a agradecer a todos aqueles que me proporcionaram tão acolhedora semana."

Helena Fonseca
Évora, Maio 2012


Hoje (15 de maio 2012) caiu-me a ficha que foi introduzida no dia 5 de maio. Só hoje!
Levou algum tempo,e ainda vai levar outro tanto até entender todos os caminhos que esta ficha percorreu. Ainda vai levar muito tempo, até perceber porque tocou ali e não noutro sitio, porque parou a determinada altura em que eu preferia que ela nem olhasse para tal lado? Esta ficha foi introduzida adorando aquele que tanto sofreu por nós. Agradecendo cada momento cada gesto. Cada vez mais recuso-me a pedir, cada vez mais tenho necessidade de agradecer.

Esta peregrinação teve um gosto especial. Num dos percursos sai da minha casa e de imediato senti a diferença, e isso deu-me alegria. Masdepressa cai por terra e sofri quando tive que deixar o grupo , logo no primeiro dia, e tive de voltar para cumprir deveres profissionais.
Mas Deus escreve direito por linhas tortas, e mostrou-me logo no dia 7 que não eram só os motivos profissionais que me quebraram a peregrinação. ELE mostrou-me que era em casa que tinha que estar naquele momento. Fui abençoada por um momento em família como há muitos anos não tinha, proporcionado por um exemplo de vida, de força e de carinho (o meu mano velho), e tive a alegria de saber da intenção do mano do meio de um dia me acompanhar nesta minha jornada.
Retomado o caminho, achei muitas vezes que Maria não entendia porque estava ali! Não me eram mostrados sinais, achava eu!
Mas a Mãe, como qualquer mãe, está sempre atenta, sempre alerta mesmo que aos nossos olhos isso não seja assim. Colocou no meu caminho pessoas maravilhosas e no ultimo dia mostrou-me que cada vez mais, EU estou mais perto DELA. E um dia, talvez um dia eu consiga estar envolvida pelo seu manto de LUZ e sentir em pleno o seu perdão e a sua GRAÇA. Mas ainda tenho muito que entender, porque os sinais todos os dias foram enviados e só hoje estão a ser aos poucos revelados. Mas ser Mãe é ser assim. É ir com calma amparando um filho até ele ver o caminho melhor a seguir. E se agora ando amparada por MARIA, sei que um dia consigo ver com nitidez o meu percurso.

OBRIGADO MARIA por seres tão paciente comigo.
OBRIGADA a todos os peregrinos que comigo partilharam cada passo.

E agora só me resta dizer:
"Mãe olha para mim,
mostra-me o teu sim,
neste novo dia.
Como tu, quero-me entregar,
ensina-me a rezar.
AVÉ MARIA"

Susete
Abela, Maio 2012


sábado, 17 de julho de 2010

Sentir 2010



“Pelos caminhos da fé e do amor…”

Quando terminei a minha 1ªperegrinação em Maio de 2006, achei que tinha concretizado um dos maiores sonhos da juventude.
Tinha então 59 anos de idade e levara cerca de quarenta anos, a imaginar o que seria caminhar de Beringel até Fátima, com a minha prima Lourdes.
Foram momentos mágicos. A fé e o entusiasmo estiveram patentes nessa caminhada.
Lembro-me que, além de caminharmos, conversámos, comemos/bebemos, rezámos, reflectimos e sofremos em conjunto. Mas, o mais importante foi o encontro com nós próprios, com Deus e uns com os outros, apesar de sermos, no início, quase todos desconhecidos.
O caminho foi construído por todos, com a ajuda especial das nossas guias e pessoal de apoio (físico e espiritual).
Percebi, quanto é extraordinário o caminhar das “pessoas comuns”, de todos os homens. Não, o tal caminho que havia idealizado de Beringel, minha terra natal, até ao Santuário de Fátima, tendo como companheira a minha prima Lourdes.
Ali, não só peregrinaram comigo os que levava no meu coração e já tinham partido para o Céu, os que tinha deixado em suas casas e que muito amo ( família e amigos), mas também a meu lado iam aqueles, que sendo para mim desconhecidos, hoje estão igualmente no meu pensamento.
Se o meu sonho fora peregrinar contigo Lourdes, podes crer que isso se realizou, mas contigo no coração, em pensamento, levando a meu lado vozes preocupadas com o meu bem-estar , que nos momentos difíceis estavam presentes e me perguntavam:
- “ Tudo bem, Nazaré?” (o João, a Mª.João, a enfª. Nazaré, a Graça, a Lídia, a Rosália, a Paula, o Rogério…outros…e outros… e a Fátima Ferreira).
Guardei para o fim este nome, pois foi com ela, que partilhei mais quilómetros e horas de caminhada.
- Tu Fátima, que percorreste algumas vezes este caminho a pé, para trás e para a frente, lendo nos olhos dos peregrinos, a excitação normal daqueles momentos.
- Tu Fátima, que já te foste encontrar em definitivo com Nossa Senhora, mas por outro caminho mais directo, doloroso sim, mas menos cansativo. E, no CÉU certamente já encontraste a minha Lourdes…
Não te esqueço Fátima, nós não te esquecemos.
- Obrigada Senhor pelo que de bom a Fátima fez na terra.
- Obrigada Fátima pela tua amizade.
Julgava eu, que após a concretização do meu sonho, em 13 de Maio de 2006, tudo voltava ao mesmo.
Mas não, depois dessa 1ª. vez, já outras quatro se seguiram. Esta foi a minha quinta peregrinação a pé Alcácer do Sal/Fátima.
O que me levou então, a repetir esta experiência de fé?
- “Rezar com os pés”.
- Reflectir com o coração.
- Agradecer, agradecer e agradecer…
- Ir ao encontro de Deus, através de Maria nossa Mãe.
- Levar comigo no coração aqueles que não podem ou não têm coragem de fazer, esta experiencia de fé.
- Celebrar com os irmãos na fé, esta festa de renovação espiritual, junto aos pés de Nª.Srª. de Fátima.
- E este ano, marcar presença na visita de Sua Santidade o Papa Bento XVI, ao Santuário de Fátima.
Momentos altos desta 8ª. Peregrinação:
- Reflexões com o sr. Padre Fernando.
- Adoração ao Santíssimo Sacramento, promovida pelos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis.
- Hora Santa orientada pelo sr. Padre José António.
O meu bem-haja para eles.
Para as nossas guias zelosas e pessoal de apoio, aquele abraço amigo e fraterno pela vossa disponibilidade, de mais um ano nos terem conduzido por esses caminhos até FÁTIMA.

Nazaré Leitão -
Julho de 2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

Sentir 2010



"Este ano foi o 2º ano que caminhei. O ano passado fui cumprir um sonho de criança, pois ansiava sentir no meu corpo o que os peregrinos sentiam e o que os movia a tão grande sacrifício. Para mim, foi uma experiência maravilhosa, gostei muito e resolvi repetir. Este ano foi diferente, foi mais interiorizada, reflecti bastante sobre o que ia acontecendo, achei que levava no meu coração algo mais forte, pois levei comigo a minha familia, os irmãozinhos, os C.S.S.,os meus colegas de trabalho, os amigos, os doentes, os desempregados, todos os que me pediram oração e ainda ofereci a Nossa Senhora os meus passos por todos aqueles que gostariam de ir e por qualquer motivo não o puderam fazer.
Senti uma grande responsabilidade, rezei muito enquanto caminhava e oferecia a Deus por todos os que não o podiam fazer.
Senti-me realizada.
Esta peregrinação surpreendeu-me, se o ano passado gostei este ano quase que me atrevo a dizer que "adorei ", ( mas só se adora a Deus ).
Sensibilizou-me muito as reflexões do padre Fernando e as missas.
Foi tudo muito bom, também gostei das orações e missa do padre Zé António. Ambos têm o dom da palavra, é uma palavra que entra e fica no nosso coração.
Quanto ao apoio mais uma vez foi excelente e a organização também.
A todos o meu muito obrigado.
Obrigado á enfermeira Nazaré e ao Ricardo, pelo carinho que a todos dedicaram.
Obrigado á D. Maria Ângela pela sua simpatia e amabilidade com que nos tratou, apesar da sua idade, tinha sempre um sorriso e umas palavras tão doces...
Agradeço a todos os peregrinos pela boa companhia que proporcionaram, foram todos muito bons, conseguiu-se viver em grupo.
É de pensar em convidar já o Sr. padre para nos acompanhar em toda a peregrinação.
Para o ano, (se Deus quiser)tenciono voltar e certamente levar comigo mais peregrinos.
Um bem haja a todos e o meu muito obrigado.
Um abraço a todos,
Maria Luisa Pôla"

Luisa Pôla
Alvito, Maio de 2010




"Não podia deixar de dizer o quanto fiquei feliz de ter participado na peregrinação. Feliz por ter conseguido cumprir a minha promessa e de ter integrado o vosso grupo. Foi uma experiência que nunca irei esquecer em toda a minha vida. Nunca tinha participado, ía com algum receio, mas o que encontrei foi uma familia, sempre pronta a judar a qualquer momento.
Devido à minha vida profissional, não sei se poderei ir para o ano, mas penso ir mais vezes.
Obrigado.
Bem hajam!"


Maria Bárbara Cachola
Pias, Maio de 2010



"Hoje sei e entendo o que durante anos perguntei a mim mesma quando ia no carro e via pessoas a andar estrada fora caminhando em direcção a Fátima. Fui para perceber e vim renovada, cheia de luz e com o amor de Maria gravado no peito, e o desejo de voltar no próximo ano."


Susete Pereira
Abela, Maio de 2010



"Muito tempo fechada em mim mesma. Muito tempo a ponderar demasiado nas situações. Muito tempo sem falar com Deus. Pouco tempo para decidir que queria ir em Peregrinação a pé até Fátima… Decidi fazê-lo não por ser obrigada, mas sim por necessitar desprender-me do meu sofrimento compactado e duradouro e por desejar fazer as pazes com Nosso Senhor Jesus Cristo. E com Maria. Por tudo o que aconteceu no passado. Decidi também fazê-lo para agradecer a conclusão do meu curso académico porque, embora estivesse chateada com Ele e com Nossa Senhora, senti sempre a sua presença.
Por isso, este ano, no mês corrente, fi-lo. Com a “bagagem pesada” nas costas, no coração, na alma. Fi-lo e entreguei-me. Inteiramente. Completamente. Graças ao apoio e ternura de todos. A todos sem excepção. Nem mesmo o cansaço ou algumas bolhas nos pés fizeram suplantar a energia positiva, a amizade, o calor humano, a solidariedade, a amor, o carinho, que senti durante todo o percurso peregrino. Os momentos de reflexão conseguiram emergir em mim a harmonia do abraço, a gratidão, o gosto por ajudar e mesmo a arte de falar em público. Puro milagre! Não fazia ideia do que esta peregrinação conseguia fazer comigo. Despertou-me. Para o casamento pela Igreja (realizado em Alvalade do Sado no dia 3 de Maio), para a união da Família, para a fraternidade e assistência ao próximo.
Obrigada Senhor por estares sempre aí. Obrigada Nossa Senhora, Mãe do Céu, por protegeres os meus Amigos, a minha Família e a minha pessoa.
Obrigada Ricardo (Bá) por seres o meu maridinho lindo. O teu apoio e amor são infinitos.
Obrigada a todos os peregrinos que caminharam comigo. Por todos os momentos.
Obrigada às Guias pela excepcional orientação feita do princípio ao fim desta Peregrinação.
Obrigada a todas as pessoas que fizeram parte do apoio. Pela alimentação fornecida, pelo carinho que ofereceram em todas as etapas peregrinas.
Para o ano, se conseguir e se Deus quiser, voltarei."

Nélia Correia
Odemira, Maio de 2010





quinta-feira, 2 de julho de 2009

Testemunho...


Recebi hoje um mail de um peregrino que em Maio passado caminhou connosco a pé até à Cova da Iria.
Aqui ficam as palavras sentidas, o testemunho de coragem, de fé e de agradecimento desta caminhada que, sem dúvida, foi a responsável pelo encontro e pelo começo de uma nova vida...
Bem haja!

"Bom dia Maria João…
Este mail não é mais que um testemunho do que passei nos nossos dias de caminhada. Como gosto de ter alguns dias para reflectir sobre tudo pensei em escrever algumas coisas para ti.
É difícil sintetizar emoções, mesmo porque, pelo seu cariz subjectivo, nem sempre é possível faze-las passar para os outros. Mesmo as palavras utilizadas ficam sempre aquém do que pretendemos dizer. São tão pessoais quanto as experiências que tivemos.
Como sabes eu não ia por promessa. Ia com uma missão. Contudo acabei por encontrar mais do que procurava. Encontrei um grupo… uma comunidade com os mesmo ideais e com o mesmo modo de pensar que eu.
Principalmente encontrei-me a mim. Contudo, como todas as novas descobertas, esta está em processo de “digestão”.
Sei que há muito que posso fazer pela minha comunidade e paróquia. Muito caminho a percorrer, quase tanto quantos os quilómetros que tivemos que vencer para o Santuário da Santíssima Mãe. E os obstáculos irão ser igualmente difíceis de transpor.
Apesar disso conseguir tocar uma parte de mim que achei que estava dormente a muito tempo. O simples gesto de conseguir abraçar alguém e chorar sem medo, vergonha ou outro tipo de sentimento negativo.
Posso positivamente dizer que algo se transformou dentro de mim. E como a semente que é lançada a terra tem que ter uma terra fértil e bom alimento para que possa crescer, também eu estou a pensar em continuar a alimentar este novo sentimento de mudança de modo a que ele continue a dar frutos.
Estes dias foram um processo de descoberta e de abertura. Não quero que este pedaço de mim se volte a fechar.
Quando disseste que poderias ter problemas com o Vitor eu pensei para mim… “Era comigo que poderias ter problemas”. É mais difícil atingir-me a mim do que o Vitor. Mais anos de experiencia em ficar fechado ao exterior e aos outros. Durante muito tempo fui criando barreiras atrás de barreiras que com esta peregrinação se quebraram, culminando na situação em que estou agora.
É um resultado positivo na mesma. Sabes que existem males que vêm por bem. Foi um mal necessário ter que passar por este processo de modo a ter que quebrar as barreiras que encerravam em mim os meus medos, angustias, traumas, etc. que foram-se acumulando ao longo de anos.
Foram vocês todos em cada um dos peregrinos que ajudei, em cada rosto que buscava auxílio, que foram derrubando as barreiras que me isolavam do mundo.
João… antes de mais quero agradecer a organização, o tempo e a paciência demonstrada com todos nós. Quero estender os meus cumprimentos para toda a equipa de apoio.
De um modo especial quero agradecer a minha companheira de peregrinação a Lídia… pelas palavras e pelos ouvidos…
Ao Vitor, mais que um cunhado é um irmão, por me ter acompanhado nesta “odisseia”, por ter estado sempre presente quando necessário…
A minha mulher que “aguentou” o pós peregrinação e que mesmo assim manteve-se junto de mim. Por todo o amor que me deu e dá…
Por fim a minha mãe que insistiu sempre para que eu fosse na peregrinação.
Para ti apenas desejo que Jesus e a Sua Mãe muito amada continuem a infundir Paz, Alegria e Amor na tua vida. Possas sempre ser o instrumento de Deus na senda de recolher as suas ovelhas perdidas.
Um beijinho e um obrigado com aquilo que tenho de mais precioso para dar… o meu Amor…
"

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Sentir 2009


Dez anos , foi o tempo que eu levei a pensar nesta Peregrinação!
Mas a preocupação da minha velhinha Mãe , fez com que eu não concretizasse este meu grande desejo.
Como o Senhor Jesus a chamou para a vida eterna há 7 meses, terei que pedir-lhe desculpa pela desobediência , e fui até Fátima com o grande desejo de chegar e agradecer à Virgem o ter conseguido fazer todo o caminho a pé e também agradecer-lhe tudo o que me tem acontecido de bom e de menos bom, na minha vida.
Os aspectos positivos nesta peregrinação foram tantos que por mais que os queira explicar ...mas os momentos de oração e até os de silêncio foram preciosos, a minha alma parece que se elevou até Jesus e de Sua Mãe Maria Santíssima.
Levava algumas intenções e distribui-as por dias . Uma para cada família que os meus filhos formaram, outra pelos meus amigos , que têm grande importância na minha vida , mas a mais forte e a mais desejada intenção foi pela minha irmã que se encontra numa cadeira de rodas há dez anos.
Como foi a minha 1ª peregrinação a Fátima a pé , este encontro com Maria nossa Mãe foi diferente , muito bom!!! À noite a procissão das velas comoveu-me porque estar ali ao vivo com milhares de pessoas é diferente do que vimos na televisão. No dia 13 o abraço da Paz com os outros peregrinos foi uma grande comoção.
Que mais poderei dizer? Para o ano vou outra vez.
Sinto-me mais próximo de Jesus e de Sua Mãe Maria Santíssima!
A minha Fé aumentou!

Maria Monge
Beja, Maio de 2009



A minha peregrinação foi uma das melhores experiências da minha vida, enriqueci e ainda com mais fé. Agradeço a todos pois sem eles não teria conseguido chegar a Nossa Senhora. Muito obrigada.

Zé Farinha
Grândola, Maio 09




Vou dar o meu sincero testemunho.
O ser humano é um doente, porque lhe falta Unidade. Nesta peregrinação a Fátima eu procurei essa Unidade com Deus e ao longo da caminhada, meditando, rezando e cantando, senti sempre presente a entrega, o amor e a união. Foi forte a partilha dos peregrinos, na doença, na morte, na culpa e alegrias; deixando tudo de assumir conotações negativas. VIVEMOS EM PAZ – Foi uma Glória, o Alimento recebido do Senhor.

Julita Rodrigues
Cabanas de Tavira, Maio de 2009




Desde criança que eu sentia o desejo de ir a Fátima a pé. Quando via os peregrinos na televisão, era algo que me prendia e eu pensava : ( quem me dera poder ir além para sentir o que eles sentem) e estes pensamentos foram-me sempre acompanhando durante todo o meu crescimento. Só o ano passado tive oportunidade de saber através dos irmãozinhos de São Francisco de Assis, que era possível realizar este sonho. Como estava em cima do tempo, não deu para organizar o meu trabalho de maneira que pudesse ir e resolvi começar a preparar logo para ir este ano. Digo-vos que foi um dos momentos maravilhosos que tive durante a minha vida.
Quando saí da igreja de Nossa Senhora dos Mártires em Alcácer, senti-me diferente, á medida que me ia aproximando da natureza, mais pequenina me sentia, achei que eu era tão pequenina perante a Grandeza de Deus, nunca tinha olhado a natureza com estes olhos.
Senti-me sempre em família no grupo, durante a peregrinação, rezámos, cantámos, trocávamos experiências de vida, o que eu acho que me enriqueceu muito.

Celebrávamos também a Eucaristia e tínhamos reflexões sobre São Paulo. Enfim ,achei tudo tão bom que nem me sentia cansada, eu até achei que fui sempre ao colo de Jesus até aos braços de Sua Mãe. Nunca tive dores nem cansaço. Foi sempre com tanta alegria que caminhei, que nem me custou nada, para mim não foi sacrifício, mas sim cumprir um desejo que me vinha cá de dentro do meu coração. No sábado quando caminhámos de Coruche a Almeirim, apanhámos uns bons Km de chuva e trovoada, eu só tinha a t’shirt e as calças do fato de treino, fiquei toda molhada, a D. Maria João andava distribuindo sacos para fazerem capas, eu não quis, como já estava molhada assim continuei, senti-me sempre envolvida pelo Senhor, nunca senti frio. O apoio não podia ser melhor, nunca sentimos falta de nada, a todo o instante nos ofereciam água, fruta, bolinhos, rebuçados, enfim mimaram - nos muito, sempre com um sorriso que nos contagiavam. Agradeço a todos os que caminharam comigo, pelos laços de amizade que criámos. Agradeço também á enfermeira Nazaré e ao Ricardo pelo carinho com que nos trataram, depois de longas caminhadas estavam sempre dispostos para nos servir. Á D. Maria João, á Lídia e á enfermeira Nazaré ( que foram as nossas guias) o meu muito obrigado pelo trabalho e obra que realizaram, de certeza que mais perfeito que esta organização só Deus. PARABÉNS.
Contem comigo, eu para o ano se Deus quiser, vou voltar e se possível com mais peregrinos comigo.

Luisa Pôla
Alvito, Maio de 2009



Peregrinei para rezar, para fortificar a fé em Jesus e não esquecer a grandeza e o amor incondicional de Maria, a sua protecção e amparo.
Peregrinei com os peregrinos mas sem sentir nos pés as agruras da caminhada , quis estar presente, viver o ambiente fraterno de partilha, desprendimento, humildade, prestando o apoio que fosse preciso, a quem fosse preciso, não pedindo nada em troca, senão viver intensamente estes oito dias de fé e de graça.
Foi diferente de caminhar mas mesmo assim foi gratificante e intenso, acompanhar passo a passo a caminhada, socorrer os mais aflitos, saciar a sede, preparar e distribuir alimentos para o corpo em esforço, incentivar os mais abatidos, enfim, estar presente e atenta.
Bem hajam todos os que nestes dias permitiram e facilitaram esta missão e todos os que viveram a alegria de chegar ao Santuário para ajoelhar e agradecer.

Laura Miranda
Vila Nova de Santo André, Maio de 2009




Desde algum tempo que queria fazer a peregrinação a Fátima, só este ano me foi possível.
Foi gratificante para mim o conviver todos estes dias com um grupo de peregrinos maravilhosos.
Aprendi muito, encontrei umas pessoas com mais dificuldades que outras, mas todas tinham a mesma missão, chegar ao fim.
Para já mais parecíamos uma família, sentia como se já nos conhecêssemos há muito tempo.
Depois sinto que hoje nos olhamos de facto como se de uma família se tratasse.
E assim que eu sinto e acho que eles sentem o mesmo como Irmãos unidos pelo amor da Mãe Santíssima do seu divino Filho, que nos une com a sua luz.
Existe outra parte que não quero deixar de frisar, o apoio constante fruto de uma excelente organização. Um grande bem haja para todos.

Júlia Gomes
Ferreira do Alentejo, Maio de 2009




A minha peregrinação a Fátima 2009

Como todo o ser humano tenho vários objectivos na vida. Alguns deles já se concretizaram e outros estão por concretizar, os quais com a ajuda de deus, irei fazê-lo na medida do possível.
Um deles e talvez o mais importante era fazer, a peregrinação ao Santuário de Fátima. Sou devota da Nossa Senhora e a presença na Cova da Iria dá-me Paz e força para enfrentar os revezes da vida.
Decidi fazer a Peregrinação este ano e lá parti, com um grupo de peregrinos embaídos de um espírito de fé e ajuda mútua.
Sabia que iria ser difícil, mas ao ver a Alegria e Força de vontade dos outros caminhantes depressa me apercebi que iria ser empolgante e que nada me levaria a desistir.
Foram quilómetros e quilómetros, por vezes debaixo de um céu carregado e trovejante que depressa se abriu e a chuva caiu copiosamente como a querer lavar-nos a alma e a refrescar as feridas e mazelas do corpo.
Apesar de muitas pessoas acharem que não iria conseguir, isso, mais forças me deu para continuar. É certo que sofri no corpo, especialmente nas pernas, as agruras da caminhada:
Os tornozelos incharam e apareceram algumas bolhas nos pés, mas não foi nada que não suportasse, pois como peregrino, não era eu que escaparia ao ditado: o mais cansativo foi para mim, andar com a “casa a costas”: ter que fazer malas, desfazer malas, foi o mais difícil depois de um dia inteiro a caminhar; mas tudo isto era compensado com a beleza da paisagem, com o convívio e com o pensamento que estava a concretizar um objectivo ao muito imposto a mim mesmo.
Apesar de tudo isto, com a ajuda dos meus companheiros de viagem, com o apoio dado pela organização e em especial com a ajuda da Nossa Senhora Fátima, tudo correu bem e se Ela e Deus quiserem para o ano cá estarei para fazer parte do grupo de Peregrinos.

Vitória Gomes
Alcácer do Sal, 21 Maio de 2009




Desde a primeira vez que a Maria João me pediu ajuda na peregrinação que lhe dispensei aquilo que estava à minha mão. Todos os anos via passar o grupo de peregrinos e perguntava a mim mesmo quando é que seria a minha hora. Aguardei sempre que Ele me chamasse, que eu ouvisse a Sua voz no meu coração. E este ano chegou, rapidamente e sem aviso. Algo me disse que tinha chegado a minha vez, que era necessário deixar tudo para trás e seguir esse apelo. E, em menos de uma semana, estava a caminhar em grupo para Fátima. Senti necessidade de fazer esta caminhada por mim, pela minha família, pelos outros. O meu eu estava a necessitar de se encontrar, de fazer um momento de introspecção, necessitava de me encontrar com Jesus, com Deus, e fi-lo através de Maria.
Como em tudo na vida, não foi fácil.
Contudo, cada passada, cada dificuldade, representaram uma vitória, representaram uma conquista, representaram um degrau na longa escada para Deus. Não me queixei, como sempre o fiz na minha vida. Aceitei tudo porque Deus é que decide. A nós cumpre-nos aceitar. Caminhei lado a lado com desconhecidos que reconheci como irmãos. Não julguei, antes escutei o irmão que caminhava comigo. Falei com todos os que pude, dei a mão quando me pediriam, estive atento a ajudar aquele que não pediu nada, compartilhei com todos as minhas orações, elevei em cântico as nossas preces, rezei em silêncio quando os outros iam em silêncio, dispus na mesa os meus dons para que todos usufruíssem. Aguentei o sol e a chuva como a dádiva divina que tudo destrói e gera. Senti que em mim se ia a pouco e pouco gerando um outro eu e destruindo-se um homem velho. Busquei Deus e encontrei-O no fim da caminhada, depois da subida, ao fundo da estrada: encontrei-O em Maria, encontrei-O no irmão peregrino a quem dei um abraço, encontrei-O na lágrima que compartilhei com todos, encontrei-O no perdão, encontrei-O na paz interior que me invadiu.
Hoje, pedem-me que dê um testemunho da caminhada, mas quase que me apetece dizer que não posso, porque é impossível aos homens verem como o meu coração está pleno de paz interior, como o meu espírito consolidou a figura Divina, como o meu corpo se alimentou dum alimento não visível. Sinto que neste momento estou saciado, mas voltarei a ter necessidade outra vez desse alimento, e, nessa altura não me restará outra opção senão voltar a deixar tudo o que tenho e seguir o Seu chamado. Nesse dia espero encontrar os irmãos com quem caminhei, e, se não os encontrar fisicamente, levá-los-ei no meu espírito.
Obrigado companheiros de viagem.

João C.P. Martins
Cortiçadas do lavre, Maio de 2009




“Vivemos todos com o objectivo de sermos felizes; as nossas vidas são tão diferentes e, no entanto, são tão iguais”. Anne Frank

A peregrinação é uma viagem solitária ao interior de nós mesmos, sem data de partida e de chegada.
Da mesma, retirei uma lição de humildade e de coragem, percebi que, o Amor do ser humano pelo Autor da Vida fornece força na fragilidade, aquieta o pensamento, apazigua as emoções e, inconscientemente, liberta-nos do medo de falhar, dos sentimentos de autopunição e, até mesmo, da pretensão de sermos, permanentemente, intelectualmente extraordinários.
Acredito com veemência que “ o que fica para trás de nós e o que nos espera são questões insignificantes comparadas com o que temos dentro de nós”.
O amor eleva a todos a quem toca e, sentindo a estrada debaixo dos meus pés, ora quente, ora molhada, vencia suavemente, com cada passo, a caminhada, com a serenidade e firmeza, que me alentaram o sonho de chegar ao fim.
Sinto, ainda, a tranquilidade e a paz que me presentearam nos momentos de reflexão, longe da “razão”, quase sempre, tão solitários e infinitos que me transvazaram a alma, revelando na mudez, aquilo que cala a ciência.

“Preencham a vossa vida com todos os momentos e sentimentos de alegria e paixão humanamente possíveis. Comecem com uma experiência e, depois, acrescentem - na”.
A felicidade depende de nós e, com ela, recordo e beijo, com saudade, cada rosto suado, sofrido, solidário e generoso dos peregrinos, que me acompanharam e fazem acreditar, profundamente, que a fé transcende a “lógica” e afastando a “razão” aproxima-nos da perfeição.

“Sê tu a mudança que queres ver no Mundo” Gandhi

Manuela Ferreira
Sines, Maio de 2009




Deixem-me contar-vos uma história...

É uma história pequena, que começa como todas as histórias.
Era uma vez... O meu nome é Vítor e fiz uma peregrinação até Fátima...fui a pé.

Para muitos dos jovens da minha idade ir numa peregrinação a pé pode parecer uma ideia maluca...mas eu estava a precisar de ir.

Quando me falaram desta peregrinação, disse imediatamente...”EU VOU”.
Mas porque é que eu tinha de ir numa peregrinação...o que é que me fazia andar 330 quilómetros desde a minha casa até ao Santuário da Sagrada Mãe?

Para muitos dos meus companheiros de caminhada foi pagar uma promessa. Para outros era apenas ir novamente. Para mim era uma necessidade.
Sabem, eu estive perdido dentro de mim durante muito tempo. Procurei muitas vezes as respostas às minhas perguntas. Perguntas essas que me fizeram revoltar contra tudo e contra todos.
Diversos acontecimentos na minha vida levaram-me a revoltar-me, inclusive, com Deus.
Afastei-me de tudo o que tinha a ver com a igreja. Se Deus era tão poderoso e nos amava tanto porque não me tinha ajudado? Por que é que não tinha ajudado os meus irmãos, a minha mãe... por que é que eu tinha de sofrer tanto?
Estas perguntas foram marcando a minha vida. Tive que ir trabalhar sozinho para a Suíça, deixando para trás a minha família e os meus amigos. Deixei tudo. Até a mim próprio.

A peregrinação pareceu-me uma boa forma de me tentar encontrar. De encontrar uma explicação para as coisas que me tinham acontecido. Explicaram-me que teria momentos de reflexão... de encontro com Deus. Talvez eu conseguisse falar com Ele... Talvez Ele me respondesse.

Assim comecei a andar. Saí de Odemira com um grupo pequeno de peregrinos. Cada um com intenções próprias. Eu apenas tinha algo na mente. Encontrar um sentido para tudo.

O que encontrei foi muito mais do que pedi. Mais do que estava à espera.
Encontrei uma comunidade...um grupo ao qual eu podia fazer parte. Encontrei em cada pessoa um amigo. Encontrei Graça e a Bondade. Em suma, encontrei-me e encontrei os outros. Todos aqueles que durante tanto tempo eu tinha afastado, principalmente DEUS.

Depois desta peregrinação percebi que eu tinha desistido dele... Mas ele não tinha desistido de mim. Esteve sempre comigo. Protegeu-me quando eu andei perdido.

Percebi que cada uma das pessoas na peregrinação eram um instrumento do seu poder. Algo que eu ultrapassava e completava.

Assim, e como não podia deixar de ser, quero agradecer a todos companheiros de peregrinação. Pelo apoio, palavras e incentivo, mas especialmente estou perante vocês para agradecer a Deus. Por nunca me ter deixado. Por nunca desistir de mim.
Para o ano que vem...há mais. E eu vou estar lá.

O um nome é Vítor. Tenho 20 anos. E sou peregrino de Fátima.

Vítor Valente
Odemira, Maio de 2009

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Sentir 2008

Aqui ficam palavras sentidas, testemunhos de fé, de coragem, de agradecimento, de mais uma caminhada que sem dúvida foi para muitos o recomeço de uma nova vida...

Será que se consegue medir O AMOR ?
Será que quando sentimos Amor por algo ou por alguém, conseguimos dizer que sentimos muito ou pouco, ou simplesmente algum Amor?!!
Com certeza que Não. Ou o sentimos ou não sentimos. Por isso, julgo que não se consegue medir O AMOR. Este sentimento tão forte e poderoso que temos sempre presente e que potenciado ou "incentivado" no dia a dia, nos faz Amar, adorar, gostar, ter carinho, enfim...tantos sentimentos que englobam O Amor. Porque também acredito que se Ama algo ou alguém, não por aquilo que representam, o Nome, o Título, a Profissão, o seu Emblema, etc. ..., mas pelas muitas e muitas pequenas "coisas" que Eles nos oferecem e transmitem.
Então....
Se o Amor é imensurável, porque é que eu sinto dia após dia, mais Amor pelos meus filhos? Porque é que o seu crescimento e o seu desenvolvimento dão todos os dias mais alegria ao meu Coração? E assim, porque é que a Peregrinação deste ano me fez ainda melhor que a do ano passado? Teria tido menos Amor a Nossa Senhora e este ano mais?
Não. A minha devoção aumentou, fazendo com que sentisse, não mais Amor, mas um Amor mais genuíno, mais autentico e verdadeiro.
Tenho que referir que o que mais me marcou nesta Peregrinação, foi a Cerimónia Religiosa mais Bela que assisti até hoje: A Adoração ao Santíssimo. Foi para mim uma emoção enorme, e senti-a com dificuldade ,pois parecia que o meu pequeno Coração não conseguia albergar as imensas alegrias que nele iam entrando. Obrigado a Todos que tornaram possível esta Peregrinação.
Não se pode medir O AMOR, mas todos os dias entram nos nossos Corações alegrias que o tornam ainda melhor.

O texto seguinte é baseado num postal que recebi, durante a peregrinação das minhas primas de Alvalade.
Quero dedicá-lo ao apoio, sempre fantástico, que temos tido e a vós peregrinos.


Deus conta connosco

Só Deus pode dar fé, mas nós podemos dar o nosso testemunho.
Só Deus pode dar a esperança, mas nós podemos dar confiança aos outros.
Só Deus pode dar o Amor, mas nós podemos ensinar o outro a amar.
Só Deus pode dar a paz, mas só nós podemos semear a união.
Só Deus pode dar força, mas nós podemos dar coragem a um triste.
Só Deus é o caminho, mas nós podemos indicá-lo aos outros.
Só Deus é Luz, mas nós podemos fazê-la brilhar nos olhos dos outros.
Só Deus é vida, mas nós podemos oferecer aos outros a vontade de viver.
Só Deus pode fazer o que parece impossível, mas nós podemos sempre fazer o possível.
Só Deus é suficiente em si mesmo, mas...
Prefere contar connosco!

Zé Teles – Seixal
Maio de 2008


Peregrinar com Maria
Peregrina pela primeira vez, iniciei a 6º Peregrinação a pé, Alcácer/Fátima, cheia de dúvidas se conseguiria cumprir o objectivo.
Movia-me o desafio e principalmente a vontade de medir forças e resistência.
Logo na Eucaristia antes de começar a caminhada senti a energia e a emoção que contagiava o grupo e deixei-me envolver.
Com o correr do tempo comecei a sentir, a respirar e viver a fé que movia muitos elementos do grupo e todo o espírito caloroso, alegre e positivo que me rodeava.
As condições de alojamento despojadas, simples e sem conforto convenceram-me que a peregrinação não era, de modo nenhum, mais uma actividade turística para alguns.
Cantámos, rezamos e fizemos silêncio. Desse modo fui interiorizando e absorvendo a fé, a energia que impelia os outros e me envolvia mais e mais.
Cada dia era uma vitória para mim, sobre as dores nas costas, as bolhas nos pés, as queimaduras, o cansaço extremo e, acima de tudo, uma vitória sobre o cepticismo, a dúvida e a falta de fé no apoio da Virgem.
A sessão solene de Adoração do Santíssimo, em Coruche, encheu-me o peito, a alma e despertou em mim a urgência da oração e da fé.
Foram momentos únicos que deram todo o sentido ao meu caminhar, ao esforço conjunto de todos os caminhantes, dos dirigentes e dos incansáveis elementos do apoio.
Chegar ao Santuário de Fátima foi um regozijo, mas, pessoalmente, senti todo o enriquecimento que foi cada dia de caminhada , cada etapa vencida, cada dificuldade superada, cada canção cantada com fé e os momentos de oração despojada e fraterna.
Na minha cabeça, no meu coração, nos meus lábios ficam para sempre estas palavras:
“Mãe, olha para mim,
Guarda o meu sim, neste novo dia.
Como tu, quero-me entregar
Ensina-me a rezar: Avé Maria!”

Laura Miranda
Maio 2008



Para mim a peregrinação a Fátima foi uma experiência inesquecível e que quero repetir.
Como já tive oportunidade de dizer, ultrapassou todas as minhas expectativas.... Vocês são maravilhosas e nunca vou esquecer todos os “miminhos” que nos deram! Partilhei com várias amigas a minha experiência e com certeza no próximo ano o grupo de Serpa será maior.

Rita Fabela
Maio 2008


"Percorrerei caminhos incertos,
vales e desertos...
atravessarei rios, subirei montanhas, desvendarei segredos insondáveis em Universos ainda por descobrir...
Serei mais Firme que um rochedo,
mais Audaz que um soldado,
mais Fiel que um peregrino...
pois sei, que um dia, alcancerei a Estrela, onde Deus escreveu meu nome."

Fátima Horta - Beja
Maio 2008

Este ano, em Maio, fui a Fátima. Mas esta minha ida a Fátima foi uma experiência inesquecível. “Fui em Peregrinação”.
Parti cheia de receios, mas cedo percebi o optimismo, a alegria, o carinho, a partilha e o afecto do grupo que acabava de integrar.
O amor e a fé, acompanharam-me desde o primeiro momento e esta caminhada foi uma vivência única de paz e de amor, que me enriqueceu a alma e me tornou mais rica espiritualmente. Não voltei a casa, tal como sai. Ao regressar, senti uma necessidade enorme de transmitir aos meus familiares e amigos, a experiência maravilhosa e as emoções que tinha vivido ao longo destes dias. E hoje, dou comigo a cantar as canções da peregrinação, como se toda a minha vida já as tivesse conhecido e cantado.
Um obrigado muito especial às amigas de Sines que me acolheram e me deram a conhecer este grupo, à organização que desenvolveu um trabalho excelente e a todo o pessoal do apoio, que com enorme dedicação, alegria e muito carinho me ajudou nesta minha caminhada. Bem hajam!

Celeste - Santo André
Maio 2008

Peregrinar, o caminho ao encontro de Maria, Mãe, Mestra e Modelo que nos conduzirá a seu Filho.
Momentos inesquecíveis de espiritualidade, partilha e convívio. Aspiração de santidade, de megulhar mais profundamente no amor de Deus, de realizar mais plenamente a Sua vontade.
E o desejo de voltar no próximo ano.

Uma peregrina
Maio 2008

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Sentir 2007

Aqui ficam palavras sentidas, testemunhos de coragem, de fé, de agradecimento, da caminhada que sem duvida foi para muitos o começo de uma nova vida...


Em Maio do corrente ano consegui realizar um desejo que há muito tempo andava no meu pensamento " SER PEREGRINA".
E fui peregrina! Fui por devoção, não fui cumprir uma promessa. O meu objectivo era de chegar até Nossa Senhora de Fátima, poder agradecer tudo o que me tem feito e pedir protecção para todos nós.
Foi uma experiência inesquecível, experiência essa que quero continuar a fazer sempre que me for possível.
Para mim a peregrinação só teve aspectos positivos lembro os momentos de reflexão e oração, estes momentos eram importantes porque transmitiam muita energia e estabilidade emocional. Houve um desenvolvimento do espírito de tolerância fraternidade e civismo. O grupo era unânime, é impressionante ver tantas pessoas todas diferentes mas no fim todas iguais, todas com o mesmo objectivo chegar até Nossa Senhora de Fátima (umas como promessa, outras para agradecer, outras pedir ajuda enfim cada um com a sua intenção).
Em termos de organização foi óptimo estão de parabéns porque ultrapassaram tudo e todos os aspectos que eu poderia esperar. Quanto ao apoio também foi excelente, sempre com muita dedicação, com muito amor e carinho.
Da minha parte só tenho que agradecer tudo e a todos. Muito obrigado, muitas felicidades.
Paula Gonçalves – Alcácer do Sal"



"Este ano tinha de ir. Tinha mesmo de ir. Construí, no entanto, uma barreira e um muro que me separava daquelas pessoas que iriam comigo. Queria fazer a minha peregrinação. Tudo bem, precisava do apoio, mas isso não significava que me ia misturar e fazer parte integrante do grupo. Ou seja, eu ia e aquelas pessoas também.
Mas é impossível não se fazer parte de um grupo de peregrinos. Porque durante aqueles dias vivi numa sociedade perfeita, onde nos ajudava-mos uns aos outros e a preocupação sobre o bem estar de cada um, estava sempre presente.
Chorámos com as dores e rimos com as alegrias de cada um. Conheci pessoas muito diferentes, verdadeiros exemplos, Pessoas que estando a sofrer a Dor Maior, estavam presentes a apoiar-nos em tudo o que podiam e não podiam. Todos juntos em Oração, a caminhar, a comer, a dormir, com um mesmo objectivo - chegar a Nossa Senhora.
Tive a oportunidade de dizer ao grupo um pouco daquilo que sentia e como esta experiência tinha sido gratificante para mim, principalmente para a Alma. O Sr. Caetano (peregrino) disse-me que estávamos ali como esponjas a absorver, e eu concordo.
Pensava que chegava ao fim da peregrinação com a sensação de dever cumprido e que ia pegar nesta experiência e guarda-la num local especial do meu coração. Mas, não é assim. Faltavam 3 dias e já estava com pena do fim estar próximo, porque queria continuar. Com aquele grupo caminhava mais e mais.
Já em casa ou no local de trabalho, dava por mim a cantar as canções da peregrinação com um sorriso. Parvo para alguns, mas para mim significava ter vivido uma experiência maravilhosa e conhecido pessoas fantásticas.
Não deveríamos TODOS fazer uma Peregrinação?!?
"José Teles – Arrentela"



"Uma peregrinação vive-se, sente-se e transporta-se para a vida do dia a dia, num propósito forte de mudança...
Apesar do cansaço, das dores, do calor, das bolhas... esta peregrinação voltou a ser experiência gratificante de ajuda mútua, partilha, sacrifício, alegria, oração, silêncio/escuta, esperança, felicidade... porque o Espírito Santo esteve lá a actuar em cada passada dos caminheiros. Os sinais foram visíveis em tantos momentos!... Só foi necessário estar um pouco atento.
Uns fomos levados pela fé (promessa, agradecimento, petição, dever), outros movidos pela procura... mas, no final, junto aos pés da Virgem Maria houve reencontro geral connosco próprios, com Deus e com os outros.
Obrigado Senhor por esta 5º Peregrinação.
Obrigada Senhor pela disponibilidade e sentido de responsabilidade das nossas guias, pela alegria e delicadeza do pessoal de apoio, que foi incansável.
Obrigado Senhor pela oportunidade de reflectirmos sobre a Tua palavra, ajudados por duas ”Bíblias Vivas”, cujas páginas não amareleceram, apesar dos seus anos.
Obrigado Senhor por esse grupo maravilhoso de viandantes, que cantou, rezou e aguentou o esforço.
Todos tentámos Senhor Jesus ser um pouco Teus pés, Tuas Mãos, Teus lábios... Perdoa-nos se não o conseguimos. Mas podes ter a certeza, que Tu nos ensinastes ao longo desta semana, a compreender melhor como devemos viver a verdadeira AMIZADE e a darmos testemunho de Ti.
Nazaré Leitão - Beja"



"“Um grupo de amigas partiu o ano passado em peregrinação a Fátima, no mês de Maio. Não sei explicar a razão, mas fiquei triste e com imensa curiosidade em descobrir ou tentar perceber o que leva todos os anos milhares de pessoas de todas as idades, de todas as partes do mundo, dos mais variados extractos sociais, em peregrinação...e este ano vou acompanhá-las...

Voltei! Consegui chegar a Fátima a pé. Caminhámos durante sete dias. Muitas dezenas de quilómetros. Muito calor. Parti à procura de muitas respostas...encontrei algumas.
O mais importante foi aprender o verdadeiro espírito peregrino: o voluntariado, o optimismo, a simpatia, a boa disposição, a oração. Conheci pessoas extraordinárias.
Jamais esquecerei o Veríssimo, um menino de coração puro...os seus abraços, as suas lágrimas de saudade (da mãe, dos cães, da ovelha).
Jamais esquecerei as duas irmãs, a Jacinta e a Angelina que ao segundo dia quiseram desistir, mas a fé, o sacrifício, a solidariedade levou-as a realizar o sonho de suas vidas, chegar ao Santuário a pé.
Jamais esquecerei os momentos de calma, de silêncio, de reflexão, de partilha, de ver, de escutar, de rir... Acreditem, não regressei a casa tal como parti...se puder voltarei para o ano!

Maria do Céu – Sines"




"Este ano decidimos partir em peregrinação a pé até Fátima, um desejo antigo que conseguimos realizar. Sabíamos que de Alcácer saía um grupo organizado, e era a ele que nos deveríamos juntar. Porque estávamos distanciadas para sul cerca de 120km, resolvemos então caminhar por etapas até ao dia 6 de Maio, dia em que partia a peregrinação de Alcácer.
Durante dois dias caminhamos sozinhas até Alvalade, onde nos juntámos a um grupo de 12 peregrinos. De Alvalade caminhámos durante mais três dias até Alcácer. Ao todo éramos 15 até que em Grândola se juntaram mais 3, o grupo foi assim crescendo até ao último dia, em Fátima contavam-se 86 peregrinos.
A nossa Caminhada foi uma experiência única que nos mudou como pessoas e nos tornou ainda mais cristãs. Enriqueceu-nos a alma e tornou-nos mais ricas espiritualmente. Foi uma caminhada de paz com muita união, houve alturas em que nos sentimos mais abatidas, cansadas, mas havia sempre uma oração, um incentivo, uma mão amiga a puxar-nos para o objectivo que era todos e um só.
Conhecemos pessoas excepcionais que nunca iremos esquecer, são tantas e tão especiais que enumerar todas seria um nunca acabar de nomes, há algumas que nos deram força pela própria força que elas tinham, estamo-nos por exemplo a lembrar das manas Jacinta e Angelina, pessoas simples, puras, como elas só.
Por todos os sítios onde passámos, quer para dormir ou para tomar as refeições, o grupo de Odemira só tem a dizer bem, e agradecer a todos os que nos ajudaram a chegar à nossa Mãe, a Nossa Senhora de Fátima.

Lena, Sílvia e Adelaide – Odemira"



"Palavras e sentimentos sem nexo
Que tentamos descodificar
A ansiedade da partida
Deixando para trás uma vida
Será isto peregrinar?
A paz que sentimos
Quando em grupo descobrimos
O poder da oração
A Maria, a Jesus e ao Espírito Santo
Só tu Deus, sabes quanto
Te ama o nosso coração
E a alegria que nos invade
Quando sentimos imensa vontade
De estender a nossa mão
Mão que dá e que recebe
Que dá de beber e que bebe
Da mão de outro irmão
As confissões partilhadas
Das nossas vidas atribuladas
Com alguém desconhecido
Só teu amor, Maria
Nos põe em sintonia
Com esse irmão amigo
Basta um gesto, um sorriso
Uma palavra, um carinho
Dizer-lhe: Não estás sozinho
Estou aqui se for preciso
O que é peregrinar então?
É toda esta envolvência
É não buscar na ciência
A resposta ao que sentimos
É deixar Jesus entrar
Com Maria caminhar
É o nosso coração abrirmos
É dar graças à Mãe do Céu
Pela força que nos deu
Hora a hora, dia a dia
É dar graças a Jesus
Que ao Pai nos conduz
Pela tua mão, Maria.
À D. Nazaré, à M.ª João, à nossa Lídia (vassourinha), ao nosso João (pá), à nossa Rosália (cantora e massagista) e a todos os membros do apoio (Maria Ângela, Noémia, Augusta, Benvinda, Joaquim, Pereira, João, Rogério, Vitalina) que foram espectaculares, o nosso sincero obrigado. Bem hajam!
O grupo de Sines"

"De muitos locais saíram, para esta peregrinação, a Alcácer se uniram, com fé e devoção.
Sete dias de caminhada, tivemos pela frente, seguimos em fila na estrada, debaixo dum sol ardente.
Muitos sítios nos acolheram, para comer ou dormir, todos nós agradecemos, a cantar ou a sorrir.
O grupo foi crescendo, em número e oração, e aos poucos conhecendo, a força desta união.
Quando o cansaço chegava, quando não se podia parar, mais um terço se rezava, para a Maria chegar.
Agradecer, pedir ou cumprir, todos levavam uma intenção, mas coube a nós conseguir, entregar a Nª Senhora esta peregrinação.
Chegaram a Fátima com a certeza, que valeu a pena peregrinar, todos disseram com firmeza, para o ano vamos voltar.

As guias M. João e Nazaré"




Sentir 2006

A Minha Peregrinação

No dia 6 de Maio parti a pé em peregrinação a Fátima. Nos meus 29 anos de casada foi a primeira vez que me separei da minha família, e em boa hora o fiz. Foi uma semana maravilhosa, senti-me bastante calma com uma paz interior muito grande. Juntamente comigo foram outras pessoas, umas conhecidas e outras não, mas sabia que podia contar com todas elas se algo não corresse bem. A hospitalidade das várias localidades em que passámos ao longo da peregrinação foi um ponto forte. Ao chegar a Fátima agradeci a Nossa Senhora por ter ouvido as minhas orações! Agradeço a quem organizou esta peregrinação, ao apoio prestado e a quem peregrinou comigo.
Maria Virgínia Rodrigues(Gina)- Alcácer do Sal


O que foi Peregrinar

Foi a realização de um apelo que vínhamos sentindo há muito tempo no nosso Coração. Peregrinar foi entregar-mo-nos a Nossa Senhora e com Ela encontrar-mo-nos com Deus, com nós mesmos e com os outros; Foi sentirmos na alma, junto dos irmãos, a força do Amor de Deus em nós, foi sentir a força e o poder da oração e louvor quando, nos percursos mais difíceis, os percorríamos rezando e as dificuldades eram assim atenuadas.
Foi uma partilha de oração, alegria, lágrimas, reflexão, de desabafo e comunhão da nossa vida, dos nossos sentimentos, por vezes muito íntimos. Actos de caridade, confiança, fraternidade e carinho… Em suma, Actos de Amor, o Dom Maior que Deus nos dá!
À Maria João, à enfermeira Nazaré e à Fátima, muito obrigada e parabéns pela excelente organização, carinho e cuidados que nos dispensaram. A todos os apoiantes no caminho, que com tanto amor nos apoiaram, muito obrigada. Obrigada à nossa incansável e boa cantora e massagista Rosália que, não se poupando a esforços, tudo fez com tanto agrado para nos ajudar a caminhar.
Obrigada Maria, Mãe de Jesus e Nossa Mãe, por nos levar para Deus. Obrigada Jesus, porque o Vosso Espírito Santo reinou entre nós. E não podemos deixar de agradecer ao Padre Silveira, o carinho e a compreensão do espírito de peregrino que nos demonstrou. Tudo está guardado nos nossos corações…
O Grupo de Peregrinos de Sines"


As Minhas Peregrinações ou a "Minha Busca de Deus"

"Se uma pessoa vai a Fátima, é por uma razão qualquer. Tem de haver um motivo que mesmo que a pessoa não o tenha na consciência, tem por detrás uma questão espiritual relacionada com Deus. Esta situação aumenta substancialmente de grau quando a ida a Fátima é feita em peregrinação, e penitencialmente, como é o caso de ir andando, ou peregrinando como nós o fazemos.
Sendo assim, que coisa espera a alma que se dispõe a um tal exercício religioso? E que meios espera ou de quem espera? E sabe, conscientemente, que lhe falta alguma coisa ou ignora até o que lhe possa faltar, (como os noivos de Caná)?
Pois, participando desse acto religioso necessitamos de intercessores para lograr alcançar o fim desse movimento interior em busca do transcendente: e o único Intercessor revelado e idóneo na fé cristã, é Cristo. É a Ele que tendemos, sem perceber sequer, com que intensidade o faz o nosso espírito. É neste campo e neste momento que podemos fazer entrar mediadores para chegar ao Intercessor.
Está, neste caso, primeiro que todos os outros, Nossa Senhora. É por isso que, sem que o tenhamos às vezes consciencializado somos induzidos pela própria consciência, a aderir a certos movimentos onde exista a possibilidade de que venhamos a depararmo-nos com algo mais que aquilo que o quotidiano nos oferece.
Neste caso, a minha peregrinação a Fátima é pedir/oferecer a Maria a possibilidade de Ela entrar na “adega” da minha intimidade e ver que falta o “vinho” para a festa.
Ir ao Santuário de Fátima é como ir ao Coração da Mãe de Deus, ao qual se vai com a imensidade de carências de bem, de bondade, de perfeição, de sentidos de vida, de vazios, de penas, de desencantos, de preocupações. Pois isto é o que está no íntimo da peregrinação íntima, que cada um vai fazer ao Coração de Maria.
O segredo está na força da obediência à Fé. Neste caso o “Patrão” das acções que envolvem o acto de ir a Deus é a fé em Maria. Fé de que Ela pode interceder junto d` Aquele, Único, para o qual nada é impossível…
Como os criados das bodas de Caná: o “ Patrão” da sua fé, ao qual eles sujeitaram a sua obediência foi precisamente NOSSA SENHORA.
Por isso, mantenho firme este propósito de fé. Propósito acompanhado de uma firme resolução de continuidade de vida cristã. E o Senhor não deixará de atender e tocar o coração de todos os que se lhe apresentam como pobres…
Graça Maria Mateus(Gracinha) Alvalade do Sado"


O meu sentimento

Fiquei a saber que peregrinar é uma boa maneira de ficar mais sensível a tudo o que nos rodeia no nosso quotidiano. Fiquei capaz de passar uma mensagem de amor e fé, porque senti. Percebi que posso alterar a nossa maneira de estar na vida para muito melhor. Se entendermos que a vida também é uma peregrinação e passarmos a ter a mesma atitude quando caminhamos em direcção a Fátima, peregrinar todos os dias é o sentimento que me fica. Obrigado.
José Duarte Piteira (Zézé) - Setúbal


"IV Peregrinação a pé Alcácer do Sal/Fátima

Partimos a 6 de Maio,
cheio de fé o coração,
eram 60 peregrinos
na 4ª Peregrinação.

Cada um de nós sabia
qual a sua motivação,
mas o grupo demonstrou
amizade e união.

Foram 7 dias rápidos
com bastante oração,
os sacrifícios passados
valeram a emoção.

Nossas “guias” tão zelosas,
sempre prontas a servir,
ofereceram mil carinhos
para seu dever cumprir.

Um apoio de “5 estrelas”
disse o grupo, ao falar,
pois a nada se pouparam
para peregrino ajudar.

E ao longo do percurso
viam-se “novos chegar”,
todos nós os acolhíamos
com sorriso no olhar.

O nosso padre”velhinho”,
com toda a sua bondade,
foi-nos saindo ao caminho
num exemplo d’humildade.

Foi experiência única
“esta maneira de amar”,
em nós próprios e nos outros,
a Deus fomos encontrar.

Junto à “Nossa Mãe do Céu”
todos fomos ajoelhar,
muitas lágrimas nos olhos
e os lábios a orar.

No dia 13 de Maio
Todos dissemos adeus;
e através da Virgem de Fátima
Agradecemos a Deus.

Maria da Nazaré Leitão - Beja"

Caminhar do Sul no Mundo